Capital de Rússia

A destruição do tecido industrial brasileiro

2020.09.15 06:37 Hike16 A destruição do tecido industrial brasileiro

Olá, camaradas, quero contribuir para esse sub com um texto que eu e uns camaradas escrevemos, pois acreditamos que os comunistas precisam ter mais acúmulo sobre o desenvolvimento das forças produtivas mas sem que isso se confunda com um desenvolvimentismo cretino. Estamo abertos ao debate, com críticas e apontamentos. Abraços!
Parte I – a importância da indústria
Modos de produção (e reprodução) da vida social são uma unidade de dois aspectos: relações de produção e forças produtivas. A esquerda brasileira em geral costuma com toda a justeza denunciar e almejar uma mudança quase que exclusivamente no primeiro. Cabe perceber que da mesma forma que as relações sociais capitalistas jamais teriam se generalizado se não houvesse o advento histórico da grande indústria de transformação, não pode haver relações de produção plenamente socialistas sem uma correspondente base material muito avançada.
Nesse sentido, quando olhamos o Brasil, vemos vários problemas na produção econômica em solo nacional. No que se relaciona mais diretamente com as relações de produção, vemos uma péssima distribuição da renda nacional, com um índice GINI – que busca esboçar a desigualdade em uma escala de 0 a 1, sendo 1 o mais desigual – de aproximadamente 0,53. Cabe ressaltar que, em países vizinhos, apesar da pobreza, o índice é menor, como é o caso da Colômbia (0,50), Uruguai (0,39), Bolívia (0,42) e Cuba (0,38). No tocante às forças produtivas, estas não são nem um pouco abundantes em termos relativos à população. Hoje, nosso PIB per capita fica na faixa dos 9 mil dólares anuais por pessoa, tendo tido o pico de 13 mil, em 2011. Não é um valor pequeno, de forma alguma, como se verifica em outros países muito mais assolados pelo rapinagem imperialista. Mas está muito longe de estar perto dos países de capitalismo autônomo e avançado, que figuram cifras acima dos 30 mil dólares anuais por pessoa.
É verdade que a produtividade nacional não se impõe como uma barreira imediata e intransponível para o início de uma nova ordem social, como, por exemplo, atesta a valente e forte experiência cubana, ou mesmo a revolução bolchevique partindo da Rússia semi-feudal. Talvez justamente por isso que a esquerda costume focar suas preocupações estratégicas (isto é, quando tem alguma) nos aspectos relativos às relações de produção, além de uma compreensível precaução de não voltar a incidir nas concepções etapistas da revolução brasileira. Trata-se de uma ressalva plenamente justificada: defender a ampliação das condições industriais e produtivas para poder socializá-las com qualidade à maioria da população. Não pode se confundir com ilusões no desenvolvimento da ordem capitalista ou ainda com pretensões nacionais da burguesia nativa, que hoje no Brasil é associada e profundamente dependente do imperialismo.
Ainda que o atraso nas bases econômicas não seja essa barreira intransponível para o início do processo socialista, certamente o é para o seu pleno desenvolvimento. Não pode haver florescimento das capacidades humanas para o/a trabalhadoa, seu ativo envolvimento na vida política e nos rumos do país, sem que haja uma base material arrojada que os libere do trabalho extenuante. Para um país se desenvolver plenamente rumo ao socialismo é condição necessária (mas não suficiente) que ele atinja grau de sofisticação bastante elevado em suas forças produtivas, como se verifica na história da União Soviética e também na China, onde o povo e a força dirigente tiveram que empenhar esforços colossais para superar o atraso tecnológico dessas sociedades. O avanço da revolução socialista nesses países fica tanto mais penoso e dificultado conforme menos desenvolvidas são essas forças produtivas e as relações de produção fruto de sua história.
Nesse sentido, cabe então colocar na ordem do dia o debate sobre os rumos que um país deve adotar para o desenvolvimento de suas capacidades produtivas e da geração de renda, serviços e produtos. A experiência histórica indica que uma indústria manufatureira desenvolvida é condição imprescindível para a geração de riqueza. Ainda que o estágio atual de desenvolvimento do capitalismo possa fazer parecer que o grosso da riqueza está se deslocando cada vez mais para o setor de serviços, sua base material ainda reside na manufatura, pois é na manufatura em que a maior parte do valor é agregada às mercadorias.
Além disso, os serviços sofisticados estão umbilicalmente conectados à indústria. Por exemplo, todos os serviços de informática estão assentados sobre o fato de existir um objeto físico, a saber um computador ou qualquer outro dispositivo, que possibilita a existência desse serviços. Além do mais, o domínio sobre tais serviços sofisticados necessita de um grande desenvolvimento e aprendizado tecnológico, e os países que têm tais domínios são justamente os que têm sua forças produtivas em um grau de maturidade mais avançado. A importância da indústria reside no fato de ser por meio dela que o trabalho humano pode desabrochar muitas de suas potencialidades, como a soma coordenada do trabalho de muitos operários, que é mais produtivo do que a soma simples das partes. Na produção manufatureira, diferentemente dos serviços, a finalidade é um produto, não uma atividade, e portanto a possibilidade de ampliar a produtividade possui menos restrições. Na indústria, temos por excelência a possibilidade de economia de escala e de escopo, que otimizam o potencial produtivo. Assim, sem uma indústria manufatureira desenvolvida, o caminho para a riqueza é impossível.
Entretanto, é comum nos depararmos com objeções postas pelos economistas ortodoxos (neoclássicos, e maiores apologistas da ordem). Para se contrapor à ideia de que uma base manufatureira fecunda é necessária para poder ter desenvolvimento econômico, eles remetem a uma noção desenvolvida por David Ricardo – as chamadas vantagens comparativas. Isto é, um país deveria se concentrar e se especializar em produzir o que ele sabe fazer melhor e com mais produtividade. Por exemplo: se um país tem vastas extensões de terras agricultáveis e recursos minerais abundantes, ele deveria se concentrar nesses setores. Sendo assim, seria capaz de aprimorar cada vez mais tais setores, e isso possibilitaria conseguir trocar suas mercadorias no mercado mundial com tamanha produtividade e eficiência com relação aos demais competidores, que de tal sorte ele conseguiria gerar excedentes e assim adquirir os demais bens que não é capaz de produzir, e se desenvolver – dizem tais mistificadores. Na prática, a vantagem comparativa dos países de capitalismo dependente é produzir bens primários enquanto que as vantagens dos países centrais são a produção de bens industriais de alta tecnologia. Para os defensores dessa visão, o Brasil deveria se focar em aumentar sua produtividade agropecuária e no setor de mineração, e assim as ditas “forças de mercado” conduziriam o país rumo a um crescimento econômico sustentado.
Essa visão é ingênua. De fato, nenhum país (exceto a Inglaterra, de onde tal ideia partiu) se desenvolveu apenas apostando nas suas vantagens comparativas, pois, inicialmente, ninguém dispõe como vantagem de ter forças produtivas avançadas: essas forças tiveram de ser desenvolvidas. Também podemos olhar para os países ricos e constataremos que são – adivinhe, sim! – os países mais industrializados. Se hoje alguns países com altos índices de riqueza per capita não possuem grande participação relativa da indústria, costuma ser porque nestes já houve um pico de industrialização, e agora eles têm grande participação de serviços industriais sofisticados, como a Austrália.
Por outro lado, não podemos cair em uma espécie de “industrialismo ingênuo”, como se tudo se resumisse a um desenvolvimento mais ou menos intrínseco das forças produtivas, ignorando as relações de produção, de propriedade e de trabalho que condicionam, ou em última instância determinam, a alocação do excedente econômico da sociedade. Não menos importante, há que se lembrar da geopolítica do imperialismo, que alavanca os países de capitalismo avançado através da rapina e exploração do restante do mundo, relegando a ele o atraso econômico e a miséria de sua população. Isto é, como via de regra, há sim grande correlação entre países ricos e desenvolvidos com o desenvolvimento de sua indústria, mas rejeitamos um argumento que tome a existência da indústria como explicação simples da riqueza destas nações, algo que simplifique essa questão numa resposta de causalidade unidirecional. Em linhas gerais, simplificadamente, podemos ver que o desenvolvimento industrial de países europeus e dos EUA ao longo do século XIX permitiu que estes gestassem em seu solo grandes monopólios e associações capitalistas que viriam a usar seus respectivos Estados nacionais para seus desígnios comerciais. Com a crescente exportação de capital e a consequente partilha do mundo entre as nações, criou-se uma ordem mundial muito hábil em sufocar os esforços de desenvolvimento autônomo dos demais países. Essa é a situação colocada no cenário internacional a partir do final do século XIX, mas que, mudando o que tem que ser mudado, vigora até os dias atuais com novas determinações. Portanto, ainda que ela tenha cumprido papel indispensável, não é pura e simplesmente pela industrialização que os países capitalistas ficaram ricos, e, nesse sentido, não será pela simples (que de simples não tem nada, na verdade) industrialização que o Brasil superará sua condição de penúria econômica e social – é preciso confrontar a dominação imperialista e seus agentes internos.
Parte II – a tragédia brasileira
Uma coisa importante nem sempre percebida sobre a industrialização de um país é que não basta termos uma boa participação quantitativa industrial na economia nacional para podermos usufruir de todo o potencial qualitativo da indústria. Há uma significativa diferença entre ter indústria e ter um complexo industrial. Isto é, o importante não é apenas ter várias indústrias, mas tê-las em setores que estejam ligados entre si, fornecendo e absorvendo a produção umas das outras. A importância de ter toda a cadeia produtiva em solo nacional é evidente: cada parcela de excedente fica aqui, movimentando a nossa economia. Mais que isso, num momento de instabilidade, de alta demanda por algum produto – como são os ventiladores pulmonares durante a pandemia atual -, vemos que não basta ter dinheiro para querer comprar – quem produz é quem tem vantagem. Se hoje parece “comum” a situação de atraso industrial do Brasil em relação ao mundo, cabe dizer que nem sempre foi assim. A situação atual é produto direto do processo de aprofundamento da dependência e associação das classes dirigentes nacionais ao imperialismo.
Enquanto é verdade que no ano de 1930 o Brasil não viveu uma revolução, o deslocamento das frações de classe no poder alçou a industrialização no país, até então dominado pelas elites rurais. O governo de Getúlio criou importantes bases para que o capitalismo pudesse se desenvolver com força nas cidades, promovendo a industrialização do país. Ao longo das décadas de 1950 até 1970, o Brasil passou por um intenso processo de industrialização, passando de um país essencialmente agrário para uma economia com forças produtivas bastante desenvolvidas, no final da década de 70. O Brasil foi um dos países que mais rápido se industrializou no mundo, tendo atingido taxas volumosas de crescimento. Esse projeto desenvolvimentista teve sua origem nos governos Getúlio Vargas e JK, com a criação de empresas como a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN, financiada pelos EUA em troca da participação do Brasil na II Guerra Mundial) e a Petrobras, que tiveram seu caráter estatal garantido por intensa campanha popular.
Mesmo durante o regime civil-militar, esse projeto desenvolvimentista não foi abandonado – estando presente através do I PND e II PND (Plano Nacional de Desenvolvimento). Apesar de estar umbilicalmente ligado ao capital internacional, esse projeto não era tão subserviente ao modo que vemos no governo atual. De fato, durante a ditadura civil-militar, o imperialismo ampliou sua dominação sobre o Brasil, mas isso não impediu tais projetos de terem pontualmente desacordos com os interesses imperialistas, como o programa nuclear brasileiro, por exemplo. O combustível para esse desenvolvimento era crédito internacional barato e de longo prazo, e grandes obras de infraestrutura. No ano de 1979, em virtude das crises do petróleo, houve um choque internacional nas taxas de juros, elevando substancialmente o preço do crédito, o que foi um golpe fatal nesse modelo desenvolvimentista. Como consequência disso, ao longo da década de 1980, a economia brasileira sofreu com crise na balança de pagamentos e calote na dívida externa, que havia aumentado massivamente no período anterior e hiperinflação. A estagnação da década de 80 marca o fim do modelo nacional desenvolvimentista.
Ao início da década de 80, a indústria representava algo em torno de 40% da produção nacional, enquanto que, ao longo dos anos 2000, foi para a casa dos 23%, e hoje, com a crise continuada, estamos estacionados nos 18%. Em muitos países, é comum ver uma diminuição relativa da participação industrial em favor do setor de serviços; trata-se de uma tendência geral. Entretanto, os países de capitalismo desenvolvido o fazem após terem obtido um grau de sofisticação industrial que permitiu o desenvolvimento de serviços de alto valor agregado (o chamado de arco da industrialização) – caminho esse que o Brasil definitivamente não seguiu, pois nossa economia apenas diminuiu sua complexidade. Vejamos o que aconteceu que nos conduziu nesse descaminho:
Ao longo de década de 1990, a economia brasileira passa por uma série de transformações importantes com a adoção das políticas econômicas do “Consenso de Washington”. Ou seja, houve uma brusca abertura comercial, uma série de privatizações, além de medidas para a estabilização monetária (Plano Real) – como uma sobrevalorização cambial e altíssima taxa de juros, tendo a SELIC chegado a 40% ao ano. As medidas do Consenso são excessivamente rigorosas, e verdadeiramente implacáveis contra a indústria. A manufatura brasileira, que se desenvolveu com um amplo protecionismo, era posta desnuda para disputar no mercado mundial. Medidas como sobrevalorização cambial e alta taxa de juros, que eram para ser passageiras para a estabilização monetária, se tornaram o padrão, mas são péssimas para a indústria, e contribuíram significativamente para a manufatura brasileira estar nesse atoleiro.
De toda forma, durante os anos 2000, o Brasil pôde finalmente desenvolver sua economia, com uma moeda estável e inflação controlada. Nesse período, o mundo viu a ascensão de um novo gigante econômico: a China, com sua produção manufatureira abundante e barata, e sua colossal demanda por gêneros agropecuários e minerais, que contribuiu para a alta do preço das commodities, experienciada no período. Assim, conjunturalmente, foi vantajoso para o Brasil aumentar sua produção agropecuária e extrativista para a exportação, enquanto que o câmbio, muito valorizado no período, tornava a importação de manufaturas muito mais em conta do que o estímulo à produção interna. O interesse governamental imediato de segurar a inflação se contrapôs no médio prazo à vitalidade de nossa indústria. Assim, com uma melhoria conjuntural, o Brasil acabou por diminuir a complexidade de sua economia, e aprofundou sua dependência econômica de forma estrutural.
Em 2011, era claro para o governo e para os industriais que o cenário macroeconômico precisava mudar para dar chance à nossa indústria. Foi então que este começou a abandonar a gestão super-ortodoxa da economia e passou a adotar a chamada “Nova Matriz Econômica”, vulgo “Agenda FIESP” – grande proponente e articuladora da mudança. Tratava-se de uma diminuição dos investimentos públicos e ampliação das desonerações fiscais, além de uma baixa nos juros e alguma desvalorização cambial, visando a dar mais espaço e competitividade ao nosso setor industrial. Ocorre que não bastavam condições macroeconômicas para que nossa tecnologicamente atrasada indústria nacional pudesse alcançar o desempenho de suas congêneres mundiais. Mais ainda: nesse período, o mundo começou a testemunhar a diminuição do preço das commodities, que, junto da mudança que a economia brasileira vinha operando, diminuiu radicalmente nossa balança comercial e a arrecadação do governo. As desonerações, ao invés de induzirem os investimentos industriais, serviram apenas para os empresários aumentarem suas margens de lucro.
Em 2015, o segundo mandato de Dilma inicia com um verdadeiro estelionato eleitoral, praticando uma agenda econômica exatamente ao contrário do que dizia nas eleições de 2014. A forma de buscar ajustar a situação fiscal do Brasil foi pela agenda ultra reacionária e anti-povo comandada pelo banqueiro Joaquim Levy, que promoveu inúmeros cortes no orçamento na área de bem-estar social e subiu a taxa SELIC para 14,25% ao ano. Desde então, com o decorrer do golpe de 2016, o debate econômico no Brasil parece ter se reduzido somente ao controle fiscal, com a visão ortodoxa hegemônica condenando por princípio os gastos públicos. O câmbio de fato começou a tornar-se mais favorável à indústria, mas faltava o ambiente político e a coordenação institucional para incentivar os industriais a retomar os investimentos. A verdade é que esse setor, como o restante da burguesia, tem muito pouco compromisso com o país para além de sua rentabilidade pessoal. É preferível para estes girar seu capital para a especulação do que tomar os riscos do investimento produtivo, que poderia induzir um crescimento geral.
Para coroar esse processo, tivemos ainda a contribuição da Lava-Jato, operação articulada a partir dos EUA com o intuito de promover um completo massacre no cenário político e econômico brasileiro, nos tornando presas fáceis para o recrudescimento da dominação imperialista. Os efeitos sobre a política todos já conhecem, mas é importante ressaltar que a vilania lava-jatista também recaiu sobre setores-chave de nossa economia. Dentre as várias “inovações jurídicas” da Lava-Jato, a que mais tocou a indústria foi a pena imposta às empresas cujos dirigentes se envolveram em escândalos de corrupção, de impedi-las de participar de licitações por alguns anos. Trata-se de um tremendo absurdo, uma vez que quem fez o ilícito foram pessoas físicas, ainda que dirigentes das empresas. Impedir as empresas de acessarem projetos públicos, na verdade, é impedir o governo de executar suas obras com o melhor da engenharia nacional – que, importante dizer, infelizmente está concentrada em poucos monopólios, tão suscetíveis a esses escândalos. A promiscuidade entre poder público e poder econômico privado é algo imanente no capitalismo; portanto, não se trata aqui de uma defesa moralista de separar o joio do trigo para defender os “empresários honestos”. Trata-se tão somente de denunciar uma medida da justiça destinada a essa finalidade, que não contribui em nada para o combate à corrupção, e somente cria auto-entraves ao desenvolvimento de nossas forças produtivas.
Com isso, vimos pararem as obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (COMPERJ) e da Refinaria Abreu e Lima em Pernambuco, que acrescentariam enormemente nossa capacidade de refino; podemos citar ainda a Linha 6 do metrô de São Paulo, a Usina Angra 3 da Estação Nuclear Almirante Álvaro Alberto, e outros 90 bilhões de reais em obras paradas que de alguma forma foram afetadas pela Lava-Jato. Mais ainda, a longa saga do submarino nuclear brasileiro (tecnologia que fornece um salto de qualidade operacional à embarcação, essencial para uma marinha contemporânea) também foi interrompida. Nesse caso, não apenas pelo fato de somente a Odebrecht ter capacidade de engenharia para tal empreendimento, como pela vagamente motivada prisão do Almirante Othon, engenheiro-militar brasileiro articulador da tecnologia nuclear no país. Soma-se a isso também a série de operações como a “Carne Fraca” de 2017, que visaram a alcançar frigoríficos do país, afetando duramente sua capacidade de exportação e competição com os monopólios norte-americanos. Ainda que saibamos bem o que significam essas empresas no Brasil, desde a exploração e falta de qualidade de trabalho de seus funcionários até a compra de políticos, não devemos ter dúvidas de que, ainda que não seja essa sua razão de ser, sua participação no mercado mundial é antagônica aos interesses estadunidenses, principalmente neste período de crise mundial continuada. Evidência disso é que, mesmo com a divisão internacional do trabalho empurrando o Brasil para a produção de commodities, os EUA se beneficiaram em 2019 com a política externa imbecil de Bolsonaro, e ampliaram sua exportação de soja para a China no vácuo por nós deixado.
Ao fim e ao cabo, temos o cenário atual, em que a participação da indústria é diminuta (e cada vez menos complexa), os serviços são cada vez menos sofisticados e o setor primário é o salvador da balança comercial. Entretanto, seja no setor da indústria, seja nos serviços, na agropecuária, no mundo financeiro, é imprescindível não perder de vista o caráter dependente e simultaneamente associado de nossa burguesia nativa em relação ao imperialismo. Ela se desenvolveu como “sócia-menor” dos empreendimentos do capitalismo central em nosso país, e desde o golpe de 64 o imperialismo é o setor hegemônico do bloco de forças dominantes no Brasil. Sendo dependente, nossa burguesia articula internamente sua dominação de modo a sufocar as classes subalternas, tanto econômica quanto politicamente, em patamares muito mais intensos do que é necessário no “centro”. Sendo associada, a burguesia nativa brasileira está confortável com essa situação de subordinação, e não possui qualquer projeto como classe para alçar o Brasil a uma condição de capitalismo autônomo, tecnologicamente avançado. Assim, o desenvolvimento tecnológico e em escala de nossa indústria deve ser visto como mais um dos momentos internos ao processo de revolução socialista no Brasil. Trata-se de mais uma das “tarefas nacional-populares”, junto às reformas agrária, urbana, educacional, tributária etc. que a burguesia nativa, diferentemente de suas congêneres europeias, não precisou realizar para instalar sua dominação. Ao contrário de interditá-las por definitivo, a burguesia na verdade joga tais tarefas para as classes subalternas, que deverão cumprí-las no percurso do processo radical de transformação social – como momento interno, e, portanto, não como etapas precedentes – que irá destruir a dominação burguesa (interna e externa) em nossas terras e construir um Brasil livre, soberano, popular e socialista!
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2020.09.01 01:19 DIOgenes_123 O futuro da Rússia e da Bielorrússia: só o socialismo pode parar o neoliberalismo

Os neoliberais odeiam Lukashenko e Putin pois ambos foram cruciais para impedir a privatização desenfreada de todos os ativos estatais em seus respectivos países.
Tanto Bielorrússia quanto Rússia claramente não estão de acordo com o consenso de Washington e pagam hoje o preço, com sanções e sabotagem constantes do Ocidente. Como resultado, eles também se aproximaram da China em oposição à hegemonia americana.
Porém, à medida que o capital se globaliza e se acumula, como é natural ao capitalismo, os conglomerados multinacionais se fundem; as ações de empresas são comercializadas internacionalmente e a burguesia tende a se tornar uma massa amorfa, livre de barreiras nacionais. Claro, haverá competição entre monopólios e o uso de políticas nacionais para obter vantagens, mas a tendência ainda existe.
Lukashenko e Putin, assim como outros líderes burgueses nacionalistas do terceiro mundo, não lutam pelos interesses nacionais por causa da bondade de seu coração, mas por conta da pressão nacional de sua burguesia e proletariado.
Porém, se a referida burguesia nacional fizesse um acordo aceitável com a burguesia internacional, integrando-se com sucesso e sem desvantagens consideráveis, quem diria que ela não trairá seu proletariado?
Quando Lukashenko começa a falar sobre as reformas constitucionais devido aos protestos neoliberais pró-OTAN, é claro, na minha opinião, que ele decidiu por um processo lento de liberalização da economia e do governo bielorrussos. A Rússia elogiou esses esforços até agora, desde que a o país não saia de sua esfera de influência.
Mas a Bielorrússia não poderia ser um prelúdio para a Rússia e, por extensão, nações como o Irã ou a Síria? Conforme a hegemonia do capital dos EUA começa a encolher, um novo capital globalizado toma o seu lugar. O capital chinês, indiano, ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático), da União Africana, etc, está expandindo e seu principal objetivo é maximizar o lucro (a China tem algumas especificidades ligadas à sua política externa e capital estatal, mas este não é o texto para falar sobre isso).
A aposentadoria e as políticas sociais são “generosos demais” na Rússia. Seu setor estatal é “muito inchado”. A única coisa que impede os oligarcas russos de se alimentar desse cordeiro é o ameaçador Lobo americano-europeu na porta. Afinal, o neoliberalismo pode construir infraestrutura e maximizar a produção, mas não será para as pessoas, apenas para o lucro.
Lenta ou rapidamente, o neoliberalismo reinará supremo sobre a Bielorrússia, a Rússia e, por extensão, todas as nações capitalistas. Isso é natural para o capitalismo. Somente um novo sistema pode impedir a marcha do lucro. Os socialistas das nações de renda média devem começar os preparativos para encerrar suas alianças com sua burguesia nacional, outrora válidas para o combate ao imperialismo e o capital dependente. Ficar ideologicamente preso levará a um beco sem saída.
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2020.08.29 23:41 futebolstats Os Maiores Campeões do Campeonato Paranaense

O Campeonato Paranaense tem sido disputado desde 1915, desde então, os clubes da capital do estado partilham entre si o domínio da competição, e apenas por onze vezes a cidade de Curitiba ficou sem título, sendo o caso mais recente, a edição de 2015. Antes de 2015, o troféu não ficou em Curitiba em 2014, 2007, 1992, 1981, 1977, 1964, 1963, 1962, 1961 e 1955. Na edição 1980 o título foi dividido entre um clube do interior e outro da capital.
Na edição de 2002, os principais times disputaram um torneio posterior, o Supercampeonato Paranaense de Futebol de 2002, também sendo considerados um campeão do interior e outro da capital.
Maiores Campeões do Campeonato Paranaense:
TimeTítulosÚltima Conquista
– Coritiba38 – Títulos2017
Athletico-PR26 – Títulos2020
– Ferroviário*8 – Títulos1966
– Paraná7 – Títulos2006
– Britânia*7 – Títulos 1928
*Clubes extintos
Nos últimos 10 anos:
TimeTítulosAnos
– Coritiba4 – Títulos2011, 2012, 2013 e 2017
Athletico-PR4 – Títulos2016, 2018, 2019 e 2020
– Operário Ferroviário1 – Título2015
– Londrina1 – Título2014
Todos os campeões:
AnoCampeãoVice-Campeão
2020Athletico-PRCoritiba
2019Athletico-PRToledo
2018Atlético-PRCoritiba
2017CoritibaAtlético-PR
2016Atlético-PRCoritiba
2015Operário FerroviárioCoritiba
2014LondrinaMaringá
2013CoritibaAtlético-PR
2012CoritibaAtlético-PR
2011CoritibaAtlético-PR
2010CoritibaAtlético-PR
2009Atlético-PRJ. Malucelli
2008CoritibaAtlético-PR
2007ParanavaíParaná
2006ParanáADAP
2005Atlético-PRCoritiba
2004CoritibaAtlético-PR
2003CoritibaParanavaí
2002 EstadualIratyGrêmio Maringá
2002 SuperAtlético-PRParaná
2001Atlético-PRParaná
2000Atlético-PRCoritiba
1999CoritibaParaná
1998Atlético-PRCoritiba
1997ParanáAtlético-PR
1996ParanáCoritiba
1995ParanáCoritiba
1994ParanáLondrina
1993ParanáLondrina
1992LondrinaUnião Bandeirante
1991ParanáAtlético-PR
1990Atlético-PRCoritiba
1989CoritibaUnião Bandeirante
1988Atlético-PRPinheiros
1987PinheirosAtlético-PR
1986CoritibaPinheiros
1985Atlético-PRPinheiros
1984PinheirosCoritiba
1983Atlético-PRCoritiba
1982Atlético-PRColorado
1981LondrinaGrêmio Maringá
1980Cascavel EC e ColoradoLondrina
1979CoritibaColorado
1978CoritibaAtlético-PR
1977Grêmio MaringáCoritiba
1976CoritibaColorado
1975CoritibaColorado
1974CoritibaColorado e Atlético-PR
1973CoritibaAtlético-PR
1972CoritibaAtlético-PR
1971CoritibaUnião Bandeirante
1970Atlético-PRCoritiba
1969CoritibaUnião Bandeirante
1968CoritibaAtlético-PR
1967Água VerdeGrêmio Maringá
1966CA FerroviárioUnião Bandeirante
1965CA FerroviárioGrêmio Maringá
1964Grêmio MaringáCA Seleto
1963Grêmio MaringáCA Ferroviário
1962LondrinaCoritiba
1961EC Comercial (Cornélio Procópio)Operário Ferroviário
1960CoritibaMandaguari EC
1959CoritibaLondrina
1958Atlético-PROperário Ferroviário
1957CoritibaCA Ferroviário
1956CoritibaGuarani (Ponta Grossa)
1955CA Monte AlegreCA Ferroviário
1954CoritibaJacarezinho
1953CA FerroviárioCambará AC
1952CoritibaPalestra Itália
1951CoritibaJacarezinho
1950CA FerroviárioCoritiba
1949Atlético-PRCA Ferroviário
1948CA FerroviárioAtlético-PR
1947CoritibaCA Ferroviário
1946CoritibaCA Ferroviário
1945Atlético-PRCoritiba
1944CA FerroviárioCoritiba e Atlético-PR
1943Atlético-PRCoritiba
1942CoritibaCA Ferroviário
1941CoritibaJacarezinho
1940Atlético-PROperário Ferroviário
1939CoritibaPinheiral
1938CA FerroviárioOperário Ferroviário
1937CA FerroviárioOperário Ferroviário
1936Atlético-PRCoritiba e Operário Ferroviário
1935CoritibaOlinda (Ponta Grossa)
1934Atlético-PROperário Ferroviário
1933CoritibaNova Rússia
1932Palestra ItáliaOperário Ferroviário
1931CoritibaGuarani (Ponta Grossa)
1930Atlético-PROperário Ferroviário
1929Atlético-PROperário Ferroviário
1928BritâniaAtlético-PR
1927CoritibaAtlético-PR
1926Palestra ItáliaAtlético-PR e Operário Ferroviário
1925Atlético-PRSavóia e Operário Ferroviário
1924Palestra ItáliaCoritiba e Operário Ferroviário
1923BritâniaOperário Ferroviário
1922BritâniaSavóia
1921BritâniaPalestra Itália
1920BritâniaCoritiba
1919BritâniaCoritiba
1918BritâniaInternacional
1917América-Paraná SCCoritiba
1916CoritibaBritânia
1915InternacionalParaná SC
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2020.08.18 18:00 Vl4dimirPudim A história da ULIP

Após a expulsão dos texugos de teemo city nos Estados Unidos de Renatinho, eles foram para a ilha deserta sul do arquipélago de Pudinisland, lá eles fundaram um país livre das opressões dos humanos, e se consagraram o principal vencedor da 1° guerra Gnomistica ( só os Texugos acham que só eles ganharam a guerra ).
Após vários anos dessa guerra, a população almentará muito e assume a presidência Pripiat Kosvok, um texugo aparentemente normal, mas ele não era, ele dá um golpe de estado e intala uma ditadura que digamos "não seguem os direitos humanos", o nome do país é alterado para República dos texugos felizes, mas após alguns revoltas oprimidas as pessoas acabam aderindo as ideia do regime.
Havia vários relatos de tortura, perseguição política e miséria no estado dos texugos, isso ocasionou milhões de protesto em toda Pudinisland, a tenção era grande o povo temia e esperava um guerra, mas a UNP ( União das Nações de Pudinisland ) obrigada as potências do arquipélago a não criarem uma 2° guerra Gnomistica. Ela obriga a Rússia 2 a ceder os territórios da ilha comprida do oeste, mas especificamente o sul, que não havia nada além de mata é panda, a Rússia 2 "concorda" com os termos imposto pela UNP e acaba cedendo os territórios com uma população estimada de 4784 russos, boa parte militares na reserva ou aposentados, e milhões de pandas camponeses, plantadores de coxinha, A República dos texugos felizes, descobre uma grande reserva de minérios de vodka e petróleo de dinossauros mortos.
Eles invadem o local e enviam primeiramente prisioneiros de guerra e condenados para trabalhar em condições precárias dentro dessas minas. Porém eles decidiram escravizar a população Nativa também, incluindo os camponeses pandas. Uma dessas pessoas é Cleber Salgado, um ex militar russo que se aposentou devido a um assistente de trabalho ( uma granada explodiu no seu pé, e ele ficou sem pé ), ele foi um dos que foram levados para os campos de trabalho forçado, porém numa noite ele decidiu arriscar sua vida para tentar escapar desse pesadelo, ele conseguiu fugir para a mata, faz uma jangada e partiu até o território russo, lá ele falou com o gonverno e falou o que estava acontecendo com o antigo território.
Após meses de preparo ele consegue se reunir com os camponeses que fugiram é alguns pandas na região fronteiriça entre os russos e a República dos texugos felizes, ele monta um pequeno grupo armado com apoio dos russos. É parte para o campo de trabalho forçado de Vulkiguli, para libertar seus camaradas. A invasão a Vulkiguli falha, o exército de Cleber é totalmente destruído, muito perderam a vida e os que sobreviveram foram levados para prisões de trabalho forçado.
Cleber Salgado reúne mais uma vez um exercício, dessa vez ele Consegue Chamar os Pandas, que nem se quer falavam inglês, foram para guerra milhões de pandas, eles usavam apenas um chapéu de palha e uma ak 47.
A guerra de Miskivolk ( outro campo de trabalho forçado) contou com Cleber Salgado em pessoa, e alguns furrys, A batalha foi um sucesso, a rápida tomada fo forte de Susk Vantork Foi essencial para trasformar-lo numa fortaleza aliada, ganhado o fronte e derrotado o exército dos texugos pelo Atrito. Pouco a Pouco, o exército dos texugos foram recuando, e a meia noite é declarado a Vitória sobre o comando de Cleber Salgado e pelos grandes soldado Pandas que defenderam bravamente com suas vidas.
O forte foi usado como base pelos Exército aliados é, se tornou um grande ponto de refugiados de prisões, lá havia um grande acampamento improvisado que acomodava 150 mil pessoas Cíveis e soldados, Um Hospital militar, Depósitos feitos de madeira, Algumas plantações de coxinha, O forte foi todo murado e colocado guardas 24/7 para defender o forte. Pouco anos após o término da guerra, essa seria o início da cidade de Clepolis. Após a guerra de Miskivolk, houve várias outras guerra e invasões aliadas e inimigas, a maior delas foi a invasão aliada a principal base aérea da região, a Kormingtar 01, Essa foi a primeira grande derrota do exército dos texugos, que possibilitou o exército de Cleber receber suprimentos diretamente da russia 2, por vias aéreas, Também possibilitou a patrulha aérea da região, por conta dos helicópteros e aviões deixados pelos texugos, em sumo foi a principal batalha de toda Guerra pela libertação de U.L.I.P.
Agora Com o exército dos texugos recuando, o sul da ilha Dlinnyy era de Cleber, as vastas cadeias de túneis subterrâneos cheios de Chade ( o mineiro revolucionário super power revolution ), às vastas montanhas de Vodka, As estepes dos unos, Tudo era de Cleber. finalmente havia paz, mas Cleber Salgado Queria mais, Ele invade a ilha de Ostrov Krabov e... Começa a tocar Crab Island do Noisestorm...(NÃO '-')...
[Bom podemos perceber que Cleber Salgado perdeu a linha, o poder subiu a cabeça, então essa informação é importante]
...nada contasse? "AH MEU DEUS OLHA AQUELE MÍSSIL...BOOOOOOOMMMM" todo o exército de Cleber tinha ido por água abaixo, Cerca de 3 milhões de pessoas morreram, 15 milhões de Caran Morreram! ( F ). Sim a República dos texugos felizes tinha lançado um míssil 15x mais forte que a bomba De Nagasaki em um ilha composta apenas por caranguejos e o exército de Cleber. ( inclusive é por causa dessa bomba que a ilha tem esse formato de um "c" de lado). Essa armadilha foi crucial para a Guerra, será que Os Texugos triunfaram dessa vez? Será que o Cleber vai perder? A primeira derrota dos Russos? Resposta: (Tá Parei XD)
Essa armadilha deixa Cleber (mais) louco (do que ele já estava), Ele começa a beber litros de vodka, sua mente foi abalada completamente, Isaías, o seu melhor amigo panda havia morrido na quela emboscada, Penny a única mulher que ele amou na sua vida, havia traído ele com seu irmão Dias antes... Cleber sofreu. Mas isso não era o suficiente para Abalar o grande Cleber Salgado Peixes o Rei das Coxinhas, Com sua Bravura, Sua Mente Blindada de Belo soldado RUSSO e 30 litros de vodka ele não se abalava por nada... Foi então que ele planeja o plano Braba ruiva 2, Que consistia em Invadir a grande ilha Schastlivyy ostrov Barsukov, a ilha principal do estado dos texugos. A operação seria muito Difícil, mas para um louco... quero dizer um Gênio militar como o Cleber, o que é difícil? Ele passa Semanas sem dormir, focado no seu plano.
Até que chega o dia da ação. Começando com um bombardeios Noturnos, na cidade de Belo Texugo Horizonte, e em bases próximas a cidade, Após 2 Horas de constante Bombardeios, os primeiros ParaquedistasSaltam de seus aviões, caindo levemente em pastos verdejantes, juntos com os paraquedistas, Cerca de 300 mil soldados russos, desembarcaram em portos, costas e praias de Belo Texugo Horizonte, Foi um dia glorioso para os soldados aliados e um péssimo dia para os Texugos.
Na manhã do dia seguinte, os bombardeios acalmaram, e o grande exército liderado por claber marchava para o Rio de Texugo, Saqueando Vilas e pequenas cidades e tomando Fortalezas. Ao todo foram 15 dias Marchando. O exército estava motivado como nunca, eles contavam as História mais epicas é assustadoras e cantavam juntos Hinos de seus países, era lindo, aquilo para os soldados era nada além de uma grande aventura, de que sairiam Glorioso e orgulhoso de se mesmo. Mas a tomada do Rio foi mais Complicada do que eles esperavam...
A começar pela retomada dos Bombardeios, que foram eficazes no início, mas por conta das artilharias ante-aéreas, foram obrigados a recuar. Havia muitas resistência, e por conta das ante-aéreas o reforço dos paraquedistas não aconteceu como o esperado, ficando só com o reforço marítimo. Mas após 2 dias de batalha intensa, a presença do exército dos texugos era desprezível. Porém os traficantes de doginho dos morros se juntaram para lutar contra os soldados aliados, os morros de Rio de Texugo eram bem diferentes dos combates em campo aberto ou das ruas das cidades, os inúmeros becos e ruelas confundiam profundamente os soldados, fora o conhecimento geografia intenso dos traficantes locais, que além de serem traficantes eram apoiados pelo exército dos texugos. Essa Guerra foi muito massante para os Aliados que passaram por experiência terríveis até para soldados Russos. Ao longo de 7 dias de guerra, Rio de Texugo finalmente era Posse dos Aliados.
Agora eles partiam para uma jornada de 6 dias para São Texugo Paulo, indo pelo Costa que era repleta de bases da marinha dos texugos, o que dificultou o suporte marítimo dos russos, além de eles estarem completamente sem nem um apoio areio. Mas logo o tempo passa e lá estão o exército de Cleber há 10 quilômetros da capital São Texugo Paulo, que era a mais bem prepada é militarizada de todas as outras cidades, Todo o resto do exército profissional dos texugos estava lá, também toda a marinha e aeronáutica. Alguns bombardeiros e aviões decidiram embarcar nessa última viagem, uma viagem sem volta, ( F pelos pilotos que se sacrificaram pelos aliados ).
Guerreiros.
"A batalha sangrenta, que fez de nossos aliados pó e sangue, que cremaram nossos corpos, mas não nossa dignidade, que Feiram nosso peito com uma bala, mas não feriram nossa esperança, que Bombardiaram nossos batalhões, mas não nossos corações, Que afundaram nosso encouraçados, mas ainda vive em nossos passados, Escondidos em falsos deuses dourados. Jogaram Armas químicas contras nós, diminuindo assim nossos Karmas, Fazendo assim, com nossas inchadas, Trocadas Por lindas Armas, o Trabalho escravo, trocado por um liberdade. Podem matar, mas já mais terminaram o legado sem fim de um Guerreiro Pudim."
"Poema feito por Vladimir Pudim 2 de agosto de 2020"
Nesse trecho do poema "Guerreiros" retrata bem a Vitória sofrida dos Aliados, que para defender sua tirania Pripiat Kosvok usa de táticas desumanas contra nós, como armas químicas, lança Chamas e Torturas. Nessa batalha também teve a naufrágio do RSS Borisland, o grande navio russo da 1° guerra Gnomistica. Mas por fim Pripiat Kosvok foi morto e a paz foi instaurado no Novo Estado Dos Texugos Felizes. De quase 1 milhão de soldados que participaram diretamente da operação barba ruiva 2, apenas saíram vivos Por volta de 150 mil. ( um F a todos )
Foi instaurado um estado livre na República dos texugos felizes, voltando a ser o estado livre dos texugos [obviamente com ligação direta a Rússia 2 pq né?], mas especificamente falando da região de Cleber Salgado, a Rússia 2 toma o controle da região (por conta dos minerios) basicamente transformando a região em um estado fantoche. Vendo isso Cleber Salgado ( que está louco ) temia o estado que ele lotou para conquistar, se tornar novamente algo autoritário, ele vai até o kremlin, durante um pronunciamento oficial do gonverno russo ( que estava sendo transmitido para todos da russia 2 e até de toda Pudinisland ) ele invade o pronunciamento, dá um soco na cara de Gorbachev 2 ( presidente da russia 2 na época) fazendo ele desmaia, Cleber pega o microfone e proclama a União das linhas do imperio Pudinesco, ou U.L.I.P, Cleber Salgado acabou de dar um golpe de estado, pra não ocasionar mais uma guerra, a ONP concordou em deixar a U.L.I.P livre.
Cleber volta para o seu país recém criado, como chefe da nação, Ele é ovacionado pela sua população, todos de todas as cidades celebram sua liberdade. Cleber começa a exportar os minerais o ocasiona uma rápida crescida no Pib, ele começa a investir em infraestrutura e em pesquisa e desenvolvimento, principalmente na pesquisa do minério de Salsichomita, recém encontrado nas cavernas subterrâneas da U.L.I.P, vários pesquisadores do MUNDO todo foram para lá, entre eles os pesquisadores do Acre, que descobriram propriedades ante-gravitacionais na Salsichomita, quando energização, sua capacidade de armazenamento energético é 5000 de vezes mais eficiente do que as baterias comuns, um minério leve e muito especial, foi dos dinossauros que Cleber encontrou o lucro, e os dinossauros a revolução tecnológica que eles tanto queriam, foram vendidos toneladas de Salsichomita para o Acre, enriquecendo muito o estado de Cleber.
Após a chegada de Vladimir Pudim ao gonverno Russo, as relações da U.L.I.P com o Arquipélago de Pudinisland melhorou muito, principalmente com a Rússia 2, pois Vladimir Pudim foi ex-parceiro de combate de Cleber Salgado Peixes, antes do acidente da granada, A U.L.I.P cresceu e se tornou um país multe cultural, com Humanos russos, Caranguejos, Furrys e texugos que desertaram do estado dos texugos e Muitos pandas gordos.
O país atualmente
Nome oficial: União das linhas do imperio Pudinesco População: 2.457.998 habitantes Maioria ética: PANDA Pib per capita: 10.930 dólares Moeda oficial: Rubulo da U.L.I.P Religião oficial: Budismo dos Bandas Capital: Clepolis Presente: Cleber Salgado Peixes Gastos Militares: 2 Bilhões de dólares N° de ogivas nucleares: 0 Estado Atual: Em paz Favorável à uma unificação: não
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2020.08.10 16:32 Vl4dimirPudim História "completamenta" e básica da Pudinisland

O início de tudo
Todo começou com a chegada dos egípcios na Ilha, há 5 mil anos atrás, não se sabe muito como eles chegaram aqui, nem se sabe porque, mas o fato é que eles vinheram. Eles fizeram poucas coisas além de fundar a pirâmide 2 na região onde hoje é Pepinopolis [ que hoje só há ruínas ], e entrarem em contato com alienígenas. Eles basicamente moravam em cavernas é só existiam. Também havia no arquivo uma ilha com um formato do Acre, nada mais era que o próprio acre, lá vive as últimas espécies conhecidas de dinossauros.
Foi então que em 1684, um aventureiro da coroa inglesa, Lorde da casa Bacon, acabou naufragando nessa ilha específica, ele fez contato com esses povos antigos, que por motivos desconhecidos falavam perfeitamente o inglês, seu contato foi bem produtivo, e ele acabou voltando dias depois a Inglaterra e contando o que havia visto. Meses depois a Inglaterra invade a ilha por que sim, e mata quase todos egípcios dessa terra, mas deixa os dinossauros por eles eram legais, a Inglaterra usa essa ilha pra aprisionar irlandeses. Houve também muito migração da russia, após a descoberta de minérios de vodka na ilha, o que ocasionou a chegada de rasputin, um mago russo que era amigo de Nicolau II da russia, bom as coisas na russia começaram a esquenta aí o rasputin vai pra Pudinisland. Ele ficou bem famoso, acabou criando um cidade chamada Rasputown, e também ele odiava os irlandeses, aí um belo dia ele decidiu trazer o maior pesadelo deles a vida, ele cria um portal do planeta dos gnomos para Pudinisland, e isso ocasionou uma migração em massa de irlandeses para fora do Pudinisland, assim gnomos foram criado. Rasputin não era bem visto pela sociedade da ilha, nem mesmo pelos gnomos, pois ele era maluco poderoso e rico, uma péssima combinação, após a morte de rasputin os gnomos fizeram da ilha sua casa, fazendo parte da ilha, eles migram para o sul da ilha. Mas os gnomos não foram vistos com bons olhos pelos habitantes humanos do lugar, ele foram maltratados e muitos eram mortos sem motivo algum, era uma vida difícil para eles, eles eram vistos como inferiores, e em algumas províncias eles eram escravizados. Apesar disso os gnomos sempre eram em sua maioria passifica e até enriqueceram.
Em resumo tudo ia bem... até que um membro do exército Inglês teve uma visão de Renatinho, ele manda pregar a sua existência para todos da ilha, esse é Teemotio, ele pega em armas e decreta o estado livre de Renatinho, deixando a ilha livre dos inglês. Teemotio ele consegue unificar toda a Ilha em seu Império, fez grandes obras e muitos monumentos, até deu mais liberdade a gnomos ( apesar de muitos ainda adiaram gnomos ), ele falava de Renatinho e como ele era belo. Depois de seu reinado que durou até sua morte, os novos gonvernate não souberam gonvernar bem, eles ficavam só comendo Dogões e vinas, ficavam conversado com rolas, e dançando e ouvindo Teemo Tango ( uma espécie de Teemowave da época), o grande estado de Teemotio o Grande, que durou 6 décadas se fragmentou novamente.
Agora Com força e mais juntos o Império se fragmentos em 4 grandes países, O Império Russo secundário ( liderado por Nikita Vostok ), O Império de Teemotio ( liderado por Teemo III ), A regência Militar dos Gnomos ( Liderado por Mitiguer ) e Hegemonia Soberana dos Gnomos ( Liderado por Yosef ).
IMPÉRIO RUSSO 2:
Nikita Vostok era um nobre russo que chegou ao poder, ele concretizou o poder da do Império Russo 2 sobre todo o arquipélago, Fez grandes obras como o Cremilem e a KGB 2, Melhorou a economia e mostrou ao mundo a cultura slava, fazendo com que a economia russa 2 fosse a maior da ilha em seu mandato.
Império de Teemotio:
Esse país foi a continuação direta do Império de Teemotio, que também contínuo com as ostentação e os grandes gastos, o estado contínuo se deteriorando e enfraquecendo, depois da guerra ele caira para uma democracia.
Regência Militar Gnomistica:
Após a dissolução do Império de Teemotio ( em que os gnomos eram mal visto e maltratados ), acaba chegando ao poder por meio de um golpe militar, General Mitiguer, ela era bem horrível, impôs váriasleis autoritária, prendia opositores, e em geral deixou a população mais pobre ainda, sobre o pretexto de sobressai o poder dos gnomos, ele militarista o estado e se torna a mais forte nação da ilha.
Hegemonia Soberana:
Um estádo criado por gnomos extremista, que acreditavam em supremacia sobre os gnomos, e que eles deveriam impor a força seus ideais. Yosef era um líder político/religioso e deixou toda população do seu país sobre sua visão, ele era visto como um literal semi Deus, e o povo confiava nele.
Guerra civil dos gnomos:
A hegemonia soberana e o estado militar dos gnomos não se davam muito bem. Foi então que Mitiguer, com sede de poder ataca a Hegemonia, Trucidandano do o exército da Hegemonia e matando Yosef, ele toma os territórios da Hegemonia e instaura campos de concentração pra os extremista, pondo fim a guerra.
1° guerra de Pudinisland
Tudo começou quando, o estado dos gnomos atacou a Hegemonia, apesar de ninguém gostar da Hegemonia, todos sabiam que Mitiguer estava louco por poder. Então sem mais nem menos, Mitiguer declara guerra a todos os países, um espanto, pois era percetível a força de Mitger e seu estado era muito grande. Houve uma grande mobilização, mas de nada adiantou, o estado dos gnomos contínuo a expandir, o Império de Teemotio caiu, os gnomos só precisavam invadir Tarkovogrado para ganha a guerra, mas apesar da ilha ser tropical, o inverno russo era muito pesado, forçou o estado dos gnomos a recuar, e a guerra foi ganha, essa derrota e a morte de Mitger foi humilhante para os gnomos.
Após a guerra tudo ficou mais calmo, a Rússia virou um principado, o Império de Teemotio caiu e virou um estado livre e os gnomos instalaram um império, sobre a conduta de um conselho de gnomos. Nesse período houve várias pequena batalha e outras coisas.
A criação dos Estados Unidos de Renatinho
Então lembra que eu disse que os egípcios tinham contato com alienígenas, então, Renatinho era um desse Alienígenas. Um descendente de egípcio, chamado André, teve uma visão de Renatinho, na sua visão ele vê o Renatinho e Renatinho o manda fazer uma máquina pra trazer-lo a terra. André não pensa 2 vezes, e de dentro de sua garagem começa a fazer essa máquina, ele consegue, e finalmente Renatinho é convertido em matéria, direto de seu planeta Biluland, para Pudinisland. Renatinho rapidamente vira uma celebridade e convence a população a eleger André como príncipe, mais uma fez os Estados Livres é derrubado por um golpe de André, que Muda pra os Estados Unidos de Renatinho.
A guerra dos Texugos:
Há mais ou menos 30 anos após o término da 1°guerra de Pudinisland, em Teemo City ( cidade que concentrava 79% da população de Texugos da ilha e 90%da população de Guaxinis ), acaba sofrendo uma guerra civil, os texugos não se davam bem com os Guaxinis, os Textos pegam em armas e começam a matar Guaxinis, os Guaxinis retalha, no fim 50% dos 90% da população de Guaxinis foram mortas, Muitos foram torturados e outras fuzilados, os texugos perderam a guerra, e fugiram para uma ilha deserta ao leste, lá fizeram seu Império. [F pelos mais de 500 mil de Guaxinis mortos]
Guerra dos Kogamas.
Kogama é uma minoria étnica de USR que vive entre tarkov e BarryTown, sua principal cidade é Kogamópolis, há 60 quilômetros de Kogamópolis tem Roblox vile, cidade dos Roblox mais uma minoria étnica de USR, elas tiveram uma guerra entre elas, o motivo era o contra da região, forma 3 semanas de intenção batalha, Muitos morreram e no final os Kogamas ganharam, tendo a soberania local.
A criação dos Estado Livre do Acre:
Após centenas de anos de total isolamento, os dinossauros que viviam na ilha do Acre desenvolveram a capacidade do pensamento lógico, e como seres totalmente Racionais, não houve guerras, A separação foi discutida em votação, Foi unânime é todos e hoje todos vivem em paz.
Após esses breves relatos da situação da ilha de Pudinisland, vamos a contextualização da próxima guerra, o gonverno do Império Gnomisticos, após a morte de Mitger e a instalação de um novo gonverno, a população começou mais a tolêrar mais os gnomos extremista, o gonverno passou a apoia-los de forma que eles expandiram. Então houve esse episódio em que sequestraram o príncipe André III. O caos repercutiu, foram meses sem André.
O sequestro de André III:
Gnomos extremista, sequestraram o príncipe André III, e seu paradeiro é desconhecido. Foi então que uma operação foi formada, a operação Barba Negra, no comando o jovem general russo Vladimir Pudim, que fez um grande trabalho na criação de um grupo tático conhecido Piratas. A inteligência foi rápida e poucos dias, os piratas invadem o local onde o príncipe está como refém é o resgata. Vladimir Pudim se destaca nessa operação o que lhe concede o gonverno da russia 2 poucos anos depois.
2° guerra de Pudinisland
Tudo começou quando gnomos extremista em um ataque terrorista matou o Renatinho, a Rússia 2 corta relações de paz com UGK, e começa a atacar as bases militares de gnomos extremista dentro do estado russo. UGK vê isso como um ataque e declara guerra a Rússia 2, Como retaliação Rússia 2 ativa o protocolo de ataques vermelho, ativando todas suas 37 ogivas nucleares. Os eua entra na guerra ao lado da UKG e realiza uma série de ataques a bases militares Russas 2, A China também entra do lado da UKG, mais é completamente destruída por mísseis nucleares vindo da russia 2, com esse taque, os EUA vira de lado e começa a apoiar a Rússia 2 na guerra. A RÚSSIA 2, parece um rolo compressor, e rapidamente toma a cidade de Coxinopolis, porém os gnomos consegue conter o avanço, e começam a empurrar o exército russo secundário para cima, fazendo com que USR entre na guerra no lado da Rússia, Apesar dos esforços os gnomos avançam para Moscow 2, porém Vladimir Pudim MUDA a capital para a recém conquistada tarkov, os gnomos invadem GODENOTOWN é há ocupam, chegam em tarkov porém são parados por Renatinho que foi revivida numa missão sigilosa russa que deu serto, com isso os gnomos são rapidamente mortos e obrigado a assinar um tratado de paz. Vladimir morheroicamente por salvar seu esquadrão e a ilha de Pudinisland. Ele receberá em seu enterro a medalha de mais alta honraria que um homem pode ter no mundo, e se consagrou como o maior herói de Pudinisland.
Os países atualmente
UGK
Nome oficial: Princípados Unidos dos gnomos sobre a proteção do rei População: 161.002.508 habitantes Maioria ética: GNOMO Pib per capita: 6.873 dólares Moeda oficial: Libra Gnomistica Religião oficial: profecias de Ricardo milos Capital: PC do André Primeiro ministro: GNOMO Gastos Militares: 573,1 Bilhões de dólares N° de ogivas nucleares: 15 Estado Atual: em paz
História
RÚSSIA 2
Nome oficial: Principados unidos da Russia secundária População: 502.037.578 habitantes Maioria ética: eslavo Pib per capita: 9.264 dólares Moeda oficial: Rublo 2 Religião oficial: COMUNISMO ortodoxos Capital: Moscow 2/Tarkov Príncipe regente: Cheeki blyat Gastos Militares: 783,4 bilhões de dólares N° de ogivas nucleares: 37 Estado Atual: Em paz Favorável à uma unificação: Positivo
USR
Nome oficial: Estados Livres e Unidos sobre a proteção de Renatinho População: 270.537.867 habitantes Maioria ética: Anime Pib per capita: 25.284 dólares Moeda oficial: Dólar de Teemo Religião oficial: Pensamentos de Renatinho Capital: BarryTown Príncipe regente: André III Gastos Militares: 337,1 bilhões de dólares N° de ogivas nucleares: 0 Estado Atual: Em paz Favorável à uma unificação: Positivo
Texugo island
Nome oficial: Ilha dos Texugos Felizes População: 5.387.522 habitantes Maioria ética: Texugo Pib per capita: 10.587 dólares Moeda oficial: Real de Texugo Religião oficial: Pensamentos de Renatinho Capital: Texugo Pólis Presidente: Manuel Texugo Pereira Gastos Militares: 300 milhões de dólares N° de ogivas nucleares: 0 Estado Atual: Em paz Favorável à uma unificação: Não
Estado livre do Acre
Nome oficial: Estado livre do Acre sobre a proteção dos dinossauros População: 2.110.583 habitantes Maioria ética: Dinossauro Pib per capita: 29.930 dólares Moeda oficial: bitcoin Religião oficial: CIÊNCIA Capital: Pangeia dos rio branco Primeiro ministro: os três dinos Gastos Militares: 0 dólares N° de ogivas nucleares: 0 Estado Atual: Em Muita paz Favorável à uma unificação: não
Após anos de paz, felicidade e prosperidade, uma mensagem criptografada anônima revela com interferências que Vladimir Pudim estivesse vivo.
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2020.08.07 23:21 Vl4dimirPudim HISTÓRIA DA U.L.I.P Idealizada pelo ME.GERMAN e escrito pelo VLADIMIR PUDIM

Após a expulsão dos texugos de teemo city nos Estados Unidos de Renatinho, eles foram para a ilha deserta sul do arquipélago de Pudinisland, lá eles fundaram um país livre das opressões dos humanos, e se consagraram o principal vencedor da 1° guerra Gnomistica ( só os Texugos acham que só eles ganharam a guerra ).
Após vários anos dessa guerra, a população almentará muito e assume a presidência Pripiat Kosvok, um texugo aparentemente normal, mas ele não era, ele dá um golpe de estado e intala uma ditadura que digamos "não seguem os direitos humanos", o nome do país é alterado para República dos texugos felizes, mas após alguns revoltas oprimidas as pessoas acabam aderindo as ideia do regime.
Havia vários relatos de tortura, perseguição política e miséria no estado dos texugos, isso ocasionou milhões de protesto em toda Pudinisland, a tenção era grande o povo temia e esperava um guerra, mas a UNP ( União das Nações de Pudinisland ) obrigada as potências do arquipélago a não criarem uma 2° guerra Gnomistica. Ela obriga a Rússia 2 a ceder os territórios da ilha comprida do oeste, mas especificamente o sul, que não havia nada além de mata é panda, a Rússia 2 "concorda" com os termos imposto pela UNP e acaba cedendo os territórios com uma população estimada de 4784 russos, boa parte militares na reserva ou aposentados, e milhões de pandas camponeses, plantadores de coxinha, A República dos texugos felizes, descobre uma grande reserva de minérios de vodka e petróleo de dinossauros mortos.
Eles invadem o local e enviam primeiramente prisioneiros de guerra e condenados para trabalhar em condições precárias dentro dessas minas. Porém eles decidiram escravizar a população Nativa também, incluindo os camponeses pandas. Uma dessas pessoas é Cleber Salgado, um ex militar russo que se aposentou devido a um assistente de trabalho ( uma granada explodiu no seu pé, e ele ficou sem pé ), ele foi um dos que foram levados para os campos de trabalho forçado, porém numa noite ele decidiu arriscar sua vida para tentar escapar desse pesadelo, ele conseguiu fugir para a mata, faz uma jangada e partiu até o território russo, lá ele falou com o gonverno e falou o que estava acontecendo com o antigo território.
Após meses de preparo ele consegue se reunir com os camponeses que fugiram é alguns pandas na região fronteiriça entre os russos e a República dos texugos felizes, ele monta um pequeno grupo armado com apoio dos russos. É parte para o campo de trabalho forçado de Vulkiguli, para libertar seus camaradas. A invasão a Vulkiguli falha, o exército de Cleber é totalmente destruído, muito perderam a vida e os que sobreviveram foram levados para prisões de trabalho forçado.
Cleber Salgado reúne mais uma vez um exercício, dessa vez ele Consegue Chamar os Pandas, que nem se quer falavam inglês, foram para guerra milhões de pandas, eles usavam apenas um chapéu de palha e uma ak 47.
A guerra de Miskivolk ( outro campo de trabalho forçado) contou com Cleber Salgado em pessoa, e alguns furrys, A batalha foi um sucesso, a rápida tomada fo forte de Susk Vantork Foi essencial para trasformar-lo numa fortaleza aliada, ganhado o fronte e derrotado o exército dos texugos pelo Atrito. Pouco a Pouco, o exército dos texugos foram recuando, e a meia noite é declarado a Vitória sobre o comando de Cleber Salgado e pelos grandes soldado Pandas que defenderam bravamente com suas vidas.
O forte foi usado como base pelos Exército aliados é, se tornou um grande ponto de refugiados de prisões, lá havia um grande acampamento improvisado que acomodava 150 mil pessoas Cíveis e soldados, Um Hospital militar, Depósitos feitos de madeira, Algumas plantações de coxinha, O forte foi todo murado e colocado guardas 24/7 para defender o forte. Pouco anos após o término da guerra, essa seria o início da cidade de Clepolis. Após a guerra de Miskivolk, houve várias outras guerra e invasões aliadas e inimigas, a maior delas foi a invasão aliada a principal base aérea da região, a Kormingtar 01, Essa foi a primeira grande derrota do exército dos texugos, que possibilitou o exército de Cleber receber suprimentos diretamente da russia 2, por vias aéreas, Também possibilitou a patrulha aérea da região, por conta dos helicópteros e aviões deixados pelos texugos, em sumo foi a principal batalha de toda Guerra pela libertação de U.L.I.P.
Agora Com o exército dos texugos recuando, o sul da ilha Dlinnyy era de Cleber, as vastas cadeias de túneis subterrâneos cheios de Chade ( o mineiro revolucionário super power revolution ), às vastas montanhas de Vodka, As estepes dos unos, Tudo era de Cleber. finalmente havia paz, mas Cleber Salgado Queria mais, Ele invade a ilha de Ostrov Krabov e... Começa a tocar Crab Island do Noisestorm...(NÃO '-')...
[Bom podemos perceber que Cleber Salgado perdeu a linha, o poder subiu a cabeça, então essa informação é importante]
...nada contasse? "AH MEU DEUS OLHA AQUELE MÍSSIL...BOOOOOOOMMMM" todo o exército de Cleber tinha ido por água abaixo, Cerca de 3 milhões de pessoas morreram, 15 milhões de Caran Morreram! ( F ). Sim a República dos texugos felizes tinha lançado um míssil 15x mais forte que a bomba De Nagasaki em um ilha composta apenas por caranguejos e o exército de Cleber. ( inclusive é por causa dessa bomba que a ilha tem esse formato de um "c" de lado). Essa armadilha foi crucial para a Guerra, será que Os Texugos triunfaram dessa vez? Será que o Cleber vai perder? A primeira derrota dos Russos? Resposta: (Tá Parei XD)
Essa armadilha deixa Cleber (mais) louco (do que ele já estava), Ele começa a beber litros de vodka, sua mente foi abalada completamente, Isaías, o seu melhor amigo panda havia morrido na quela emboscada, Penny a única mulher que ele amou na sua vida, havia traído ele com seu irmão Dias antes... Cleber sofreu. Mas isso não era o suficiente para Abalar o grande Cleber Salgado Peixes o Rei das Coxinhas, Com sua Bravura, Sua Mente Blindada de Belo soldado RUSSO e 30 litros de vodka ele não se abalava por nada... Foi então que ele planeja o plano Braba ruiva 2, Que consistia em Invadir a grande ilha Schastlivyy ostrov Barsukov, a ilha principal do estado dos texugos. A operação seria muito Difícil, mas para um louco... quero dizer um Gênio militar como o Cleber, o que é difícil? Ele passa Semanas sem dormir, focado no seu plano.
Até que chega o dia da ação. Começando com um bombardeios Noturnos, na cidade de Belo Texugo Horizonte, e em bases próximas a cidade, Após 2 Horas de constante Bombardeios, os primeiros ParaquedistasSaltam de seus aviões, caindo levemente em pastos verdejantes, juntos com os paraquedistas, Cerca de 300 mil soldados russos, desembarcaram em portos, costas e praias de Belo Texugo Horizonte, Foi um dia glorioso para os soldados aliados e um péssimo dia para os Texugos.
Na manhã do dia seguinte, os bombardeios acalmaram, e o grande exército liderado por claber marchava para o Rio de Texugo, Saqueando Vilas e pequenas cidades e tomando Fortalezas. Ao todo foram 15 dias Marchando. O exército estava motivado como nunca, eles contavam as História mais epicas é assustadoras e cantavam juntos Hinos de seus países, era lindo, aquilo para os soldados era nada além de uma grande aventura, de que sairiam Glorioso e orgulhoso de se mesmo. Mas a tomada do Rio foi mais Complicada do que eles esperavam...
A começar pela retomada dos Bombardeios, que foram eficazes no início, mas por conta das artilharias ante-aéreas, foram obrigados a recuar. Havia muitas resistência, e por conta das ante-aéreas o reforço dos paraquedistas não aconteceu como o esperado, ficando só com o reforço marítimo. Mas após 2 dias de batalha intensa, a presença do exército dos texugos era desprezível. Porém os traficantes de doginho dos morros se juntaram para lutar contra os soldados aliados, os morros de Rio de Texugo eram bem diferentes dos combates em campo aberto ou das ruas das cidades, os inúmeros becos e ruelas confundiam profundamente os soldados, fora o conhecimento geografia intenso dos traficantes locais, que além de serem traficantes eram apoiados pelo exército dos texugos. Essa Guerra foi muito massante para os Aliados que passaram por experiência terríveis até para soldados Russos. Ao longo de 7 dias de guerra, Rio de Texugo finalmente era Posse dos Aliados.
Agora eles partiam para uma jornada de 6 dias para São Texugo Paulo, indo pelo Costa que era repleta de bases da marinha dos texugos, o que dificultou o suporte marítimo dos russos, além de eles estarem completamente sem nem um apoio areio. Mas logo o tempo passa e lá estão o exército de Cleber há 10 quilômetros da capital São Texugo Paulo, que era a mais bem prepada é militarizada de todas as outras cidades, Todo o resto do exército profissional dos texugos estava lá, também toda a marinha e aeronáutica. Alguns bombardeiros e aviões decidiram embarcar nessa última viagem, uma viagem sem volta, ( F pelos pilotos que se sacrificaram pelos aliados ).
Guerreiros.
"A batalha sangrenta, que fez de nossos aliados pó e sangue, que cremaram nossos corpos, mas não nossa dignidade, que Feiram nosso peito com uma bala, mas não feriram nossa esperança, que Bombardiaram nossos batalhões, mas não nossos corações, Que afundaram nosso encouraçados, mas ainda vive em nossos passados, Escondidos em falsos deuses dourados. Jogaram Armas químicas contras nós, diminuindo assim nossos Karmas, Fazendo assim, com nossas inchadas, Trocadas Por lindas Armas, o Trabalho escravo, trocado por um liberdade. Podem matar, mas já mais terminaram o legado sem fim de um Guerreiro Pudim."
"Poema feito por Vladimir Pudim 2 de agosto de 2020"
Nesse trecho do poema "Guerreiros" retrata bem a Vitória sofrida dos Aliados, que para defender sua tirania Pripiat Kosvok usa de táticas desumanas contra nós, como armas químicas, lança Chamas e Torturas. Nessa batalha também teve a naufrágio do RSS Borisland, o grande navio russo da 1° guerra Gnomistica. Mas por fim Pripiat Kosvok foi morto e a paz foi instaurado no Novo Estado Dos Texugos Felizes. De quase 1 milhão de soldados que participaram diretamente da operação barba ruiva 2, apenas saíram vivos Por volta de 150 mil. ( um F a todos )
Foi instaurado um estado livre na República dos texugos felizes, voltando a ser o estado livre dos texugos [obviamente com ligação direta a Rússia 2 pq né?], mas especificamente falando da região de Cleber Salgado, a Rússia 2 toma o controle da região (por conta dos minerios) basicamente transformando a região em um estado fantoche. Vendo isso Cleber Salgado ( que está louco ) temia o estado que ele lotou para conquistar, se tornar novamente algo autoritário, ele vai até o kremlin, durante um pronunciamento oficial do gonverno russo ( que estava sendo transmitido para todos da russia 2 e até de toda Pudinisland ) ele invade o pronunciamento, dá um soco na cara de Gorbachev 2 ( presidente da russia 2 na época) fazendo ele desmaia, Cleber pega o microfone e proclama a União das linhas do imperio Pudinesco, ou U.L.I.P, Cleber Salgado acabou de dar um golpe de estado, pra não ocasionar mais uma guerra, a ONP concordou em deixar a U.L.I.P livre.
Cleber volta para o seu país recém criado, como chefe da nação, Ele é ovacionado pela sua população, todos de todas as cidades celebram sua liberdade. Cleber começa a exportar os minerais o ocasiona uma rápida crescida no Pib, ele começa a investir em infraestrutura e em pesquisa e desenvolvimento, principalmente na pesquisa do minério de Salsichomita, recém encontrado nas cavernas subterrâneas da U.L.I.P, vários pesquisadores do MUNDO todo foram para lá, entre eles os pesquisadores do Acre, que descobriram propriedades ante-gravitacionais na Salsichomita, quando energização, sua capacidade de armazenamento energético é 5000 de vezes mais eficiente do que as baterias comuns, um minério leve e muito especial, foi dos dinossauros que Cleber encontrou o lucro, e os dinossauros a revolução tecnológica que eles tanto queriam, foram vendidos toneladas de Salsichomita para o Acre, enriquecendo muito o estado de Cleber.
Após a chegada de Vladimir Pudim ao gonverno Russo, as relações da U.L.I.P com o Arquipélago de Pudinisland melhorou muito, principalmente com a Rússia 2, pois Vladimir Pudim foi ex-parceiro de combate de Cleber Salgado Peixes, antes do acidente da granada, A U.L.I.P cresceu e se tornou um país multe cultural, com Humanos russos, Caranguejos, Furrys e texugos que desertaram do estado dos texugos e Muitos pandas gordos.
O país atualmente
Nome oficial: União das linhas do imperio Pudinesco População: 2.457.998 habitantes Maioria ética: PANDA Pib per capita: 10.930 dólares Moeda oficial: Rubulo da U.L.I.P Religião oficial: Budismo dos Bandas Capital: Clepolis Presente: Cleber Salgado Peixes Gastos Militares: 2 Bilhões de dólares N° de ogivas nucleares: 0 Estado Atual: Em paz Favorável à uma unificação: não
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2020.07.11 15:38 Vl4dimirPudim História completa de Pudinisland, fiquem a vontade para fazer as bandeiras dos novos países

O início de tudo
Todo começou com a chegada dos egípcios na Ilha, há 5 mil anos atrás, não se sabe muito como eles chegaram aqui, nem se sabe porque, mas o fato é que eles vinheram. Eles fizeram poucas coisas além de fundar a pirâmide 2 na região onde hoje é Pepinopolis [ que hoje só há ruínas ], e entrarem em contato com alienígenas. Eles basicamente moravam em cavernas é só existiam. Também havia no arquivo uma ilha com um formato do Acre, nada mais era que o próprio acre, lá vive as últimas espécies conhecidas de dinossauros. Foi então que em 1684, um aventureiro da coroa inglesa, Lorde da casa Bacon, acabou naufragando nessa ilha específica, ele fez contato com esses povos antigos, que por motivos desconhecidos falavam perfeitamente o inglês, seu contato foi bem produtivo, e ele acabou voltando dias depois a Inglaterra e contando o que havia visto. Meses depois a Inglaterra invade a ilha por que sim, e mata quase todos egípcios dessa terra, mas deixa os dinossauros por eles eram legais, a Inglaterra usa essa ilha pra aprisionar irlandeses. Houve também muito migração da russia, após a descoberta de minérios de vodka na ilha, o que ocasionou a chegada de rasputin, um mago russo que era amigo de Nicolau II da russia, bom as coisas na russia começaram a esquenta aí o rasputin vai pra Pudinisland. Ele ficou bem famoso, acabou criando um cidade chamada Rasputown, e também ele odiava os irlandeses, aí um belo dia ele decidiu trazer o maior pesadelo deles a vida, ele cria um portal do planeta dos gnomos para Pudinisland, e isso ocasionou uma migração em massa de irlandeses para fora do Pudinisland, assim gnomos foram criado. Rasputin não era bem visto pela sociedade da ilha, nem mesmo pelos gnomos, pois ele era maluco poderoso e rico, uma péssima combinação, após a morte de rasputin os gnomos fizeram da ilha sua casa, fazendo parte da ilha, eles migram para o sul da ilha. Mas os gnomos não foram vistos com bons olhos pelos habitantes humanos do lugar, ele foram maltratados e muitos eram mortos sem motivo algum, era uma vida difícil para eles, eles eram vistos como inferiores, e em algumas províncias eles eram escravizados. Apesar disso os gnomos sempre eram em sua maioria passifica e até enriqueceram. Em resumo tudo ia bem... até que um membro do exército Inglês teve uma visão de Renatinho, ele manda pregar a sua existência para todos da ilha, esse é Teemotio, ele pega em armas e decreta o estado livre de Renatinho, deixando a ilha livre dos inglês. Teemotio ele consegue unificar toda a Ilha em seu Império, fez grandes obras e muitos monumentos, até deu mais liberdade a gnomos ( apesar de muitos ainda adiaram gnomos ), ele falava de Renatinho e como ele era belo. Depois de seu reinado que durou até sua morte, os novos gonvernate não souberam gonvernar bem, eles ficavam só comendo Dogões e vinas, ficavam conversado com rolas, e dançando e ouvindo Teemo Tango ( uma espécie de Teemowave da época), o grande estado de Teemotio o Grande, que durou 6 décadas se fragmentou novamente. Agora Com força e mais juntos o Império se fragmentos em 4 grandes países, O Império Russo secundário ( liderado por Nikita Vostok ), O Império de Teemotio ( liderado por Teemo III ), A regência Militar dos Gnomos ( Liderado por Mitiguer ) e Hegemonia Soberana dos Gnomos ( Liderado por Yosef ).
IMPÉRIO RUSSO 2:
Nikita Vostok era um nobre russo que chegou ao poder, ele concretizou o poder da do Império Russo 2 sobre todo o arquipélago, Fez grandes obras como o Cremilem e a KGB 2, Melhorou a economia e mostrou ao mundo a cultura slava, fazendo com que a economia russa 2 fosse a maior da ilha em seu mandato.
Império de Teemotio:
Esse país foi a continuação direta do Império de Teemotio, que também contínuo com as ostentação e os grandes gastos, o estado contínuo se deteriorando e enfraquecendo, depois da guerra ele caira para uma democracia.
Regência Militar Gnomistica:
Após a dissolução do Império de Teemotio ( em que os gnomos eram mal visto e maltratados ), acaba chegando ao poder por meio de um golpe militar, General Mitiguer, ela era bem horrível, impôs váriasleis autoritária, prendia opositores, e em geral deixou a população mais pobre ainda, sobre o pretexto de sobressai o poder dos gnomos, ele militarista o estado e se torna a mais forte nação da ilha.
Hegemonia Soberana:
Um estádo criado por gnomos extremista, que acreditavam em supremacia sobre os gnomos, e que eles deveriam impor a força seus ideais. Yosef era um líder político/religioso e deixou toda população do seu país sobre sua visão, ele era visto como um literal semi Deus, e o povo confiava nele.
Guerra civil dos gnomos:
A hegemonia soberana e o estado militar dos gnomos não se davam muito bem. Foi então que Mitiguer, com sede de poder ataca a Hegemonia, Trucidandano do o exército da Hegemonia e matando Yosef, ele toma os territórios da Hegemonia e instaura campos de concentração pra os extremista, pondo fim a guerra.
1° guerra de Pudinisland:
Tudo começou quando, o estado dos gnomos atacou a Hegemonia, apesar de ninguém gostar da Hegemonia, todos sabiam que Mitiguer estava louco por poder. Então sem mais nem menos, Mitiguer declara guerra a todos os países, um espanto, pois era percetível a força de Mitger e seu estado era muito grande. Houve uma grande mobilização, mas de nada adiantou, o estado dos gnomos contínuo a expandir, o Império de Teemotio caiu, os gnomos só precisavam invadir Tarkovogrado para ganha a guerra, mas apesar da ilha ser tropical, o inverno russo era muito pesado, forçou o estado dos gnomos a recuar, e a guerra foi ganha, essa derrota e a morte de Mitger foi humilhante para os gnomos.
Após a guerra tudo ficou mais calmo, a Rússia virou um principado, o Império de Teemotio caiu e virou um estado livre e os gnomos instalaram um império, sobre a conduta de um conselho de gnomos. Nesse período houve várias pequena batalha e outras coisas.
A criação dos Estados Unidos de Renatinho:
Então lembra que eu disse que os egípcios tinham contato com alienígenas, então, Renatinho era um desse Alienígenas. Um descendente de egípcio, chamado André, teve uma visão de Renatinho, na sua visão ele vê o Renatinho e Renatinho o manda fazer uma máquina pra trazer-lo a terra. André não pensa 2 vezes, e de dentro de sua garagem começa a fazer essa máquina, ele consegue, e finalmente Renatinho é convertido em matéria, direto de seu planeta Biluland, para Pudinisland. Renatinho rapidamente vira uma celebridade e convence a população a eleger André como príncipe, mais uma fez os Estados Livres é derrubado por um golpe de André, que Muda pra os Estados Unidos de Renatinho.
A guerra dos Texugos:
Há mais ou menos 30 anos após o término da 1°guerra de Pudinisland, em Teemo City ( cidade que concentrava 79% da população de Texugos da ilha e 90%da população de Guaxinis ), acaba sofrendo uma guerra civil, os texugos não se davam bem com os Guaxinis, os Textos pegam em armas e começam a matar Guaxinis, os Guaxinis retalha, no fim 50% dos 90% da população de Guaxinis foram mortas, Muitos foram torturados e outras fuzilados, os texugos perderam a guerra, e fugiram para uma ilha deserta ao leste, lá fizeram seu Império. [F pelos mais de 500 mil de Guaxinis mortos]
Guerra dos Kogamas:
Kogama é uma minoria étnica de USR que vive entre tarkov e BarryTown, sua principal cidade é Kogamópolis, há 60 quilômetros de Kogamópolis tem Roblox vile, cidade dos Roblox mais uma minoria étnica de USR, elas tiveram uma guerra entre elas, o motivo era o contra da região, forma 3 semanas de intenção batalha, Muitos morreram e no final os Kogamas ganharam, tendo a soberania local.
A criação dos Estado Livre do Acre:
Após centenas de anos de total isolamento, os dinossauros que viviam na ilha do Acre desenvolveram a capacidade do pensamento lógico, e como seres totalmente Racionais, não houve guerras, A separação foi discutida em votação, Foi unânime é todos e hoje todos vivem em paz.
Após esses breves relatos da situação da ilha de Pudinisland, vamos a contextualização da próxima guerra, o gonverno do Império Gnomisticos, após a morte de Mitger e a instalação de um novo gonverno, a população começou mais a tolêrar mais os gnomos extremista, o gonverno passou a apoia-los de forma que eles expandiram. Então houve esse episódio em que sequestraram o príncipe André III. O caos repercutiu, foram meses sem André.
O sequestro de André III:
Gnomos extremista, sequestraram o príncipe André III, e seu paradeiro é desconhecido. Foi então que uma operação foi formada, a operação Barba Negra, no comando o jovem general russo Vladimir Pudim, que fez um grande trabalho na criação de um grupo tático conhecido Piratas. A inteligência foi rápida e poucos dias, os piratas invadem o local onde o príncipe está como refém é o resgata. Vladimir Pudim se destaca nessa operação o que lhe concede o gonverno da russia 2 poucos anos depois.
2° guerra de Pudinisland:
Tudo começou quando gnomos extremista em um ataque terrorista matou o Renatinho, a Rússia 2 corta relações de paz com UGK, e começa a atacar as bases militares de gnomos extremista dentro do estado russo. UGK vê isso como um ataque e declara guerra a Rússia 2, Como retaliação Rússia 2 ativa o protocolo de ataques vermelho, ativando todas suas 37 ogivas nucleares. Os eua entra na guerra ao lado da UKG e realiza uma série de ataques a bases militares Russas 2, A China também entra do lado da UKG, mais é completamente destruída por mísseis nucleares vindo da russia 2, com esse taque, os EUA vira de lado e começa a apoiar a Rússia 2 na guerra. A RÚSSIA 2, parece um rolo compressor, e rapidamente toma a cidade de Coxinopolis, porém os gnomos consegue conter o avanço, e começam a empurrar o exército russo secundário para cima, fazendo com que USR entre na guerra no lado da Rússia, Apesar dos esforços os gnomos avançam para Moscow 2, porém Vladimir Pudim MUDA a capital para a recém conquistada tarkov, os gnomos invadem GODENOTOWN é há ocupam, chegam em tarkov porém são parados por Renatinho que foi revivida numa missão sigilosa russa que deu serto, com isso os gnomos são rapidamente mortos e obrigado a assinar um tratado de paz. Vladimir morheroicamente por salvar seu esquadrão e a ilha de Pudinisland. Ele receberá em seu enterro a medalha de mais alta honraria que um homem pode ter no mundo, e se consagrou como o maior herói de Pudinisland.
Os países atualmente
UGK
Nome oficial: Princípados Unidos dos gnomos sobre a proteção do rei
População: 61.002.508 habitantes
Maioria ética: GNOMO
Pib per capita: 6.873 dólares
Moeda oficial: Libra Gnomistica
Religião oficial: profecias de Ricardo milos
Capital: PC do André
Primeiro ministro: GNOMO
Gastos Militares: 573,1 Bilhões de dólares
N° de ogivas nucleares: 15
Estado Atual: em paz
RÚSSIA 2
Nome oficial: Principados unidos da Russia secundária
População: 102.037.578 habitantes
Maioria ética: eslavo
Pib per capita: 9.264 dólares
Moeda oficial: Rublo 2
Religião oficial: COMUNISMO ortodoxos
Capital: Moscow 2/Tarkov
Príncipe regente: Cheeki blyat
Gastos Militares: 783,4 bilhões de dólares
N° de ogivas nucleares: 37
Estado Atual: Em paz
Favorável à uma unificação: Positivo
USR
Nome oficial: Estados Livres e Unidos sobre a proteção de Renatinho
População: 70.537.867 habitantes
Maioria ética: Anime
Pib per capita: 25.284 dólares
Moeda oficial: Dólar de Teemo
Religião oficial: Pensamentos de Renatinho
Capital: BarryTown
Príncipe regente: André III
Gastos Militares: 337,1 bilhões de dólares
N° de ogivas nucleares: 0
Estado Atual: Em paz
Favorável à uma unificação: Positivo
Texugo island
Nome oficial: Ilha dos Texugos Felizes
População: 387.522 habitantes
Maioria ética: Texugo
Pib per capita: 10.587 dólares
Moeda oficial: Real de Texugo
Religião oficial: Pensamentos de Renatinho
Capital: Texugo Pólis
Presidente: Manuel Texugo Pereira
Gastos Militares: 300 milhões de dólares
N° de ogivas nucleares: 0
Estado Atual: Em paz
Favorável à uma unificação: Não
Estado livre do Acre
Nome oficial: Estado livre do Acre sobre a proteção dos dinossauros
População: 110.583 habitantes
Maioria ética: Dinossauro
Pib per capita: 29.930 dólares
Moeda oficial: bitcoin
Religião oficial: CIÊNCIA
Capital: Pangeia dos rio branco
Primeiro ministro: os três dinos
Gastos Militares: 0 dólares
N° de ogivas nucleares: 0
Estado Atual: Em Muita paz
Favorável à uma unificação: não
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2020.07.09 16:04 Vl4dimirPudim Moscow 2 é a capital da Rússia 2, é mais conservadora em suas construções, mais é sertamente calma por conta de sua excelente segurança.

Moscow 2 é a capital da Rússia 2, é mais conservadora em suas construções, mais é sertamente calma por conta de sua excelente segurança. submitted by Vl4dimirPudim to PuddingsUtopia [link] [comments]


2020.06.17 07:43 gabriel034 POR QUE O POR TEM COMO PRINCÍPIO PROGRAMÁTICO A REVOLUÇÃO E DITADURA PROLETÁRIAS

Publico na íntegra a nota de esclarecimento do POR disponível em seu site
Aproveitamos a discussão sobre a consigna de revolução e ditadura proletárias, inscrita na bandeira do Partido Operário Revolucionário (POR), erguida na manifestação de 14 de junho, na Av. Paulista, para reeditar um documento sobre a sua fundação.
Muita confusão, deformação e falsificação se refletiram nos comentários veiculados nas redes sociais. A própria rede Globo, que fez a cobertura do ato contra Bolsonaro e pela democracia, cometeu um erro de informação sobre a existência do POR. As barbaridades que se proliferaram nas redes sociais sobre a ditadura do proletariado não assombram os marxistas-leninistas-trotskistas.
As falsificações sobre esse fundamento programático se repetem no tempo, desde que foi elaborado por Marx e Engels. É claro que os sórdidos impropérios dos bolsonaristas vão muito além de deformações. Decidimos, então, publicar o documento “O que é o POR”, que consta do livro “20 anos contruindo o POR”, de julho de 2009.
Divulgamos, imediatamente, uma breve nota esclarecedora. Logo mais, apresentaremos uma resposta detalhada às distorções e ataques da ultradireita, bem como às desinformações da imprensa burguesa. Esperamos com essa publicação contribuir para a luta contra o governo militarista e golpista de Bolsonaro, e para nos distinguir do cretinismo parlamentar da oposição reformista e centrista.

O QUE É O POR
  1. A CONSTRUÇÃO DO PARTIDO OPERÁRIO REVOLUCIONÁRIO NO BRASIL
A crise histórica de direção do proletariado se constitui no problema mais agudo. Trata-se de um fenômeno não particular do Brasil, mas mundial. A marcha da restauração capitalista na ex-União Soviética, a derrocada do Leste Europeu, o isolamento de Cuba e a traição sandinista na Nicarágua expõem o significado da destruição pelo estalinismo do Partido Bolchevique na Rússia e da III Internacional Comunista.
O retrocesso das conquistas mundiais do proletariado resulta em duro golpe à necessidade da revolução socialista mundial. A evolução final do estalinismo para as posições pró-imperialistas e restauracionistas, concebidas pela perestroika-glasnost, comprovou definitivamente seu papel contrarrevolucionário, responsável por abrir uma das maiores crises de direção mundial do proletariado.
Hoje, o avanço da recolonização do imperialismo por toda parte não é a demonstração de vitalidade do sistema econômico capitalista, mas ao contrário, a manifestação de sua desagregação. A prova disso está na estagnação crescente da última década e a recessão presente da economia mundial. A contradição básica entre as forças produtivas prontas para se desenvolverem em grande escala e as relações capitalistas de produção (propriedade privada) sob o domínio de alguns países e de um punhado de multinacionais expressa o esgotamento do regime vigente.
É nesse quadro que se insere o Brasil, despedaçado pela profunda crise econômica e social. A construção do Partido Operário Revolucionário internacionalista se coloca como tarefa de primeira grandeza em nossas fronteiras.

  1. CONSTRUIR O POR É CONSTRUIR O PROGRAMA
Partimos da caracterização de que as condições econômicas de esgotamento e putrefação do regime capitalista, necessárias para a transformação socialista, estão amadurecidas. A burguesia vem destruindo maciçamente forças produtivas e já não consegue manter minimamente uma ampla camada das massas trabalhadoras. Materialmente estão dadas as premissas da revolução proletária.
Para que esta amadureça e se coloque para a maioria nacional oprimida é imprescindível que construamos o programa anti-imperialista e anticapitalista. O fracasso do PT em se tornar um partido da revolução se deve à adoção de um programa social-democrata, contraposto à elevação do proletariado como força social capaz de se insurgir, tomar o Estado e destruir o poder da burguesia. E o fracasso das correntes de esquerda petista reside no fato de não terem sido capazes de construir, em todo o processo de formação do PT, o programa da revolução e ditadura proletárias. Limitaram-se a desenvolver divergências táticas circunstanciais. A maior prova disso se deu no 1º Congresso do PT, quando este aprovou a moção contrarrevolucionária de combate à estratégia da ditadura proletária e seu conteúdo que é o da revolução violenta.
O POR nasceu desta experiência, combatendo a estratégia do reformismo petista e a impotência das correntes de esquerda centristas. Aproveitou-se dela para compreender a tarefa central da construção do partido marxista-leninista-trotskista e empreendê-la através da construção do programa, que, distintamente do rol de reivindicações conjunturais, materializa as leis históricas e sociais da revolução proletária, cuja essência transformadora está em dotar o proletariado de capacidade para tomar o poder.
O exitismo eleitoralista, obscurecido como o linguajar esquerdista, em muitos casos com o reviosionismo do trotskismo, está em contradição com a necessidade de estruturação do partido-programa. A ideia que acaba de ser lançada de formação de um novo partido através de uma frente das esquerdas petistas, tendo por base um programa mínimo consensual, é o desfecho natural da política democratizante, avessa à concepção leninista do partido, que para ser construído como estado-maior dos explorados depende de se constituir em torno da estratégia da ditadura proletária.
O POR se distingue por ter elaborado uma crítica programática à estratégia do reformismo petista e a inconsequência do centrismo democratizante das esquerdas. Com esta arma lutou em defesa da constituição de uma fração no interior do PT por um partido marxista. É com este capital que rompeu com o PT no momento mais preciso de sua integração ao Estado burguês e de ofensiva da direita petista para estrangular as correntes opositoras. Podemos assinalar que qualquer novo intento de se construir um partido sem que se parta desta experiência e das formulações em defesa da estratégia revolucionária (governo operário camponês e ditadura proletária) não poderá dar lugar a um programa da revolução socialista.

  1. O CARÁTER DA REVOLUÇÃO NO BRASIL
Nas resoluções político-programáticas, do I e II Congressos, o POR caracteriza o Brasil como um país capitalista semicolonial e de economia atrasada. Desde a sua origem história como colônia esteve submetido às metrópoles, que o saquearam e condicionaram seu atraso. Dessa forma, seu desenvolvimento econômico ocorreu sob o controle externo e sob a forma da opressão colonial e imperialista. As massas sempre estiveram esmagadas pela brutal exploração do trabalho. A burguesia nacional e o Estado que se formaram jamais jogaram um papel de independência frente aos opressores imperialistas. Por mais que se tenha despontado no passado tendências nacionalistas, o setor estatizante da burguesia não pôde desenvolver as forças produtivas nacionais em contraposição ao saque e ao manejo das metrópoles. A preservação das oligarquias regionais e da sua influência no poder do Estado reflete o atraso econômico e a caducidade histórica da burguesia nacional.
O capitalismo imposto de fora não pôde solucionar os grandes problemas nacionais, para alcançar os patamares econômicos dos países colonizadores. A estrutura latifundiária de origem colonial, por mais adaptação que tenha sofrido, se manteve como fator de atraso e trava das forças produtivas. Implantou-se em nosso extenso país aglomerados de alta industrialização, onde as relações pré-capitalistas agrárias continuam vigentes, como é o caso do Nordeste e Norte. O atraso pré-capitalista e o avançado capitalismo formam uma unidade contraditória desigual e combinada, à qual faz parte a imensa maioria empobrecida e faminta.
O POR considera que a solução do atraso econômico e a erradicação da miséria, bem como de toda forma de opressão social, não é possível no interior do capitalismo. A burguesia industrial e oligárquica não pôde se emancipar da burguesia imperialista, pôr fim ao saque internacional, e por esta razão histórica se tornou caduca, não podendo ser a classe que encarne o amplo desenvolvimento das forças produtivas. Ao contrário, está obrigada a seguir as decisões reacionárias do imperialismo.
A condição para libertar a economia das travas do capital financeiro e dos monopólios internacionais se concentra na independência nacional, na transformação da estrutura agrária arcaica (destruição dos latifúndios) e na erradicação da miséria da maioria. Tais tarefas próprias do país semicolonial serão cumpridas por meio da revolução. Cabe ao proletariado, unido à maioria nacional oprimida realizá-la. Eis por que não poderá se limitar ao conteúdo democrático, tendo de necessariamente combiná-lo com medidas socialistas de expropriação do grande capital.

  1. O FRACASSO DO NACIONALISMO E ESTALINISMO NO BRASIL
As tendências nacionalistas, se é verdade que puderam utilizar determinadas situações para preservar alguns interesses nacionais burgueses, não puderam resolver o atraso e livrar o país da opressão imperialista. Por essa razão, acabaram por ceder às metrópoles. Hoje, se mostram pró-imperialistas. A política de desestatização e completa abertura do mercado ao capital externo comandada por Collor é uma decorrência do fracasso do nacionalismo burguês.
O Partido Comunista Brasileiro (PCB), que propôs ser o partido do proletariado, devido a sua estalinização, acabou como apêndice do nacionalismo. A sua tese programática, logo na origem, se resumia na ideia de que haveria uma revolução democrático-burguesa, que colocaria fim à oligarquia latifundiária, emanciparia o Brasil do imperialismo e desenvolveria um capitalismo nacional. Caberia, portanto, ao proletariado apoiar a burguesia nacional progressista. Uma vez cumprida a revolução burguesa, o proletariado se formaria como classe independente capaz de fazer a revolução socialista. Toda a história do estalinismo (PCB) está marcada pelo apoio à burguesia. Não pode haver dúvida de que o PCB se degenerou sob a estratégia do governo burguês de união nacional.
O PT reformista, em seu nascimento, assumiu a indefinida estratégia de “governo dos trabalhadores”, influenciado por correntes de esquerda não-estalinistas. Mas logo a substitui pela fórmula de “governo democrático e popular”, que corresponde à velha estratégia estalinista de unidade nacional. A tática compatível é da aliança com os partidos da oposição burguesa, impropriamente considerados progressistas. Enquanto que suas teses programáticas apregoam um desenvolvimento econômico independente, prematuramente o reformismo se mostra pró-imperialista, sendo incapaz de reagir diante da ofensiva de recolonização do imperialista via desestatização. Não por outro motivo que no 1º Congresso condenou a via da revolução proletária.
O POR identificou nas teses do PT a ressureição da falida estratégia democrático-burguesa de desenvolvimento do capital nacional independente. Desde o nosso 1º Congresso (1989), partindo das leis do desenvolvimento capitalista mundial e das experiências da luta de classes, elaborou a tese de que no Brasil somente cabe a revolução social. Terá o conteúdo nacional porque resolverá tarefas pendentes do capitalismo atrasado e social porque expropriará o poder econômico dos capitalistas. Somente um partido que transforme a classe operária em dirigente da maioria explorada e que tenha por conteúdo o internacionalismo proletário poderá executar tal objetivo. A derrubada da burguesia do poder do Estado e o consequente rompimento com a opressão imperialista pela maioria nacional oprimida, sob a direção do proletariado, é a condição para realizar as tarefas pendentes do capitalismo atrasado e a transformação socialista do país. O conteúdo econômico e social desta tarefa é dado pelo caráter da revolução proletária, pela destruição do Estado capitalista e edificação do Estado operário.

  1. O GOVERNO OPERÁRIO E CAMPONÊS
O objetivo programático do partido revolucionário é levar a maioria oprimida a conquistar o poder do Estado e instalar o governo operário e camponês. Tal governo expressa uma aliança de classe, a dos operários e camponeses.
A unidade operária e camponesa se coloca devido ao caráter nacional e social da revolução. A derrocada da oligarquia latifundiária entrelaçada com o capital financeiro depende do campesinato empobrecido e sem-terra lutarem ao lado do proletariado para tomar o poder. Não poderá haver a expropriação do grande capital industrial, comercial e financeiro sem que a revolução exproprie os latifúndios.
A luta de classes no campo, que se desenvolve entre latifundiários e sem-terra, bem como dos latifundiários com posseiros e pequenos produtores, tem sua extensão na luta do proletariado e da classe média urbana proletarizada contra o grande capital.
As transformações que o país requer estão na razão direta da construção de um governo operário e camponês. Uma vez de posse do Estado, do armamento popular e da destruição do poder repressivo da burguesia, o proletariado, apoiado na imensa massa de trabalhadores agrícolas, poderá colocar um governo a serviço da expropriação da grande propriedade burguesa, do acesso aos camponeses pobres à terra, do planejamento econômico centralizado, da superação da miséria e emancipação do imperialismo.
A defesa do governo operário e camponês é uma necessidade imposta pela constituição das classes no país semicolonial, marcado pelo latifúndio e luta camponesa pela terra. As tarefas históricas burguesas de emancipação nacional e reforma agrária não serão resolvidas sem que o proletariado tome o poder, transforme a propriedade privada dos meios de produção em propriedade coletiva e inicie o processo de transformação socialista da base produtiva.

  1. ESTRATÉGICA HISTÓRICA DA DITADURA DO PROLETARIADO
O governo operário e camponês é a forma governamental da ditadura do proletariado, ou seja, do governo da maioria explorada contra a minoria exploradora. As chamadas esquerdas fogem da definição precisa do caráter revolucionário do governo, das tarefas colocadas e da tática da luta insurrecional. Em seu lugar, levantam as mais diferentes variantes de governo democratizantes, isto é, compatível com a democracia burguesa e, portanto, com o capitalismo.
A ala direitista do PT se define pelo governo democrático e popular. A sua ala esquerdista pelo “governo dos trabalhadores”. Ambos os casos se identificam por serem governos adaptados ao eleitoralismo. Os defensores do “governo dos trabalhadores” dão a entender que se trata de uma bandeira apropriada para uma situação não-revolucionária e que corresponde à possibilidade de um governo eleito, que cumpriria um papel progressivo. Desta forma, atribuem a ele um papel de transição para um outro tipo de governo, que aliás não dizem qual é.
Ao condicionarem a estratégia do poder a uma situação não revolucionária ou pré-revolucionária, de forma a enquadrar a ação das massas à eleição de um “governo dos trabalhadores”, deixam de trabalhar pela estruturação de uma fração do proletariado em torno da tarefa da revolução proletária e dissolvem a luta de classes no eleitoralismo. Ao anular a capacidade da ação direta, bloqueia-se a tendência dos trabalhadores de criarem seus organismos de poder. Com o argumento de que não está colocada a tomada do poder, falseiam o problema da revolução, que é justamente o de desenvolver a independência de classe do proletariado em torno da estratégia da destruição do Estado capitalista. Se a vanguarda se submeter à diretriz democratizante, o proletariado jamais poderá sair da condição de classe oprimida para classe revolucionária. A revolução social destruirá a ditadura de classe da burguesia, que exerce o poder da minoria capitalista contra a maioria trabalhadora. Constituirá transitoriamente a ditadura proletária, que é a da maioria sobre a minoria, por meio dela a classe operária exercerá o poder da maioria explorada para expropriar o poder econômico e desenvolver novas relações de produção.

  1. O MÉTODO DA AÇÃO DIRETA
O proletariado se constituirá como classe capaz de pôr fim ao sistema de exploração do trabalho desenvolvendo o método da ação direta, da luta de massa. O objetivo do partido revolucionário é de unificar as forças do proletariado e da maioria nacional oprimida, transformando as lutas parciais instintivas em luta política contra o Estado capitalista.
O trabalho constante de unificação dos trabalhadores contra a burguesia corresponde à estratégia da revolução proletária. A tendência dos assalariados é se elevarem das lutas mais elementares (salário e emprego) para a luta anticapitalista. O partido revolucionário atua sempre no sentido de estabelecer a ligação entre as reivindicações vitais e as de caráter nacional e socialista. As mais diversas formas que assume a ação direta (greve, piquete, ocupação, resistência armada etc.) são trabalhadas em cada situação do desenvolvimento da luta de classes.
O POR não nega a possibilidade de utilização de métodos não próprios do proletariado, como é o caso da luta eleitoral e parlamentar. Entretanto, seguindo a tradição marxista-leninista, os aplica subordinados à ação direta. Não passam de meios auxiliares e secundários para se combater no próprio terreno que a burguesia impõe à luta de classes. Em todas as circunstâncias, a luta eleitoral e parlamentar objetiva desmascarar a democracia burguesa e revelar para as massas os limites desses meios auxiliares. Coloca-se para o partido o dever de explicar que a democracia formal burguesa é uma das formas do exercício da ditadura da burguesia.
Ao contrário dos reformistas e da esquerda centrista democratizante, o partido revolucionário não ilude os trabalhadores com a possibilidade de chegar ao poder do Estado por meio das eleições. Não engana com a possibilidade de resolver qualquer reivindicação nas quatro paredes do parlamento burguês.
Em certas condições, é necessário que a intervenção no processo eleitoral tenha por finalidade chamar as massas a se manifestarem com o voto nulo ou com o boicote. O ilusionismo e o exitismo eleitoreiro se constituem na negação da tarefa de organização independente do proletariado frente à política burguesa.
O partido marxista combate as ilusões democráticas criadas pela burguesia, que embrutecem a consciência dos oprimidos. Contrariamente, a luta coletiva e frontal contra os exploradores permite a evolução da consciência e da organização revolucionária de massa.

  1. DEMOCRACIA OPERÁRIA
Por intermédio da ação direta e da organização independente, as massas desenvolvem a democracia proletária. A sua essência consiste na soberania das decisões coletivas e revogabilidade do mandato das direções.
O partido operário prima por fortalecer as assembléias, as comissões de fábrica, os comitês de greve, os sindicatos, a Central sindical e toda forma de organização massiva. Através deles, os assalariados exercem o poder de decisão da maioria e potencializa a luta de classes.
O motor da história são as massas exploradas. Cabe ao partido auxiliá-las na tarefa de sua organização e implantação de sua democracia direta, distinta da democracia formal burguesa, instrumento dos exploradores.
A prática da ação direta e a construção dos organismos coletivos possibilitam aos trabalhadores exercerem a força social, enraizada nas relações produção, contra a burguesia. A democracia operária assegura o controle das massas sobre seus próprios organismos e sobre suas direções. A burocracia sindical e os reformistas são avessos ao poder coletivo, portanto, adversários da democracia proletária.

  1. O POR – PARTIDO MARXISTA-LENINISTA-TROTSKISTA
Corresponde à estratégia da revolução e ditadura proletárias a natureza leninista do partido. O POR trabalha por se transformar em um partido de quadros, que dominam a ciência marxista. Isto é, que elaboram no interior da luta o programa de destruição da sociedade de classe.
A sua estrutura se baseia na organização celular e nos fundamentos do centralismo democrático. As células são organismos construídos no seio das massas. A formação de redes celulares fabris e por locais de trabalho ocuparam um lugar de destaque, uma vez que se trata do partido proletário.
É nas células que começa a elaboração coletiva do partido. Toda militância elabora as ideias e as pratica. A unidade entre a teoria revolucionária e a prática é realizada pela intervenção das células na luta de classes.
Faz parte da organização celular, o regime de funcionamento do centralismo democrático. Há total liberdade de divergência e discussão no interior dos organismos do partido. A solução das discrepâncias se dá pelo voto. Uma vez decidida a linha majoritária, todo o partido a pratica e assegura a unidade de ação. Através da crítica e autocrítica, o partido corrige seus erros e aperfeiçoa os seus acertos.
A direção é eleita no congresso. Assegura-se a participação da minoria divergente e o direito da tendência ou fração estar representada na direção.
É com esta forma organizada que o partido marxista pode se transformar na direção das massas exploradas, constituindo-se no estado-maior da revolução proletária. O partido reformista e eleitoreiro, ao contrário, não necessita das células como organismos em que se forjam a teoria revolucionária e as direções práticas, voltadas a acabar com o regime de exploração do trabalho.
A estrutura do partido revolucionário corresponde ao programa. Não se pode constituir uma organização revolucionária que não seja de militantes que dedicam a vida a elaborar as posições do proletariado, a atuar na luta de classes e a organizar o combate.
A burguesia só atura os partidos da democracia burguesa. O partido que trabalha no seio das massas para que estas transformem sua ação instintiva em programa conspira contra o poder da burguesia, por isso é reprimido. Para se defender e se implantar no proletariado, a militância deve combinar o trabalho legal e ilegal. Todo militante deve ingressar numa célula, dominar o programa e garantir o autofinanciamento do partido.

  1. O INTERNACIONALISMO PROLETÁRIO
O POR se baseia no postulado marxista-leninista-trotskista da revolução socialista mundial. O capitalismo só poderá dar lugar ao modo de produção superior comunista se for destruído internacionalmente. A tese estalinista de “socialismo em um só país” demonstrou ser contrarrevolucionária, favorecendo a restauração capitalista nas economias já estatizadas.
O marxismo concebe que a revolução começa nas fronteiras nacionais de um determinado pais e se projeta em nível internacional. Por isso, afirma que a revolução por sua forma é nacional, e por seu conteúdo é internacional.
A sobrevivência do poder operário depende do desenvolvimento da revolução em outros países, de forma que se golpeie o poder da burguesia imperialista de sufocar econômica, política e militarmente a conquista.
Essa conclusão, com a sua demonstração histórica na Rússia, no Leste Europeu e na China, expõe a necessidade de construção dos partidos revolucionários em toda a parte e edificação de uma Internacional. O estalinismo destruiu a III Internacional, logo depois da social-democracia ter destruído a II Internacional. Em ambos os casos, houve capitulação perante a burguesia imperialista. O imperialismo faz a campanha de que com a derrota da União Soviética triunfou a democracia do mundo capitalista contra a ditadura comunista.
O internacionalismo imperialista, na ausência do partido revolucionário e em presença da bancarrota do estalinismo, aproveita para confundir a falência da ditadura estalinista com o comunismo, ainda não alcançado. O comunismo é o modo de produção coletivo e só pode ser mundial, como mundial é o modo de produção capitalista. O internacionalismo proletário tem como base material a necessidade de destruição geral do sistema econômico capitalista, para se alcançar definitivamente a sociedade sem classes. Os reformistas e centristas democratizantes capitulam perante a ideologia imperialista ao se contraporem à estratégia da revolução proletária e ao se adaptarem à democracia burguesa.
A Internacional que será criada, mais cedo ou mais tarde, reatará o elo histórico da revolução mundial, rompido pelo processo de restauração capitalista. A Internacional tem suas bases programáticas asseguradas pelo Programa de Transição, deixado por León Trotsky.
O fato de Trotsky ter combatido a fundo o estalinismo contrarrevolucionário e lutado pela construção da IV Internacional – comprovadamente necessária para se evitar a derrocada da revolução russa – deixou como legado para o movimento internacional a continuidade do marxismo-leninismo.
O POR tem o Programa de Transição como uma ferramenta para a construção do partido operário revolucionário no Brasil. O programa da IV Internacional sintetiza os documentos dos Quatro Primeiros Congressos da III Internacional.

  1. CONSTRUIR O COMITÊ DE ENLACE NA PERSPECTIVA DA IV INTERNACIONAL
O POR se identificou, logo na sua origem, com os fundamentos programáticos e a longa experiência do partido Operário Revolucionário da Bolívia, um partido que soube atravessar o período mais adverso para o trotskismo. O POR se constitui numa reserva programática fundamental para a reconstrução da IV Internacional, diferentemente das mais diversas variantes do revisionismo do trotskismo.
Juntamente com o POR boliviano e o Comitê construtor pelo Partido Operário Revolucionário da Argentina, constituímos o Comitê de Enlace Internacional, cujo objetivo é fortalecer o avanço da revolução na Bolívia e acelerar o processo de formação dos partidos revolucionários no Brasil e Argentina, como ponto de apoio para se desenvolver a revolução internacional.
Em sua resolução de fundação, o Comitê de Enlace expõe o objetivo da estratégia da revolução e ditadura proletárias. Coloca que o capitalismo se esgotou e está maduro para a sua transformação em socialista. Porém, o fundamental está na crise histórica de direção. A tarefa central é de constituição do partido-programa.
Em seus documentos, rejeita a caricatura revisionista da chamada Internacional dos Trabalhadores, resultante dos grupos mais diversos, que nada têm a ver com o Programa de Transição.
O Comitê de Enlace tem se constituído, embora ainda embrionário, numa trincheira programática de defesa das bases da Revolução Russa, da revolução política que reconduza o proletariado ao poder do Estado e contra a restauração capitalista da Perestroika.
Nesse mesmo sentido, tem se posicionado frente aos grandes acontecimentos da luta de classes internacional, como a guerra no Golfo Pérsico e a ofensiva recolonizadora do imperialismo em todo o mundo.
O POR considera que o fortalecimento do Comitê de Enlace é o caminho para avançar o internacionalismo proletário. O que quer dizer potencializar o POR boliviano como dirigente da revolução em seu pais e impulsionar a nossa construção. O cumprimento desta tarefa permitirá que se forme em outros países a vanguarda internacionalista e se criem as condições da reconstrução da IV Internacional.

  1. MILITE NO POR
Essas posições que acabamos de apresentar são conquistas programáticas básicas para a construção do Partido Operário Revolucionário no Brasil. Na verdade, é apenas a ferramenta inicial para intervir na luta de classes, formar nossos quadros e avançar na elaboração do programa proletário.
A condição para se ingressar no POR é a de concordar com as bases programáticas já conquistadas, se organizar numa célula e intervir numa frente de trabalho, objetivando desenvolver a luta dos trabalhadores e construir o partido revolucionário.
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2020.06.17 07:36 gabriel034 POR QUE O POR TEM COMO PRINCÍPIO PROGRAMÁTICO A REVOLUÇÃO E DITADURA PROLETÁRIAS

Publico na íntegra a nota de esclarecimento do POR disponível em seu site
Aproveitamos a discussão sobre a consigna de revolução e ditadura proletárias, inscrita na bandeira do Partido Operário Revolucionário (POR), erguida na manifestação de 14 de junho, na Av. Paulista, para reeditar um documento sobre a sua fundação.
Muita confusão, deformação e falsificação se refletiram nos comentários veiculados nas redes sociais. A própria rede Globo, que fez a cobertura do ato contra Bolsonaro e pela democracia, cometeu um erro de informação sobre a existência do POR. As barbaridades que se proliferaram nas redes sociais sobre a ditadura do proletariado não assombram os marxistas-leninistas-trotskistas.
As falsificações sobre esse fundamento programático se repetem no tempo, desde que foi elaborado por Marx e Engels. É claro que os sórdidos impropérios dos bolsonaristas vão muito além de deformações. Decidimos, então, publicar o documento “O que é o POR”, que consta do livro “20 anos contruindo o POR”, de julho de 2009.
Divulgamos, imediatamente, uma breve nota esclarecedora. Logo mais, apresentaremos uma resposta detalhada às distorções e ataques da ultradireita, bem como às desinformações da imprensa burguesa. Esperamos com essa publicação contribuir para a luta contra o governo militarista e golpista de Bolsonaro, e para nos distinguir do cretinismo parlamentar da oposição reformista e centrista.

O QUE É O POR
  1. A CONSTRUÇÃO DO PARTIDO OPERÁRIO REVOLUCIONÁRIO NO BRASIL
A crise histórica de direção do proletariado se constitui no problema mais agudo. Trata-se de um fenômeno não particular do Brasil, mas mundial. A marcha da restauração capitalista na ex-União Soviética, a derrocada do Leste Europeu, o isolamento de Cuba e a traição sandinista na Nicarágua expõem o significado da destruição pelo estalinismo do Partido Bolchevique na Rússia e da III Internacional Comunista.
O retrocesso das conquistas mundiais do proletariado resulta em duro golpe à necessidade da revolução socialista mundial. A evolução final do estalinismo para as posições pró-imperialistas e restauracionistas, concebidas pela perestroika-glasnost, comprovou definitivamente seu papel contrarrevolucionário, responsável por abrir uma das maiores crises de direção mundial do proletariado.
Hoje, o avanço da recolonização do imperialismo por toda parte não é a demonstração de vitalidade do sistema econômico capitalista, mas ao contrário, a manifestação de sua desagregação. A prova disso está na estagnação crescente da última década e a recessão presente da economia mundial. A contradição básica entre as forças produtivas prontas para se desenvolverem em grande escala e as relações capitalistas de produção (propriedade privada) sob o domínio de alguns países e de um punhado de multinacionais expressa o esgotamento do regime vigente.
É nesse quadro que se insere o Brasil, despedaçado pela profunda crise econômica e social. A construção do Partido Operário Revolucionário internacionalista se coloca como tarefa de primeira grandeza em nossas fronteiras.

  1. CONSTRUIR O POR É CONSTRUIR O PROGRAMA
Partimos da caracterização de que as condições econômicas de esgotamento e putrefação do regime capitalista, necessárias para a transformação socialista, estão amadurecidas. A burguesia vem destruindo maciçamente forças produtivas e já não consegue manter minimamente uma ampla camada das massas trabalhadoras. Materialmente estão dadas as premissas da revolução proletária.
Para que esta amadureça e se coloque para a maioria nacional oprimida é imprescindível que construamos o programa anti-imperialista e anticapitalista. O fracasso do PT em se tornar um partido da revolução se deve à adoção de um programa social-democrata, contraposto à elevação do proletariado como força social capaz de se insurgir, tomar o Estado e destruir o poder da burguesia. E o fracasso das correntes de esquerda petista reside no fato de não terem sido capazes de construir, em todo o processo de formação do PT, o programa da revolução e ditadura proletárias. Limitaram-se a desenvolver divergências táticas circunstanciais. A maior prova disso se deu no 1º Congresso do PT, quando este aprovou a moção contrarrevolucionária de combate à estratégia da ditadura proletária e seu conteúdo que é o da revolução violenta.
O POR nasceu desta experiência, combatendo a estratégia do reformismo petista e a impotência das correntes de esquerda centristas. Aproveitou-se dela para compreender a tarefa central da construção do partido marxista-leninista-trotskista e empreendê-la através da construção do programa, que, distintamente do rol de reivindicações conjunturais, materializa as leis históricas e sociais da revolução proletária, cuja essência transformadora está em dotar o proletariado de capacidade para tomar o poder.
O exitismo eleitoralista, obscurecido como o linguajar esquerdista, em muitos casos com o reviosionismo do trotskismo, está em contradição com a necessidade de estruturação do partido-programa. A ideia que acaba de ser lançada de formação de um novo partido através de uma frente das esquerdas petistas, tendo por base um programa mínimo consensual, é o desfecho natural da política democratizante, avessa à concepção leninista do partido, que para ser construído como estado-maior dos explorados depende de se constituir em torno da estratégia da ditadura proletária.
O POR se distingue por ter elaborado uma crítica programática à estratégia do reformismo petista e a inconsequência do centrismo democratizante das esquerdas. Com esta arma lutou em defesa da constituição de uma fração no interior do PT por um partido marxista. É com este capital que rompeu com o PT no momento mais preciso de sua integração ao Estado burguês e de ofensiva da direita petista para estrangular as correntes opositoras. Podemos assinalar que qualquer novo intento de se construir um partido sem que se parta desta experiência e das formulações em defesa da estratégia revolucionária (governo operário camponês e ditadura proletária) não poderá dar lugar a um programa da revolução socialista.

  1. O CARÁTER DA REVOLUÇÃO NO BRASIL
Nas resoluções político-programáticas, do I e II Congressos, o POR caracteriza o Brasil como um país capitalista semicolonial e de economia atrasada. Desde a sua origem história como colônia esteve submetido às metrópoles, que o saquearam e condicionaram seu atraso. Dessa forma, seu desenvolvimento econômico ocorreu sob o controle externo e sob a forma da opressão colonial e imperialista. As massas sempre estiveram esmagadas pela brutal exploração do trabalho. A burguesia nacional e o Estado que se formaram jamais jogaram um papel de independência frente aos opressores imperialistas. Por mais que se tenha despontado no passado tendências nacionalistas, o setor estatizante da burguesia não pôde desenvolver as forças produtivas nacionais em contraposição ao saque e ao manejo das metrópoles. A preservação das oligarquias regionais e da sua influência no poder do Estado reflete o atraso econômico e a caducidade histórica da burguesia nacional.
O capitalismo imposto de fora não pôde solucionar os grandes problemas nacionais, para alcançar os patamares econômicos dos países colonizadores. A estrutura latifundiária de origem colonial, por mais adaptação que tenha sofrido, se manteve como fator de atraso e trava das forças produtivas. Implantou-se em nosso extenso país aglomerados de alta industrialização, onde as relações pré-capitalistas agrárias continuam vigentes, como é o caso do Nordeste e Norte. O atraso pré-capitalista e o avançado capitalismo formam uma unidade contraditória desigual e combinada, à qual faz parte a imensa maioria empobrecida e faminta.
O POR considera que a solução do atraso econômico e a erradicação da miséria, bem como de toda forma de opressão social, não é possível no interior do capitalismo. A burguesia industrial e oligárquica não pôde se emancipar da burguesia imperialista, pôr fim ao saque internacional, e por esta razão histórica se tornou caduca, não podendo ser a classe que encarne o amplo desenvolvimento das forças produtivas. Ao contrário, está obrigada a seguir as decisões reacionárias do imperialismo.
A condição para libertar a economia das travas do capital financeiro e dos monopólios internacionais se concentra na independência nacional, na transformação da estrutura agrária arcaica (destruição dos latifúndios) e na erradicação da miséria da maioria. Tais tarefas próprias do país semicolonial serão cumpridas por meio da revolução. Cabe ao proletariado, unido à maioria nacional oprimida realizá-la. Eis por que não poderá se limitar ao conteúdo democrático, tendo de necessariamente combiná-lo com medidas socialistas de expropriação do grande capital.

  1. O FRACASSO DO NACIONALISMO E ESTALINISMO NO BRASIL
As tendências nacionalistas, se é verdade que puderam utilizar determinadas situações para preservar alguns interesses nacionais burgueses, não puderam resolver o atraso e livrar o país da opressão imperialista. Por essa razão, acabaram por ceder às metrópoles. Hoje, se mostram pró-imperialistas. A política de desestatização e completa abertura do mercado ao capital externo comandada por Collor é uma decorrência do fracasso do nacionalismo burguês.
O Partido Comunista Brasileiro (PCB), que propôs ser o partido do proletariado, devido a sua estalinização, acabou como apêndice do nacionalismo. A sua tese programática, logo na origem, se resumia na ideia de que haveria uma revolução democrático-burguesa, que colocaria fim à oligarquia latifundiária, emanciparia o Brasil do imperialismo e desenvolveria um capitalismo nacional. Caberia, portanto, ao proletariado apoiar a burguesia nacional progressista. Uma vez cumprida a revolução burguesa, o proletariado se formaria como classe independente capaz de fazer a revolução socialista. Toda a história do estalinismo (PCB) está marcada pelo apoio à burguesia. Não pode haver dúvida de que o PCB se degenerou sob a estratégia do governo burguês de união nacional.
O PT reformista, em seu nascimento, assumiu a indefinida estratégia de “governo dos trabalhadores”, influenciado por correntes de esquerda não-estalinistas. Mas logo a substitui pela fórmula de “governo democrático e popular”, que corresponde à velha estratégia estalinista de unidade nacional. A tática compatível é da aliança com os partidos da oposição burguesa, impropriamente considerados progressistas. Enquanto que suas teses programáticas apregoam um desenvolvimento econômico independente, prematuramente o reformismo se mostra pró-imperialista, sendo incapaz de reagir diante da ofensiva de recolonização do imperialista via desestatização. Não por outro motivo que no 1º Congresso condenou a via da revolução proletária.
O POR identificou nas teses do PT a ressureição da falida estratégia democrático-burguesa de desenvolvimento do capital nacional independente. Desde o nosso 1º Congresso (1989), partindo das leis do desenvolvimento capitalista mundial e das experiências da luta de classes, elaborou a tese de que no Brasil somente cabe a revolução social. Terá o conteúdo nacional porque resolverá tarefas pendentes do capitalismo atrasado e social porque expropriará o poder econômico dos capitalistas. Somente um partido que transforme a classe operária em dirigente da maioria explorada e que tenha por conteúdo o internacionalismo proletário poderá executar tal objetivo. A derrubada da burguesia do poder do Estado e o consequente rompimento com a opressão imperialista pela maioria nacional oprimida, sob a direção do proletariado, é a condição para realizar as tarefas pendentes do capitalismo atrasado e a transformação socialista do país. O conteúdo econômico e social desta tarefa é dado pelo caráter da revolução proletária, pela destruição do Estado capitalista e edificação do Estado operário.

  1. O GOVERNO OPERÁRIO E CAMPONÊS
O objetivo programático do partido revolucionário é levar a maioria oprimida a conquistar o poder do Estado e instalar o governo operário e camponês. Tal governo expressa uma aliança de classe, a dos operários e camponeses.
A unidade operária e camponesa se coloca devido ao caráter nacional e social da revolução. A derrocada da oligarquia latifundiária entrelaçada com o capital financeiro depende do campesinato empobrecido e sem-terra lutarem ao lado do proletariado para tomar o poder. Não poderá haver a expropriação do grande capital industrial, comercial e financeiro sem que a revolução exproprie os latifúndios.
A luta de classes no campo, que se desenvolve entre latifundiários e sem-terra, bem como dos latifundiários com posseiros e pequenos produtores, tem sua extensão na luta do proletariado e da classe média urbana proletarizada contra o grande capital.
As transformações que o país requer estão na razão direta da construção de um governo operário e camponês. Uma vez de posse do Estado, do armamento popular e da destruição do poder repressivo da burguesia, o proletariado, apoiado na imensa massa de trabalhadores agrícolas, poderá colocar um governo a serviço da expropriação da grande propriedade burguesa, do acesso aos camponeses pobres à terra, do planejamento econômico centralizado, da superação da miséria e emancipação do imperialismo.
A defesa do governo operário e camponês é uma necessidade imposta pela constituição das classes no país semicolonial, marcado pelo latifúndio e luta camponesa pela terra. As tarefas históricas burguesas de emancipação nacional e reforma agrária não serão resolvidas sem que o proletariado tome o poder, transforme a propriedade privada dos meios de produção em propriedade coletiva e inicie o processo de transformação socialista da base produtiva.

  1. ESTRATÉGICA HISTÓRICA DA DITADURA DO PROLETARIADO
O governo operário e camponês é a forma governamental da ditadura do proletariado, ou seja, do governo da maioria explorada contra a minoria exploradora. As chamadas esquerdas fogem da definição precisa do caráter revolucionário do governo, das tarefas colocadas e da tática da luta insurrecional. Em seu lugar, levantam as mais diferentes variantes de governo democratizantes, isto é, compatível com a democracia burguesa e, portanto, com o capitalismo.
A ala direitista do PT se define pelo governo democrático e popular. A sua ala esquerdista pelo “governo dos trabalhadores”. Ambos os casos se identificam por serem governos adaptados ao eleitoralismo. Os defensores do “governo dos trabalhadores” dão a entender que se trata de uma bandeira apropriada para uma situação não-revolucionária e que corresponde à possibilidade de um governo eleito, que cumpriria um papel progressivo. Desta forma, atribuem a ele um papel de transição para um outro tipo de governo, que aliás não dizem qual é.
Ao condicionarem a estratégia do poder a uma situação não revolucionária ou pré-revolucionária, de forma a enquadrar a ação das massas à eleição de um “governo dos trabalhadores”, deixam de trabalhar pela estruturação de uma fração do proletariado em torno da tarefa da revolução proletária e dissolvem a luta de classes no eleitoralismo. Ao anular a capacidade da ação direta, bloqueia-se a tendência dos trabalhadores de criarem seus organismos de poder. Com o argumento de que não está colocada a tomada do poder, falseiam o problema da revolução, que é justamente o de desenvolver a independência de classe do proletariado em torno da estratégia da destruição do Estado capitalista. Se a vanguarda se submeter à diretriz democratizante, o proletariado jamais poderá sair da condição de classe oprimida para classe revolucionária. A revolução social destruirá a ditadura de classe da burguesia, que exerce o poder da minoria capitalista contra a maioria trabalhadora. Constituirá transitoriamente a ditadura proletária, que é a da maioria sobre a minoria, por meio dela a classe operária exercerá o poder da maioria explorada para expropriar o poder econômico e desenvolver novas relações de produção.

  1. O MÉTODO DA AÇÃO DIRETA
O proletariado se constituirá como classe capaz de pôr fim ao sistema de exploração do trabalho desenvolvendo o método da ação direta, da luta de massa. O objetivo do partido revolucionário é de unificar as forças do proletariado e da maioria nacional oprimida, transformando as lutas parciais instintivas em luta política contra o Estado capitalista.
O trabalho constante de unificação dos trabalhadores contra a burguesia corresponde à estratégia da revolução proletária. A tendência dos assalariados é se elevarem das lutas mais elementares (salário e emprego) para a luta anticapitalista. O partido revolucionário atua sempre no sentido de estabelecer a ligação entre as reivindicações vitais e as de caráter nacional e socialista. As mais diversas formas que assume a ação direta (greve, piquete, ocupação, resistência armada etc.) são trabalhadas em cada situação do desenvolvimento da luta de classes.
O POR não nega a possibilidade de utilização de métodos não próprios do proletariado, como é o caso da luta eleitoral e parlamentar. Entretanto, seguindo a tradição marxista-leninista, os aplica subordinados à ação direta. Não passam de meios auxiliares e secundários para se combater no próprio terreno que a burguesia impõe à luta de classes. Em todas as circunstâncias, a luta eleitoral e parlamentar objetiva desmascarar a democracia burguesa e revelar para as massas os limites desses meios auxiliares. Coloca-se para o partido o dever de explicar que a democracia formal burguesa é uma das formas do exercício da ditadura da burguesia.
Ao contrário dos reformistas e da esquerda centrista democratizante, o partido revolucionário não ilude os trabalhadores com a possibilidade de chegar ao poder do Estado por meio das eleições. Não engana com a possibilidade de resolver qualquer reivindicação nas quatro paredes do parlamento burguês.
Em certas condições, é necessário que a intervenção no processo eleitoral tenha por finalidade chamar as massas a se manifestarem com o voto nulo ou com o boicote. O ilusionismo e o exitismo eleitoreiro se constituem na negação da tarefa de organização independente do proletariado frente à política burguesa.
O partido marxista combate as ilusões democráticas criadas pela burguesia, que embrutecem a consciência dos oprimidos. Contrariamente, a luta coletiva e frontal contra os exploradores permite a evolução da consciência e da organização revolucionária de massa.

  1. DEMOCRACIA OPERÁRIA
Por intermédio da ação direta e da organização independente, as massas desenvolvem a democracia proletária. A sua essência consiste na soberania das decisões coletivas e revogabilidade do mandato das direções.
O partido operário prima por fortalecer as assembléias, as comissões de fábrica, os comitês de greve, os sindicatos, a Central sindical e toda forma de organização massiva. Através deles, os assalariados exercem o poder de decisão da maioria e potencializa a luta de classes.
O motor da história são as massas exploradas. Cabe ao partido auxiliá-las na tarefa de sua organização e implantação de sua democracia direta, distinta da democracia formal burguesa, instrumento dos exploradores.
A prática da ação direta e a construção dos organismos coletivos possibilitam aos trabalhadores exercerem a força social, enraizada nas relações produção, contra a burguesia. A democracia operária assegura o controle das massas sobre seus próprios organismos e sobre suas direções. A burocracia sindical e os reformistas são avessos ao poder coletivo, portanto, adversários da democracia proletária.

  1. O POR – PARTIDO MARXISTA-LENINISTA-TROTSKISTA
Corresponde à estratégia da revolução e ditadura proletárias a natureza leninista do partido. O POR trabalha por se transformar em um partido de quadros, que dominam a ciência marxista. Isto é, que elaboram no interior da luta o programa de destruição da sociedade de classe.
A sua estrutura se baseia na organização celular e nos fundamentos do centralismo democrático. As células são organismos construídos no seio das massas. A formação de redes celulares fabris e por locais de trabalho ocuparam um lugar de destaque, uma vez que se trata do partido proletário.
É nas células que começa a elaboração coletiva do partido. Toda militância elabora as ideias e as pratica. A unidade entre a teoria revolucionária e a prática é realizada pela intervenção das células na luta de classes.
Faz parte da organização celular, o regime de funcionamento do centralismo democrático. Há total liberdade de divergência e discussão no interior dos organismos do partido. A solução das discrepâncias se dá pelo voto. Uma vez decidida a linha majoritária, todo o partido a pratica e assegura a unidade de ação. Através da crítica e autocrítica, o partido corrige seus erros e aperfeiçoa os seus acertos.
A direção é eleita no congresso. Assegura-se a participação da minoria divergente e o direito da tendência ou fração estar representada na direção.
É com esta forma organizada que o partido marxista pode se transformar na direção das massas exploradas, constituindo-se no estado-maior da revolução proletária. O partido reformista e eleitoreiro, ao contrário, não necessita das células como organismos em que se forjam a teoria revolucionária e as direções práticas, voltadas a acabar com o regime de exploração do trabalho.
A estrutura do partido revolucionário corresponde ao programa. Não se pode constituir uma organização revolucionária que não seja de militantes que dedicam a vida a elaborar as posições do proletariado, a atuar na luta de classes e a organizar o combate.
A burguesia só atura os partidos da democracia burguesa. O partido que trabalha no seio das massas para que estas transformem sua ação instintiva em programa conspira contra o poder da burguesia, por isso é reprimido. Para se defender e se implantar no proletariado, a militância deve combinar o trabalho legal e ilegal. Todo militante deve ingressar numa célula, dominar o programa e garantir o autofinanciamento do partido.

  1. O INTERNACIONALISMO PROLETÁRIO
O POR se baseia no postulado marxista-leninista-trotskista da revolução socialista mundial. O capitalismo só poderá dar lugar ao modo de produção superior comunista se for destruído internacionalmente. A tese estalinista de “socialismo em um só país” demonstrou ser contrarrevolucionária, favorecendo a restauração capitalista nas economias já estatizadas.
O marxismo concebe que a revolução começa nas fronteiras nacionais de um determinado pais e se projeta em nível internacional. Por isso, afirma que a revolução por sua forma é nacional, e por seu conteúdo é internacional.
A sobrevivência do poder operário depende do desenvolvimento da revolução em outros países, de forma que se golpeie o poder da burguesia imperialista de sufocar econômica, política e militarmente a conquista.
Essa conclusão, com a sua demonstração histórica na Rússia, no Leste Europeu e na China, expõe a necessidade de construção dos partidos revolucionários em toda a parte e edificação de uma Internacional. O estalinismo destruiu a III Internacional, logo depois da social-democracia ter destruído a II Internacional. Em ambos os casos, houve capitulação perante a burguesia imperialista. O imperialismo faz a campanha de que com a derrota da União Soviética triunfou a democracia do mundo capitalista contra a ditadura comunista.
O internacionalismo imperialista, na ausência do partido revolucionário e em presença da bancarrota do estalinismo, aproveita para confundir a falência da ditadura estalinista com o comunismo, ainda não alcançado. O comunismo é o modo de produção coletivo e só pode ser mundial, como mundial é o modo de produção capitalista. O internacionalismo proletário tem como base material a necessidade de destruição geral do sistema econômico capitalista, para se alcançar definitivamente a sociedade sem classes. Os reformistas e centristas democratizantes capitulam perante a ideologia imperialista ao se contraporem à estratégia da revolução proletária e ao se adaptarem à democracia burguesa.
A Internacional que será criada, mais cedo ou mais tarde, reatará o elo histórico da revolução mundial, rompido pelo processo de restauração capitalista. A Internacional tem suas bases programáticas asseguradas pelo Programa de Transição, deixado por León Trotsky.
O fato de Trotsky ter combatido a fundo o estalinismo contrarrevolucionário e lutado pela construção da IV Internacional – comprovadamente necessária para se evitar a derrocada da revolução russa – deixou como legado para o movimento internacional a continuidade do marxismo-leninismo.
O POR tem o Programa de Transição como uma ferramenta para a construção do partido operário revolucionário no Brasil. O programa da IV Internacional sintetiza os documentos dos Quatro Primeiros Congressos da III Internacional.

  1. CONSTRUIR O COMITÊ DE ENLACE NA PERSPECTIVA DA IV INTERNACIONAL
O POR se identificou, logo na sua origem, com os fundamentos programáticos e a longa experiência do partido Operário Revolucionário da Bolívia, um partido que soube atravessar o período mais adverso para o trotskismo. O POR se constitui numa reserva programática fundamental para a reconstrução da IV Internacional, diferentemente das mais diversas variantes do revisionismo do trotskismo.
Juntamente com o POR boliviano e o Comitê construtor pelo Partido Operário Revolucionário da Argentina, constituímos o Comitê de Enlace Internacional, cujo objetivo é fortalecer o avanço da revolução na Bolívia e acelerar o processo de formação dos partidos revolucionários no Brasil e Argentina, como ponto de apoio para se desenvolver a revolução internacional.
Em sua resolução de fundação, o Comitê de Enlace expõe o objetivo da estratégia da revolução e ditadura proletárias. Coloca que o capitalismo se esgotou e está maduro para a sua transformação em socialista. Porém, o fundamental está na crise histórica de direção. A tarefa central é de constituição do partido-programa.
Em seus documentos, rejeita a caricatura revisionista da chamada Internacional dos Trabalhadores, resultante dos grupos mais diversos, que nada têm a ver com o Programa de Transição.
O Comitê de Enlace tem se constituído, embora ainda embrionário, numa trincheira programática de defesa das bases da Revolução Russa, da revolução política que reconduza o proletariado ao poder do Estado e contra a restauração capitalista da Perestroika.
Nesse mesmo sentido, tem se posicionado frente aos grandes acontecimentos da luta de classes internacional, como a guerra no Golfo Pérsico e a ofensiva recolonizadora do imperialismo em todo o mundo.
O POR considera que o fortalecimento do Comitê de Enlace é o caminho para avançar o internacionalismo proletário. O que quer dizer potencializar o POR boliviano como dirigente da revolução em seu pais e impulsionar a nossa construção. O cumprimento desta tarefa permitirá que se forme em outros países a vanguarda internacionalista e se criem as condições da reconstrução da IV Internacional.

  1. MILITE NO POR
Essas posições que acabamos de apresentar são conquistas programáticas básicas para a construção do Partido Operário Revolucionário no Brasil. Na verdade, é apenas a ferramenta inicial para intervir na luta de classes, formar nossos quadros e avançar na elaboração do programa proletário.
A condição para se ingressar no POR é a de concordar com as bases programáticas já conquistadas, se organizar numa célula e intervir numa frente de trabalho, objetivando desenvolver a luta dos trabalhadores e construir o partido revolucionário.
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2020.06.15 22:34 Vl4dimirPudim Fiz uma história por trás da lives com se o Reddit fossem país e as lives um grande evento, dá um bizu aí desculpa pela ma qualidade

Pudinisland é um grande arquipélago paradisíaco de bioma tropical, que aloja 3 grandes principados [United State of Renatinho, United Gnomish Kingdom e Rússia 2].
USR é um estado livre tendo seu príncipe regente André e o primeiro ministro teemo, Ele é situado no Nordeste da ilha principal, muito conhecido pelas praias de surfistas e pelo grande evento de BarryTown. Falando de BarryTown, a maior cidade do arquipélago e capital do USR com quase milhão de habitante #cazum1Milhão, essa cidade se resume a grandes imprensas de coxinhas, pudim e pizzas, Escritórios, Igrejas devotas a KLEBÃO, praia, meninas de anime e muitos bares, tendo o maior centro financeiro do arquipélago, a noite na cidade é bem agitada, sendo basicamente uma cidade 24/7, arranha-céus luminosos, muitas luzes, aí meu deus estou cego, é assim que BarryTown Funciona, porém há festival que é capaz de reunir quase todo mundo, o chamado LIVE festival, celebrando a paz com o Império Gnomistico, onde o próprio príncipe é a atração, todos se reúnem no estádio de eventos chamado Twich, onde as vezes rola um tráfico de doginho, mais é bem animado, e é ao vivo, é só ir lá, é sempre uma locura. Os grandes prédios residenciais são bens comuns afinal são muitas pessoas, tanta tecnologia faz BarryTown ser uma cidade digna de cyberpunk 2077, em suprasumo bela, caótica, cidade luminosa. Outras cidades menores se destacam como Pepinopolis, Teemo city e GodenoTown.
RÚSSIA 2, um país peculiar que é gonvernado pelo Vladimir Pudim [eu mesmos] e também é o maior principado do arquipélago, basicamente agrega toda comunidade eslava de toda a Ilha, como: bebedores de vodka, jogadores de tarkov, o Próprio Nikita criador do tarkov, ex membros da KGB e a galera que escuta hardbass, a antiga capital TARKOV foi citiada e vive até hoje como zona de guerra intensa, a capital atual é Moscow 2, não tem muita coisa interessantes na cidade além do kremilen, mais as vezes todo mundo começa a dança o Hino da União soviética do nada, o meio de transporte mais usado é URSO, e é o país que mais exportar doguinho do arquipélago, muitas pessoas nasceram nesse Belo principado mais a maioria sai do país, fazendo com que eslavo seja a maioria étnica na Ilha. O país é preocupado de mais com questões internas pra ter um inimigo, então ele é aliado de todos os lados, é o principado com mais ogivas nucleares de todos, também é o único a ter ogivas nucleares, possui o maior exército do arquipélago.
UGK é o país dos gnomos, se localiza na região Sul da ilha, onde todos se chamam gnomo, o principado é uma monarquia constitucional onde o príncipe regente é GNOMO, mas quem gonverna é um conselho de gnomos, a capital é Pc do André, a economia do país se resume venda de energia aos principados vizinhos, e imprensa de coxinha ( os gnomos são os principais consumidores de coxinha do Mundo ) e lojas de salto alto. Apesar de muito gostarem da peculiar cutura gnomistica, eles vêm de um passado ruim, fazendo com que os gnomos sejas um pouco autoritários e meios xenofobicos, mas em geral eles estão se esforçando pra viverem em paz com os outros reinos, é um belo país, as praias são mais calmas, e a beleza natural é única, sua capital hoje avança rápido após o pacto de ajuda e não agressão assido por todos os estados. Eles podem ser meio extremista e há muitos ataques não oficiais, principalmente em BarryTown, e muitos odeiam os Barryanos.
Hoje o arquipélago vive passifico ( tirando tarkov ), os princípados possuem tratados de paz, a prosperidade reina em ambos os reinos, e até há uma proposta de uma unificação, mas ainda não muita aceita, porém nem sempre foi assim...
A mais ou menos 37 anos atrás, ocorreu a primeira guerra Gnomistica do arquipélago, onde hove um ataque a um avião comercial vindo de UGK para USR com escala em RÚSSIA 2, o avião tinha a população de ambos os países [ Ricardo milos, Vladimir Putin Fake e gnomos], todos morreram (F). O fato de ninguém saber Quem disparou os mísseis desencadeou muitos desentendimentos entre os princípados, ocasionado um grande ataque Gnomistico, que matou o Líder das Nações Unidas Renatinho (F), Renatinho era muito querido por ambos os princípados, isso faz USR pagar em armas e retalhar o estado dos gnomos, os gnomos eram meio aliados da RÚSSIA 2, porém a RÚSSIA 2 tinha interesse regiões e acaba declarando guerra aos dois estados. Meses de Guerra intenção fez com que a capital TARKOV fosse destruída, Moscow 2 virou a nova capital e Rússia 2 faz aliança com USR, essa aliança faz com que que o Reino Gnomistico fique em ruínas, perdendo a Batalha, não houve vencedores pois todos perderam (F pelos mortos). Um general chamado Vladimir Pudim que lutará na guerra, foi convocado a ser o chefe da nação de RÚSSIA 2 após a morte do antigo Gonvernador, e o foi imposto um consenso no Reino Gnomisticos, assim estabelecendo a paz no arquipélago que perdura até hoje.
Obrigado por ler.
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2020.05.28 18:59 nsagaydo A Sara Winter me incomoda profundamente

Senta lá que vem textão. Não se preocupe, vai ter TL;DR no fim
Nasci na Rússia e imigrei para o Brasil há mais de 10 anos atrás. Acompanho de perto o contexto político tanto do Brasil como da Rússia, porque ambos são importantes pra mim.
Na Rússia a mídia é fortemente controlada pelo Estado e amplamente censurada. Mas há canais de mídia independentes privados, que também possuem seus interesses próprios, e você precisa de uma boa compreensão do contexto pra filtrar as informações que você recebe.
O governo do Putin também usa, financia, treina e exporta as chamadas “fábricas de trolls”, grupos de pessoas que criam bots e disseminam propaganda para certas causas. As redes sociais também são constantemente vigiadas, e o que você posta nelas pode ser usado como um agravante contra você no caso de uma acusação criminal, por exemplo.
Em 2012 houve uma ruptura entre o governo da Rússia e o governo ucraniano, provocada por um contexto político extremamente complexo. Questões de política internacional mesmo, quando não há um motivo único. Basta dizer que a questão ainda não foi 100% resolvida e vive tendo conflito na fronteira, e há territórios disputados até hoje.
Após 2012 o sistema político da Ucrânia ficou fragilizado. Grupos com viés nacionalista, que existiam desde a subida so Putin ao poder e a crescente concentração de comando, além de constante estado de ruptura entre a Rússia e a União Europeia fez com que esses grupos nacionalista (ex: o Femen) se posicionassem como pró EU, usando atos públicos “chocantes” para atrair a atenção da imprensa internacional para os excessos do governo russo e do governo pró-russo ucraniano. Após uma tentativa de revolução frustrada em 2004 alguns líderes políticos do movimento separatista e anti-Rússia foram presos, e outros foram morar no exterior. Os que ficaram, foram se radicalizando e disseminando a frustração do povo ucraniano contra o governo do Putin, que não colaborou também escalando o controle que ele mantinha na política do pais. Os protestos de internet viraram protestos de rua, no início similares ao que houve no Brasil em 2016. Os protestos pacíficos irritaram o governo, que agiu com violência que escalou cada vez mais, desabrochando um conflito civil na capital da Ucrânia.
Sentindo a instabilidade da situação, o então presidente da Ucrânia pediu asilo ao governo russo e foi extraído do país. O povo tomou o poder. O sentimento anti-russo escalou vertiginosamente, alimentado pelo fato de que o Putin passou a enviar tropas de paramilitares para ajudar na separação de territórios que possuíam maioria étnicas russa, cuja população, com medo da incerteza de uma revolução política que com certeza não era favorável a eles apoiou a anexação dos territórios. O povo ucraniano, em sua maioria, ficou horrorizado (com razão) e tomou cada vez mais o lado dos extremistas nacionalistas.
O vácuo no poder permitiu a entrada dos oportunistas e também dos líderes mais radicalizados do movimento revolucionário. Gente que não só odiava a Rússia do Putin como russos em geral, e passou a fazer revisionismo histórico que hoje iguala o nazismo ao socialismo e exalta “heróis” que na época da segunda guerra mundial se aliaram ao exército do Hitler para se opor ao Stalin.
A figura da Sara Winter no Brasil, uma pessoa treinada pelos mesmos movimentos radicais ultra nacionalistas ucranianos, vem ganhando destaque desde a subida do Bolso no poder e da nomeação da Damares. A defesa da ideia da “ucranização” do Brasil, bem como a formação de uma rede de bots de fake news, as carreatas e, principalmente, os acampamentos em Brasília com gente portando armas me preocupa.
O que a Ucrânia tá passando hoje é preocupante, e consigo ver sementes do que se passou lá sendo plantadas aqui. Claro que nem tudo pode ser similar, afinal o Brasil é um país muito diferente da Rússia ou da Ucrânia em praticamente todos os aspectos. Mas espero que possamos tomar cuidado com pessoas como a Sara Winter, o que ela representa e as táticas políticas que ela implementa para chegar em seus objetivos.
TL;DR: a Sara Winter está alimentando movimentos ultra nacionalistas no Brasil, similar ao que aconteceu na Ucrânia, onde ela foi treinada.
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2020.05.22 11:52 diplohora Brasil-Russia, relaçoes diplomaticas

Brasil-Russia, relaçoes diplomaticas

https://preview.redd.it/ns317klhga051.jpg?width=640&format=pjpg&auto=webp&s=923d222efc510310957faaf3e018cb8a1a140679
A cronologia das relações bilaterais entre Brasil🇧🇷 e Rússia🇷🇺 remonta às primeiras décadas do século XIX. O Império do Brasil e o Império Russo estabeleceram relações diplomáticas em 1828🤝. Celebram-se em 2018, portanto, os 190 anos do estabelecimento das relações diplomáticas bilaterais entre os dois países. Ao longo desse período, as relações foram interrompidas🙅🏼‍♀️ em 2️⃣ ocasiões. . ✂️Em 1917, as relações diplomáticas bilaterais foram rompidas em decorrência do não reconhecimento brasileiro do governo de Vladimir Lênin, implantado após a Revolução Russa. Em 1918, o encarregado de negócios brasileiro em Petrogrado (atual São Petersburgo, capital russa até 1918) deixou a Rússia🇷🇺, e os interesses brasileiros no país ficaram a cargo da legação da Noruega🇳🇴. . 📃As relações bilaterais foram restabelecidas apenas em 1945, após o encerramento da II Guerra Mundial, quando o Brasil🇧🇷 e a União Soviética reataram seus laços diplomáticos✌🏼. . 📄Em 1947, o Brasil🇧🇷 realizou nova ruptura👎🏽 das relações diplomáticas com a União Soviética. As relações bilaterais seriam restabelecidas🕊 em 1961, durante o governo do presidente João Goulart, no contexto da chamada “Política Externa Independente”🗺. . #cursoCACD #CACD #politicainternacional #PI #diplomacia #politicaexterna #IRBr #relacoesinternacionais #diplomata #Cespe #atualidades #BrasilRússia #Rússia #relaçõesdiplomáticas #políticaexternabrasileira #históriadoBrasil
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2020.04.24 18:19 HairlessButtcrack Cronologia do Covid-19

Boas malta fiz uma cronologia dos eventos nos estados unidos para entender como é que eles estiveram e quis comparar com a nossa. Decidi postar depois de ver este e este posts.
As conclusões não são boas, os media (americanos) dizem mal da inação do Trump mas nós tivemos uma sorte do Carvalho. Se em movimento de pessoas fossemos iguais a outros países os números eram muito piores, que se formos a olhar bem proporcionalmente em casos estamos ao nível dos estados unidos (mas com metade das mortes). A nossa primeira ação foi a meio de março.
(A minha cronologia certamente que não está completa e estou aberto a adicionar ou retirar coisas dadas fontes, Grande parte veio da Lusa/CM/JN outras coisas vieram da cronologia que fiz dos EUA)
Cronologia:
31 de dezembro de 2019 Organização Mundial de Saúde (OMS) revela haver mais de duas dezenas de casos de pneumonia de origem desconhecida detetados na cidade chinesa de Wuhan, província de Hubei.
1 de janeiro de 2020 É encerrado o mercado de peixe e carne de Wuhan que se pensa estar na origem da contaminação, dado que os doentes tinham todos ligação ao local.
4 de janeiro São 44 os casos de doentes com uma pneumonia de origem desconhecida reportados pelas autoridades chinesas.
5 de janeiro A OMS relatou uma "pneumonia de causa desconhecida" em Wuhan, China. A OMS desaconselhou restrições de viagem ou comércio na época.
8 de janeiro O CDC (EUA) emitiu o primeiro alerta público sobre o coronavírus.
9 de janeiro A OMS emitiu uma declaração nomeando a doença como um novo coronavírus em Wuhan. A China publicou os dados genéticos do novo coronavírus.
10 de janeiro É registado o primeiro morto, um homem de 61 anos, frequentador do mercado de Wuhan. Oficialmente há 41 pessoas infetadas na China. As autoridades chinesas identificam o agente causador das pneumonias como um tipo novo de coronavírus, que foi isolado em sete doentes.
13 de janeiro Primeiro caso confirmado fora da China, na Tailândia.
14 de janeiro A OMS disse que não encontrou provas de transmissão de pessoa para pessoa. https://twitter.com/WHO/status/1217043229427761152 https://nypost.com/2020/03/20/who-haunted-by-old-tweet-saying-china-found-no-human-transmission-of-coronavirus/
O chefe da Comissão Nacional de Saúde da China, Ma Xiaowei, forneceu confidencialmente uma avaliação “sombria” da situação para as principais autoridades de saúde chinesas. O memorando relacionado afirmava que "a transmissão de humano para humano é possível". Uma investigação da AP News indicou que a denúncia de um caso na Tailândia levou à reunião, bem como o risco de se espalhar com o aumento das viagens durante o Ano Novo Chinês e várias considerações políticas. No entanto, o público chinês não é avisado até 20 de janeiro.
15 de janeiro Primeiro caso reportado no Japão do novo coronavírus, entretanto designado como 2019-nCoV. Primeira declaração das autoridades portuguesas sobre o novo coronavírus. A diretora-geral da Saúde estima, com base nas informações provenientes da China, que o surto estará contido e que uma eventual propagação em massa não é "uma hipótese no momento a ser equacionada".
20 de janeiro Autoridades confirmam que há transmissão entre seres humanos. (CM reporta isto mas não consigo confirmar em mais fonte nenhuma, a OMS só confirmou a 23 de Janeiro)
O secretário geral do Partido Comunista Chinês, Xi Jinping, e o primeiro-ministro do Conselho de Estado, Li Keqiang, emitem o primeiro aviso público sobre o coronavírus aos cidadãos chineses. Uma investigação da AP News alegou que, de 14 a 20 de janeiro, as autoridades chinesas tomaram medidas confidenciais para mobilizar sua resposta à pandemia, mas não alertaram o público. Alertar o público seis dias antes podia ter evitado "o colapso do sistema médico de Wuhan", segundo um epidemiologista.
21 de janeiro Primeiro caso nos Estados Unidos, num doente em Washington regressado de Wuhan.
22 de janeiro Macau confirma o primeiro caso da doença, numa altura em que há mais de 440 infetados. Começa o isolamento da cidade de Wuhan ao mundo. Autoridades de saúde chinesas cancelam voos e saída de comboios. Portugal anuncia que acionou os dispositivos de saúde pública e tem três hospitais em alerta: São João (Porto), Curry Cabral e Estefânia (ambos Lisboa).
23 de janeiro OMS reúne comité de emergência na Suíça para avaliar se o surto constitui uma emergência de saúde pública internacional. Decide não a decretar. Autoridades chinesas proíbem entradas e saídas numa segunda cidade, Huanggan, a 70 km de Wuhan. As duas cidades têm em conjunto mais de 18 milhões de habitantes. Alguns aeroportos no mundo, como no Dubai, nos Estados Unidos e nalguns países africanos, começam a tomar precauções para lidar com o fluxo de turistas chineses que tiram férias no Ano Novo Lunar, que coincide com o surto.
24 de janeiro Confirmados em França os primeiros dois casos na Europa, ambos importados.
25 de janeiro Pequim suspende as viagens organizadas na China e ao estrangeiro. Austrália anuncia primeiro caso. Hong Kong declara estado de emergência. Primeiro caso suspeito em Portugal, mas as análises revelam que é negativo.
27 de janeiro O Centro Europeu de Controlo das Doenças pede aos estados-membros da União Europeia que adotem "medidas rigorosas e oportunas" para controlo do novo coronavírus.
28 de janeiro Mecanismo Europeu de Proteção Civil é ativado, a pedido de França, para repatriamento dos franceses em Wuhan. Confirmados dois casos, um na Alemanha e outro no Japão, de doentes que não estiveram na China, tendo sido infetados nos seus países por pessoas provenientes de Wuhan.
29 de janeiro Pelo menos 17 portugueses pedem para sair da China, quase todos na região de Wuhan. Finlândia confirma primeiro caso. Rússia encerra fronteira terrestre com a China. Estudo genético confirma que o novo coronavírus terá sido transmitido aos humanos através de um animal selvagem, ainda desconhecido, que foi infetado por morcegos.
30 de janeiro OMS declara surto como caso de emergência de saúde pública internacional, mas opõe-se a restrições de viagens e trocas comerciais.
31 de janeiro Estados Unidos decidem proibir a entrada de estrangeiros que tenham estado na China nos últimos 14 dias e impor quarentena a viajantes de qualquer nacionalidade provenientes da província de Hubei. Ministério da Saúde de Portugal anuncia que vai disponibilizar instalações onde os portugueses provenientes de Wuhan possam ficar em isolamento voluntário.
1 de fevereiro Austrália proíbe entrada no país a não residentes vindos da China.
2 de fevereiro Os 18 portugueses e as duas brasileiras retirados da cidade de Wuhan chegam a Lisboa e ficam em isolamento voluntário por 14 dias. Filipinas anunciam o primeiro caso mortal no país. É a primeira morte fora da China.
3 de fevereiro OMS anuncia que está a trabalhar com a Google para travar informações falsas sobre o novo coronavírus. O chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou que não havia necessidade de medidas que "interferissem desnecessariamente com viagens e comércio internacionais" para parar o coronavírus. Elogiou a resposta chinesa e referiu que a propagação do vírus é "mínima e lenta".
11 de fevereiro OMS decide dar oficialmente o nome de Covid-19 à infeção provocada pelo novo coronavírus.
13 de fevereiro Autoridades chinesas mudam a forma de contabilizar e assumir casos de infeção. Passam a contar não apenas os casos com confirmação laboratorial, mas também os que têm confirmação clínica apoiada por exames radiológicos.
14 de fevereiro Segunda morte confirmada fora da China, no Japão.
15 de fevereiro Um turista chinês de 80 anos morre em França. É a primeira morte registada na Europa - o primeiro europeu a morrer no seu continente acontece a 26 de fevereiro.
16 de fevereiro Terceira morte confirmada fora da China, num turista chinês que visitava França.
19 de fevereiro Dois primeiros casos revelados no Irão. No mesmo dia é anunciado que os dois morreram devido ao Covid-19.
20 de fevereiro Autoridades chinesas voltam a alterar a metodologia da contagem de infetados, uma decisão que se reflete numa descida acentuada no número de novos casos. Coreia do Sul regista a primeira morte. Suíça adia uma cimeira internacional sobre saúde devido à epidemia, na qual estaria presente o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) e ministros da Saúde.
21 de fevereiro Autoridades chinesas anunciam que surto está "sob controlo". Itália regista primeira vítima mortal, um italiano de 78 anos.
22 de fevereiro Irão fecha escolas, universidades e centros educativos em duas cidades. País confirma mais de 40 casos de infeção e oito mortes.
23 de fevereiro Autoridade japonesas confirmam que um português, Adriano Maranhão, canalizador no navio Diamond Princess, atracado no porto de Yokohama, deu teste positivo ao vírus da infeção Covid-19. Presidente da China, Xi Jiping, admite que o surto é a mais grave emergência de saúde no país desde a fundação do regime comunista, em 1949. Autoridades italianas ordenam suspensão dos festejos do Carnaval de Veneza. Fundo Monetário Internacional (FMI) considera que epidemia coloca em risco a recuperação económica mundial e manifesta disponibilidade para ajudar financeiramente os países mais pobres e vulneráveis.
24 de fevereiro Comissão Europeia anuncia mobilização de 230 milhões de euros para apoiar a luta global contra o Covid-19. Diretor-geral da OMS avisa que o mundo tem de se preparar para uma "eventual pandemia", considerando "muito preocupante" o "aumento repentino" de casos em Itália, Coreia do Sul e Irão.
25 de fevereiro O português infetado a bordo de um navio de cruzeiros atracado no Japão é enviado para um hospital de referência local. O especialista que liderou a equipa da OMS enviada à China afirma que o mundo "simplesmente não está pronto" para enfrentar a epidemia.
26 de fevereiro Primeiro caso de contágio na América do Sul. É no Brasil, um homem de 61 anos, de São Paulo, regressado do norte de Itália. Vários países confirmam igualmente os primeiros casos: Grécia, Finlândia, Macedónia do Norte, Geórgia e Paquistão. OMS revela que o número de novos casos diários confirmados no resto do mundo ultrapassou pela primeira vez os registados na China.
27 de fevereiro Arábia Saudita suspende temporariamente a entrada de peregrinos que visitam a mesquita do profeta Maomé e os lugares sagrados do Islão em Meca e Medina, bem como turistas de países afetados pelo coronavírus. Segundo português hospitalizado no Japão "por indícios relacionados" com o Covid-19, também tripulante do navio de cruzeiros Diamond Princess. A DGS divulga orientações às empresas, aconselhando-as a definir planos de contingência para casos suspeitos entre os trabalhadores que contemplem zonas de isolamento e regras específicas de higiene, e para portos e viajantes via marítima, que define que qualquer caso suspeito validado deve ser isolado e que apenas um elemento da tripulação deve contactar com o passageiro.
28 de fevereiro Primeiro caso confirmado na África subsariana, na Nigéria, depois de terem sido identificadas infeções no norte do continente, no Egito e na Argélia. Suíça proíbe pelo menos até 15 de março qualquer evento público ou privado que reúna mais de mil pessoas. Comissão Europeia solicita aos Estados-membros da UE que avaliem os impactos económicos do novo coronavírus. OMS aumenta para "muito elevado" o nível de ameaça do novo coronavírus. Responsáveis da Feira Internacional de Turismo de Berlim anunciam a suspensão do evento, considerado o maior do mundo, que se deveria realizar entre 4 e 8 de março. Governo português reforça em 20% o stock de medicamentos em todos os hospitais do país, além de estar a preparar um eventual reforço de recursos humanos.
29 de fevereiro Governo francês anuncia cancelamento de "todas as concentrações com mais de 5.000 pessoas" em espaços fechados e alguns eventos no exterior, como a meia-maratona de Paris. Primeira vítima mortal nos Estados Unidos da América.
1 de março Governo das Astúrias confirma primeiro caso de infeção pelo novo coronavírus na região espanhola, o escritor chileno Luis Sepúlveda, que esteve recentemente na Póvoa de Varzim, em Portugal. Macau com perdas históricas nas receitas do jogo em fevereiro, menos 87,8% em relação a igual período de 2019, num mês em que os casinos fecharam por 15 dias devido ao surto de Covid-19. Adriano Maranhão, primeiro português infetado no Japão, tem alta hospitalar.
2 de março Confirmados dois primeiros casos em Portugal Funcionários públicos em teletrabalho ou isolamento profilático sem perda de salário em Portugal, segundo um despacho do Governo. Governo português divulga um despacho a ordenar aos serviços públicos que elaborarem planos de contingência para o surto de Covid-19.
3 de março Primeira morte em Espanha. Itália confirma 79 mortes. Número de infetados em Portugal sobe para quatro. Mais de três mil mortos e de 91 mil infetados em todos os continentes, segundo dados da OMS. Os países mais afetados são China, Coreia do Sul, Irão e Itália. Hospitais São João e Santo António, no Porto, esgotaram capacidade de resposta a casos suspeitos, novas unidades são ativadas Comissão Nacional de Proteção Civil passa a funcionar em permanência, para fazer face ao novo coronavírus. Governo português dá cinco dias às empresas públicas para elaborarem planos de contingência. Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed), que gere a política monetária do país, corta em 50 pontos base as taxas de juro, devido ao novo coronavírus. O presidente da Fed, Jerome Powell, considera inevitável que os efeitos do surto alastrem às economias mundiais e alterem o seu normal funcionamento "durante algum tempo". FMI e Banco Mundial anunciam que reuniões de abril, que se realizam anualmente em Washington, vão ser feitas à distância, em "formato virtual".
4 de março Itália, o país europeu mais afetado, fecha todas as escolas e universidades. Tinha então 3,089 infetados e 107 mortos. Número de infetados em Portugal sobre para seis. Em todo o mundo, há registo de mais de 3.100 mortos e de 93.100 infetados em 77 países de cinco continentes. Mais de 290 milhões de jovens sem aulas em todo o mundo, segundo a UNESCO. Os trabalhadores em quarentena em Portugal por determinação de autoridade de saúde vão receber integralmente o rendimento nos primeiros 14 dias, diz despacho do Diário da República. O primeiro-ministro português anuncia linha de crédito para apoio de tesouraria a empresas afetadas pelo impacto económico do surto do novo coronavírus, caso seja necessário, no valor inicial de 100 milhões de euros. Banco Mundial anuncia 12.000 milhões de dólares (cerca de 10.786 milhões de euros) para ajudar os países que enfrentam impactos económicos e de saúde. O setor dos serviços contraiu pela primeira vez na China desde que há registos. FMI diz que crescimento mundial será inferior em 2020 ao de 2019 devido ao impacto da epidemia do novo coronavírus, mas que é "difícil prever quanto". Surto diminuiu exportações mundiais em 50 mil milhões de dólares em fevereiro, segundo uma análise publicada pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento. A Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, no Porto, suspende aulas por ter havido contactos com o quinto infetado.
5 de março Portugal com nove casos de infeção. O número de pessoas infetadas em todo o mundo aumenta para 97.510, das quais 3.346 morreram, em 85 países e territórios. A China é o país mais afetado (80.409 casos e 3.012 mortes); seguido pela Coreia do Sul (6.088 casos, 35 mortes), Itália (3.858 casos, 148 mortes) e Irão (3.513 casos, 107 mortes). Bolsa de Turismo de Lisboa adiada para 27 a 31 de maio Perdas das companhias aéreas mundiais podem chegar aos 113 mil milhões de dólares (101,1 mil milhões de euros), estima a associação internacional de transporte aéreo (IATA). TAP reduz 1.000 voos em março e abril devido a quebra nas reservas, suspende investimentos e avança com licenças sem vencimento. O Fundo Monetário Internacional disponibiliza 50 mil milhões de dólares (cerca de 46,7 mil milhões de euros) para combater o surto.
6 de março 13 casos infetados em Portugal. Número de casos no mundo ultrapassa os 100 mil, das quais 3.456 morreram, em 92 países e territórios. A China (sem as regiões administrativas de Macau e Hong Kong), o país onde a epidemia foi declarada no final de dezembro, soma 80.552 casos e 3.042 mortes. Preço do barril de Brent cai mais de 6%, para 47 dólares, devido à quebra da procura
7 de março Número de infeções em Portugal sobe para 21 Visitas a hospitais, lares e estabelecimentos prisionais da região Norte suspensas temporariamente. A ministra da Saúde portuguesa, Marta Temido, recomenda também o adiamento de eventos sociais. Uma escola de Idães, em Felgueiras, o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), a Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto e o edifício do curso de História da Universidade do Minho foram encerrados por serem instituições relacionadas com casos de pessoas infetadas em Portugal. Governo italiano proíbe as entradas e saídas da Lombardia e de outras 11 províncias próximas para limitar a disseminação do coronavírus, que já causou 233 mortes e 5.061 infetados em todo o país.
8 março Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa decide entrar em quarentena de 14 dias após receber em Belém uma turma de Felgueiras. Mais quatro casos em Portugal, número de infetados sobe para 25. Reino Unido anuncia um aumento de 64 novos casos, elevando-o a um total de 273 casos. Este país regista três mortos. EUA tem 564 infetados, os mortos são 21. Itália confirma 1.492 casos adicionais e 133 mortes. Números totais: 7.375 infetados e 366 mortos. O primeiro-ministro Giuseppe Conte estendeu o bloqueio de quarentena para cobrir toda a região da Lombardia e outras 14 províncias do norte do país. Registado o primeiro morto em África, que ocorre no Egito - um cidadão alemão hospitalizado a 1 de março e depois sofreu insuficiência respiratória causada por pneumonia aguda. DGS encerra escolas e suspende atividades de lazer e culturais nos concelhos de Lousada e Felgueiras por causa do acumular de casos.
9 março Alemanha regista as duas primeiras mortes no país. Infetados aumentam para 1.176. Universidades de Lisboa e Coimbra suspendem todas as aulas presenciais por duas semanas. Itália estende quarentena a todo o país, onde número de mortos atinge 463. Primeiros casos em Chipre significam que todos os países da União Europeia estão atingidos pelo novo coronavírus. Números da Espanha aumentam para 1.231 casos, com 30 mortes. Itália: 9.172 infetados e 463 mortos. França revela que os deputados Guillaume Vuilletet e Sylvie Tolmont estão infetados, havendo cinco deputados da Assembleia com Covid-19. Também foi confirmado que o ministro da Cultura, Franck Riester, havia testado positivo. O número de casos aumentou para 1.412.
10 março Câmara de Lisboa encerra museus, teatros municipais e suspende atividades desportivas em recintos fechados. Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) decreta fecho de museus, monumentos e palácios na sua dependência. Governo português suspende voos para todas as regiões de Itália por 14 dias. O primeiro-ministro italiano Conte estende o bloqueio de quarentena a toda a Itália, incluindo restrições de viagens e a proibição de reuniões públicas. Número de infetados sobe para 10.149, número de mortos é já 631. Portugal: 41 infetados
11 março Organização Mundial de Saúde passa a considerar o Covid-19 como uma pandemia, isto é um surto de doença com distribuição geográfica internacional muito alargada e simultânea. Itália anuncia que o jogador da Juventus Daniele Rugani, colega de Ronaldo, testa positivo para Covid-19. Total de infetados em Itália: 12.462. Total de mortos: 827. Portugal: 59 infetados. Turquia anuncia primeiro caso num homem regressado da Europa. Mais de mil médicos disponibilizam-se para reforçar a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde.
12 março Portugal decide encerrar todos os estabelecimentos de ensino até ao final das férias da Páscoa a partir de 16 de março, encerramento de discotecas, restrições em restaurantes, centros comerciais, serviços públicos e proibição de desembarque de passageiros de cruzeiros. Portugal tem agora 78 pessoas infetadas e ainda zero mortes relacionadas com Covid-19. Estado de alerta declarado em todo o país, com proteção civil e forças e serviços de segurança em prontidão. Região Autónoma da Madeira suspende atracagem de navios de cruzeiro e impõe medição de temperatura a passageiros nos aeroportos. Governo dos Açores fecha escolas e museus, interdita cinemas e ginásios. Hospital de São João anuncia que uma das primeiras pessoas internadas em Portugal com Covid-19 se curou. Em apenas um dia, Itália regista 2651 novos infetados, elevando o número de doentes com Covid-19 para 15.113. Nas mesmas 24 horas, morreram 189 italianos. O total de mortos em Itália é agora 1.016.
13 março Europa toma o lugar da China como maior epicentro do coronavírus, diz a OMS, numa altura em que o crescimento de casos abranda no país oriental (China tem agora 80.815 infetados e 3.117 mortos) e acelera em Itália e no resto do continente europeu. Portugal: 112 infetados com o Covid-19. 61 países da África, Ásia, Europa, Oriente Médio, América do Norte e América do Sul anunciaram ou implementaram fecho total ou parcial de escolas e universidades. Trinta e nove países fecharam todas as escolas, afetando 421,4 milhões de crianças e jovens. Nesta altura são 11 os países que proíbem a entrada de voos de Portugal (e da Europa): Arábia Saudita, Argentina, El Salvador, EUA, Guatemala, Itália, Jordânia, Kuwait, Nepal, República Checa e Venezuela. Estados Unidos proíbem entrada de voos de passageiros vindos do espaço Schengen na Europa (26 países, incluindo obviamente Portugal) durante 30 dias. Venezuela, país de 32 milhões de habitantes, confirma os dois primeiros casos de infetados: uma pessoa vinda dos EUA e outra de Espanha. O país de Nicolas Maduro também proibiu voos vindos da Europa durante um mês. Eslováquia, Malta e República Checa fecham fronteiras com os países membros da EU. Governo permite a funcionários públicos ficar em casa em regime de teletrabalho sempre que funções o permitam. Madeira suspende voos provenientes da Dinamarca, França, Alemanha, Suíça e Espanha, países de transmissão ativa.
Presidente dos EUA, Donald Trump, declara estado de emergência nacional.
UEFA suspende todos os jogos sob a sua égide, incluindo Liga dos Campeões e Liga Europa. República Checa anuncia fecho total de fronteiras a partir de 16 de março.
14 março Número mundial de infetados: 150.054. Total de mortos: 5.617 Portugal: 169 infetados. Nas últimas 24 horas houve 57 novos casos. Não há ainda mortes em Portugal. Ministra da Saúde, Marta Temido, anuncia que Portugal entrou "numa fase de crescimento exponencial da epidemia", com 169 casos confirmados.
Açores e Madeira decidem quarentena obrigatória para todas as pessoas que cheguem às regiões autónomas. Governo de Espanha, onde há mais de 5.700 casos, impõe "medidas drásticas" no âmbito do estado de alerta, proíbe cidadãos de andar na rua, exceto para irem trabalhar, comprar comida ou à farmácia.
15 de março Número de casos em Portugal atinge 245, em todo mundo há quase 160.000 pessoas infetadas e já morreram mais de 6.000.
Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, convoca Conselho de Estado por videoconferência para 18 de março, para discutir a "eventual decisão de decretar o estado de emergência" em Portugal.
Sindicato Independente dos Médicos conta mais de 50 clínicos infetados e mais de 150 em quarentena.
Governo proíbe consumo de bebidas alcoólicas na via pública e eventos com mais de cem pessoas, apelando para que deslocações se limitem ao estritamente necessário.
Autoridade Marítima Nacional interdita atividades desportivas ou de lazer que juntem pessoas nas praias do continente, Madeira e Açores.
16 de março Portugal regista a primeira morte devido ao coronavírus. O número de infetados pelo novo coronavírus sobe para 331. Segundo a Direção-Geral da Saúde, há 2.908 casos suspeitos, dos quais 374 aguardam resultado laboratorial.
Governo português anuncia o controlo de fronteiras terrestres com Espanha, passando a existir nove pontos de passagem e exclusivamente destinados para transporte de mercadorias e trabalhadores que tenham de se deslocar por razões profissionais.
Portugal vai também intensificar o controlo sanitário nos aeroportos.
Macau decreta quarentena obrigatória de 14 dias para quem chegar ao território, com exceção da China continental, Taiwan e Hong Kong.
Assembleia da República dispensa funcionários inseridos em grupos de risco e promove o trabalho à distância e rotatividade.
17 de março O número de infetados sobe para 448.
É anunciado que o SNS foi reforçado com mais 1.800 médicos e 900 enfermeiros e que há 30 profissionais de saúde infetados, 18 dos quais médicos. E é também anunciado o nascimento do primeiro bebé filho de uma mulher infetada. O bebé não foi infetado.
O governo regional da Madeira anuncia o primeiro caso na região.
O município de Ovar fica sujeito a "quarentena geográfica" e o Governo declara o estado de calamidade pública para o concelho, que passa a ter entradas e saídas controladas. A circulação de pessoas nas ruas também é controlada.
António Costa anuncia a suspensão das ligações aéreas de fora e para fora da União Europeia.
A CP reduz em 350 as ligações diárias.
18 de março O Presidente da República decreta o estado de emergência por 15 dias, depois de ouvido o Conselho de Estado e de ter obtido o parecer positivo do Governo e da aprovação do decreto pela Assembleia da República.
O estado de emergência vigora até 02 de abril.
António Costa diz que "o país não para" e que o Governo tudo fará para manter a produção e distribuição de bens essenciais.
O estado de emergência contempla o confinamento obrigatório e restrições à circulação na via pública. A desobediência é crime e pode levar à prisão.
No dia em que o Governo revela um conjunto de linhas de crédito para apoio à tesouraria das empresas de 3.000 milhões de euros, é também anunciado que as contribuições das empresas para a Segurança Social são reduzidas a um terço em março, abril e maio, e que as empresas vão ter uma moratória concedida pela banca no pagamento de capital e juros.
O número de infetados sobe para 642 e regista-se uma segunda morte. O Alentejo regista os primeiros dois casos.
19 de março O número de vítimas mortais sobe para três em Portugal, com os casos confirmados a ascenderem a 785. Graça Freitas anuncia que quem apresentar sintomas ligeiros ou moderados da doença é seguido a partir de casa.
O primeiro-ministro anuncia, após a reunião do Conselho de Ministros, as medidas e regras para cumprir o estado de emergência, incluindo o "isolamento obrigatório" para doentes com covid-19 ou que estejam sob vigilância. Os restantes cidadãos devem cumprir "o dever geral de recolhimento domiciliário". A regra é que os estabelecimentos com atendimento público devem encerrar e o teletrabalho é generalizado.
A proposta de lei do Governo com as medidas excecionais é de imediato promulgada pelo Presidente da República.
É também anunciado que o Governo criou um "gabinete de crise" para lidar com a pandemia e que suspendeu o pagamento da Taxa Social Única.
O governo dos Açores determina a suspensão das ligações aéreas da transportadora SATA entre todas as ilhas e a TAP anuncia que vai reduzir a operação até 19 de abril, prevendo cumprir 15 dos cerca de 90 destinos.
20 de março Com o país recolhido começam a destacar-se respostas da sociedade civil e das autarquias para fazer face à pandemia, anunciam-se ações de solidariedade para com os mais necessitados.
O Governo reúne-se em Conselho de Ministros para aprovar um conjunto de medidas de apoio social e económico para a população mais afetada. António Costa anuncia que é adiado para o segundo semestre o pagamento do IVA e do IRC, a prorrogação automática do subsídio de desemprego e do complemento solidário para idosos e do rendimento social de inserção.
É também anunciado que as celebrações religiosas, como funerais, e outros eventos que impliquem concentração de pessoas são proibidos, e que as autoridades de saúde ou de proteção civil podem decretar a requisição civil de bens ou serviços públicos se necessários para o combate à doença.
Portugal tem seis vítimas mortais e 1.020 casos confirmados.
21 de março O número de mortes sobe para 12, o dobro do dia anterior, e os infetados são 1.280.
Marta Temido estima que o pico de casos aconteça em meados de abril, e diz que Portugal vai adotar um novo modelo de tratamento de infetados, que passa pelo aumento do acompanhamento em casa. Graça Freitas estima que a taxa de letalidade é de cerca de 1%, mas avisa que pode mudar.
O Governo anuncia que vai prorrogar os prazos das inspeções automóveis e reduz os leilões nas lotas, criando uma linha de crédito até 20 milhões de euros para o setor da pesca.
Com o país em casa surgem as primeiras notícias de infeções em lares. Na Casa de Saúde da Idanha, em Belas, arredores de Lisboa, é anunciado que 10 utentes estão infetados. Um lar em Vila Nova de Famalicão fica sem funcionários depois de oito terem dado positivo ao covid-19.
O ministro dos Negócios Estrangeiros anuncia que a TAP prevê realizar voos para a Praia e Sal (Cabo Verde), Bissau (Guiné-Bissau) e São Tomé para transportar portugueses para casa.
22 de março O número de mortes associadas à covid-19 sobe para 14 e o de infetados para 1.600 (mais 320).
Num domingo de sol muitas pessoas saem à rua e na Póvoa de Varzim a polícia é chamada devido ao "desrespeito ao estado de emergência" (multidão a passear). Em Coimbra a PSP também é chamada por causa de um aglomerado na Mata Nacional do Choupal.
São detidas sete pessoas no país por crime de desobediência.
Os utentes do lar de Famalicão são transferidos para o Hospital Militar do Porto.
As autoridades iniciam o repatriamento de mais de 1.300 passageiros que chegam a Lisboa num navio de cruzeiro (entre eles estão 27 portugueses).
O Governo assina três despachos, que entram em vigor no dia seguinte, para garantir serviços essenciais de abastecimento de água e energia, recolha de lixo e funcionamento de transportes públicos.
O presidente da Associação Nacional de Freguesias, Jorge Veloso, pede que as pessoas das cidades e os emigrantes evitem ir para o interior.
23 de março Portugal tem 23 mortes e 2.600 infeções.
As queixas sobre a falta de equipamentos para quem mais necessita, como profissionais de saúde ou de segurança, começam a surgir. O Governo anuncia que o Estado vai comprar à China equipamentos de proteção e que espera quatro milhões de máscaras. Cinco polícias e dois técnicos sem funções policiais estão infetados numa esquadra de Vila Nova de Gaia.
O Governo cria uma linha de apoio de emergência de um milhão de euros para artistas e entidades culturais e reforça com 50 milhões de euros os acordos de cooperação com o setor social (responsável pelos lares de idosos ou centros de dia).
Uma residência para idosos na Maia, Porto, coloca em isolamento 46 idosos devido a casos de infeção.
24 de março O número de mortes sobe para 33 e o número de infeções passa a 2.362.
A secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar, anuncia a ativação do Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil, no mesmo dia em que são já 27 as detenções por violação das regras do estado de emergência.
O Presidente da República admite que o pico da pandemia possa ocorrer depois de 14 de abril. No parlamento, o presidente e líder parlamentar do PSD abandona o plenário depois de uma discussão sobre o número excessivo de deputados na bancada social-democrata.
A Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) lança uma linha de financiamento de 1,5 milhões de euros para investigação e "implementação rápida" de respostas às necessidades do SNS.
Em Vila Real, o presidente da Câmara alerta para a existência de 20 utentes e funcionários de um lar infetados com covid-19.
O Rali de Portugal é adiado.
25 de março Portugal regista mais 10 mortes chegando às 43, quando são contabilizadas 2.995 infeções.
O secretário de Estado da Saúde diz que o sistema tem capacidade de fazer 8.600 testes diários. A questão de se fazer mais testes ou não divide opiniões.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil coloca em alerta laranja, o segundo mais grave, os distritos de Lisboa, Porto e Aveiro.
O ministro de Estado e das Finanças diz que o país "nunca esteve tão bem preparado" para enfrentar uma crise como a causada pelo vírus.(lol) O Banco de Portugal anuncia que é facilitada a concessão de crédito pessoal por parte dos bancos.
A Câmara de Melgaço implementa um cerco sanitário na aldeia de Parada do Monte, com 370 habitantes, após confirmação de três casos de infeção.
A ASAE diz que já fiscalizou 41 operadores económicos por causa de especulação de preços.
26 de março Há 3.544 infeções e morreram 60 pessoas.
Há doentes a ser tratados com medicamentos da malária e do ébola, ainda que sem certezas, diz Graça Freitas.
O Banco de Portugal estima que o Produto Interno Bruto caia este ano 3,7% num cenário base e 5,7% num cenário adverso, devido à pandemia. A taxa de desemprego deve subir acima dos 10%. No dia em que Marcelo Rebelo de Sousa admite prolongar o estado de emergência reúne-se o Governo em Conselho de Ministros e aprova a suspensão até setembro do pagamento dos créditos à habitação e de créditos de empresas. Aprova também medidas excecionais de proteção dos postos de trabalho (como redução temporária de horário ou suspensão do contrato) e uma proposta de lei que prevê um regime de mora no pagamento das rendas, habilitando ainda o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana a conceder empréstimos a inquilinos.
Na Maia um lar de idosos infetado é evacuado, em Vila Real aumentam as infeções num lar de idosos, de 20 para 45.
É anunciado que quem aterrar nos Açores tem confinamento obrigatório de 14 dias.
27 de março No lar da Nossa Senhora das Dores, em Vila Real, são agora 88 os infetados, entre os quais 68 utentes.
Em Portugal o número de mortes chega a 76 e o número de infetados sobe para 4.268.
Graça Freitas diz agora que o pico da pandemia pode afinal ser só em maio.
António Costa anuncia a chegada a Portugal de milhares de equipamentos de proteção individual e o Laboratório Militar também anuncia que começou a fazer testes de diagnóstico. Outras entidades como o Instituto de Medicina Molecular também começam a fazer testes.
Mil e quinhentos enfermeiros voluntariam-se para reforçar o apoio à linha telefónica SNS24, segundo a bastonária da Ordem.
As forças de segurança detiveram, desde o início do estado de emergência, 64 pessoas por crime de desobediência, e mandaram encerrar 1.449 estabelecimentos. O balanço é do MAI, segundo o qual também foram impedidas de entrar em Portugal 850 pessoas e uma delas foi detida. A detida, viria a confirmar-se depois, estava infetada com covid-19.
No Algarve, quando se aproxima o período da Páscoa, que costuma encher os hotéis, a associação empresarial do setor diz que a hotelaria está praticamente encerrada.
28 de março O número de mortes ascende à centena e os infetados são 5.170. Marta Temido também diz que o pico da epidemia só deve acontecer no final de maio e que as medidas de contenção social estão a abrandar a curva de infeções.
O Presidente da República pede aos portugueses para que, no período da Páscoa, continuem a respeitar as regras de contenção. A PSP interpela todas as pessoas que atravessam a Ponte 25 de Abril, no sentido norte-sul, e são divulgadas imagens de grandes filas de carros, alguns deles, diz a PSP, em incumprimento do estado de emergência.
É publicada uma retificação do diploma inicial do "lay-off" simplificado, acautelando que nenhum trabalhador de empresas que recorram e esse apoio pode ser despedido.
O Governo anuncia que vai organizar uma operação de transporte aéreo para o regresso temporário a Portugal de professores portugueses que estão em Timor-Leste.
29 de março Portugal contabiliza 119 mortes e 5.962 casos de infeções p. O número de pessoas internadas nos cuidados intensivos é de 138 doentes, um aumento para o dobro em relação ao dia anterior.
As notícias sobre infeções em lares continuam, como em Foz Côa, Guarda, onde o lar tem 47 infetados num universo de 62 idosos, segundo o provedor.
Em Ovar, onde foi declarado o estado de calamidade pública, são cinco as mortes, uma delas uma jovem de 14 anos, diz o vice-presidente da Câmara.
Nos Açores, o concelho de Povoação, na ilha de S. Miguel, é também submetido a um cordão sanitário.
Surgem notícias, através de sindicatos, de que há pelo menos um guarda prisional infetado do estabelecimento de Custoias e de uma auxiliar de ação médica no hospital prisional de Caxias. O Governo diz que vai ponderar criteriosamente a recomendação das Nações Unidas para libertação imediata de alguns presos mais vulneráveis.
30 de março António Costa avisa que Portugal "vai entrar no mês mais crítico desta pandemia", no dia em que os números da DGS indicam que há 140 mortes e 6.408 infetados.
Segundo o primeiro-ministro, com ou sem estado de emergência vai ser preciso prolongar as medidas que têm sido adotadas. E, diz também, que na próxima semana pretende cobrir o país com despistes de covid-19 em lares.
O secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, afirma que o número de profissionais de saúde infetados chegou aos 853, e Graça Freitas admite impor-se uma cerca sanitária na região do Porto, motivando fortes críticas.
A ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho, diz que a segurança social recebeu 1.400 pedidos de empresas que pretendem aderir ao "lay-off" simplificado.
(Continua nos comentários)
O ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, admite nacionalizações e diz que seria "um erro trágico" reagir com medidas de austeridade à crise provocada pela pandemia, defendendo antes o apoio ao crescimento da economia.
O Governo pede a abertura de "forma condicionada" das juntas de freguesia onde estão instalados postos dos CTT, lembrando que esses serviços garantem a entrega de pensões. A empresa anunciou que ia antecipar a emissão e pagamento de vales em dois dias úteis.
Marcelo Rebelo de Sousa diz que se impõe manter as medidas de contenção que vigoram em Portugal.
A TAP avança para um processo de "lay-off" para 90% dos trabalhadores.
O governo dos Açores prolonga a situação de contingência no arquipélago até 30 de abril.
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2020.04.01 17:25 portalcuriosidades Portal Oficial de Curiosidades no Brasil

Se não fosse a inata curiosidade humana, sem dúvida ainda estaríamos vivendo em cavernas. É a paixão que temos por saber mais, entender o mundo e interagir com ele que nos fez chegar até aqui, por exemplo. As curiosidades mais interessantes do mundo foram descobertas por termos sede de conhecimento, portanto.
Sendo assim, saiba tudo sobre curiosidades, sobre a curiosidade em si e fique por dentro dos fatos curiosos mais interessantes. Adquira conhecimentos sobre o Brasil, o mundo, os animais, a natureza e tudo que seja de seu interesse.

Curiosidades nos movem

Desde os primórdios da humanidade, há sempre figuras que se destacam e criam formas de evoluir a comunidade. Esses representantes são, em suma, sempre os mais curiosos. São aqueles que observam a natureza e se pergunta como as coisas funcionam.

E não estamos falando apenas da curiosidade em si, mas das curiosidades em geral. Mesmo que não seja um tema que dominemos ou gostemos, acabamos nos interessando quando descobrimos fatos curiosos sobre ele. A vontade de saber mais pode trazer novos rumos e mudar vidas.

O que é a curiosidade?

Em resumo, a curiosidade é a luz que brilha dentro de cada um de nós e nos direciona a saber mais. Ela nos faz olhar para as coisas com as dúvidas necessárias para descobrir e, certamente, criar. Quem não aprende não evolui certo? E que não evolui está fadado à mesmice e falta de conhecimento, enfim.
A palavra curiosidade, em resumo, vem do latim curiositas, e significa “desejo por conhecimento”. Também pode ser entendida como “desejo por informação”. Ou seja, de um jeito ou de outro, a curiosidade é a forma mais básica do instinto que fez a humanidade chegar tão longe.

Curiosidades sobre a curiosidade – 5 tipos de curiosidade


Há vários tipos diferentes de curiosidade. Todas elas são impulsos naturais que objetivam a pessoa a se mover e buscar mais. Em suma, o ponto central é manter o ser humano em movimento e ação, mesmo que não seja fisicamente.
Os cinco tipos de curiosidades, em síntese, foram apontados em uma pesquisa de especialistas em psicologia e educação. Os dados foram publicados na revista Harvard Business Review. De acordo com a análise, cada tipo de curiosidade se manifesta com grau e intensidade diferentes em cada indivíduo.
Confira as curiosidades diferentes e descubra quais mais se manifestam em você:

- Procura por emoções

Este tipo de curiosidade faz o ser humano arriscar mais na busca por conhecimento. Com este tipo de curiosidade, a pessoa está mais disposta a ter riscos físicos, financeiros e até sociais para aprender e descobrir.
O detentor desta curiosidade busca mais situações que causam a ansiedade associada às novidades. Por outro lado, a maioria das pessoas busca fugir disso. E você?

- Tolerância ao estresse

A curiosidade faz com que algumas pessoas ignorem, ou até gostem, de alertas do organismo quanto às novidades. Porém, a busca, no caso, é por preencher espaços vazios em uma linha de conhecimento já existente. Ou seja, a pessoa busca complementar o que já conhece, a todo custo, mas não há tanto interesse em novos conhecimentos.

- Curiosidade social

É simplesmente a atitude de ganhar conhecimentos a partir da observação de outras pessoas. É a interação que soma e complementa. Quem tem este tipo de curiosidade, aprende sobre as pessoas e ganha novos conhecimentos apenas trocando ideias.
Enfim, um simples papo pode render muita coisa e dar um clique para a busca de informações e novidades. Mas também pode ser apenas uma forma inata de entender e desvendar os outros.

- Sensibilidade à privação

Ocorre quanto o curioso percebe que há uma lacuna nas informações que detém. Sendo assim, ele busca preencher este “vazio” e complementar o conhecimento para ter uma sensação de alívio e realização. Portanto, é um incentivo a buscar por curiosidades que ajudem na missão.
Cientistas e pesquisadores que trabalham incansavelmente para elucidar brechas em suas teorias, por exemplo, podem comprovar isso.

- Satisfação em explorar

Esta é uma das formas mais básicas de curiosidade. Primeiramente, as crianças são exemplos claros e gritantes deste tópico. A curiosidade, no caso, é aguçada apenas pela vontade de conhecer e desvendar o mundo.
Há um prazer em saber como as coisas funcionam e entender o porquê de tudo ser como é.

Curiosidades sobre o mundo


Conheça algumas curiosidades sobre o mundo que te farão querer saber ainda mais sobre a vida, a humanidade e a história:
- Pelo menos 2.500 canhotos morrem todos os anos em acidentes causados por ferramentas feitas para destros.
- O criador da lata de batatas Pringles, John Bauer, teve suas cinzas colocada em uma destas latas quando morreu, em 2008.
- Por lei, é proibido vender uma casa mal assombrada sem avisar o comprador, em Nova York.
- No Japão, algumas casas de banhos termais proíbem a entrada na água de pessoas tatuadas.
- Os homens têm seis vezes mais chances de serem atingidos por raios do que as mulheres.
Leia também: 10 fatos mais curiosos do mundo
- Nos Estados Unidos, há mais casas desocupadas do que moradores em situação de rua. Se todos ganhassem casas, ainda sobrariam lares vazios.
- Na Rússia, a cerveja não era considerada bebida alcoólica até 2011. Antes disso, para os russos, ela era considerada apenas um refresco.
- No ano de 1923, um tornado de fogo causou a morte de 38 mil pessoas em Tóquio, no Japão.
- É mais provável morrer atingido por um coco na cabeça do que por um ataque de tubarão.
- No ano de 2006, um australiano tentou vender a Nova Zelândia no eBay. O leilão chegou a 3 mil dólares australianos antes que o próprio site suspendesse a Negociação.

Curiosidades sobre o Brasil


- A palavra brasil significa “vermelho como brasa”, como era a cor da madeira do pau-brasil.
- O Brasil é o quinto maior país do planeta.
- Tocantins é o estado mais novo do Brasil. Ele foi fundado em 1988.
- O prato nacional brasileiro é considerado a feijoada.
- O nome oficial do país é República Federativa do Brasil.
- O Brasil é o país com a maior biodiversidade do mundo todo. A Floresta Amazônica, em primeiro lugar, é responsável por isso.
- O Brasil é, em suma, o país no mundo que mais desmata a natureza.
- O Rio de Janeiro é a única capital europeia que já esteve fora da Europa. Isso, pois a cidade já foi capital de Portugal.
- O Brasil é o maior produtor de café do mundo.
- A árvore mais antiga do país é um jequitibá-rosa de mais de 3 mil anos. Ele fica na cidade de Passa Quatro (SP), no parque estadual de Vassununga.

Curiosidades sobre animais

- Uma água-viva tem o corpo composto 95% por água. E uma delas, a vespa-do-mar, é o animal mais venenoso do mundo, por exemplo.
- Vacas têm melhores amigas e passam por luto quando perdem entes queridos.
- Touros não odeiam a cor vermelha. Portanto, é o movimento e o brilho da capa do toureiro que os provoca.
- Há apenas três espécies de mamíferos que passam pela menopausa: elefantes, baleias jubarte e humanos.
- Cães sentem o cheiro de humanos a 1 km de distância.
- A mordida de um urso-pardo pode, certamente, partir uma bola de boliche.
- Bebês elefantes usam as trombas como chupetas.
- Cangurus não conseguem pular para trás.
- Gatos não sentem o sabor de doces, pois o paladar deles é desenvolvido apenas para carne.
- Girafas têm línguas que podem atingir até 50 centímetros e conseguem limpar as orelhas com elas.

Curiosidades sobre o Planeta Terra

- Nosso planeta é o único do sistema solar que não tem o nome de um deus.
- Vários meteoritos vindos de Marte caíram no deserto de Marrocos em 2011.
- O Planeta Terra é o mais denso de todo o sistema solar.
- Estima-se que a Terra tenha 4,5 bilhões de anos.
- A Ilha de Socotra é, sobretudo, o lugar mais estranho da Terra. Devido ao isolamento, as criaturas e natureza de lá são únicas e diferentes do resto do mundo.
- Há vida na Terra por mais de 80% da existência dela. Ou seja, há vida aqui praticamente desde sempre.
- Em 1816, devido a uma série de eventos, como erupções vulcânicas, a temperatura da Terra caiu drasticamente. Este foi conhecido como o ano sem verão, pois, de fato, não houve verão naquele ano.
- Daqui a 140 milhões de anos, um dia terá 25 horas devido à diminuição na rotação da Terra. O planeta gira 17 milissegundos mais devagar a cada 100 anos.
- No ano de 1033, foi registrada uma temperatura de 136°C na Líbia. É, sem dúvida, a temperatura mais alta já registrada na história.
- Cerca de 80% de toda a vida animal desenvolvida na Terra tem seis pernas ou mais.

Curiosidades sobre o corpo humano

- A composição química das lágrimas varia de acordo com o motivo: seja choro, alegria, raiva ou apenas um bocejo.
- O maior pênis do mundo é o do norte-americano Jonah Falcon. São 34, 29 cm, em síntese.
- O cérebro não pode sentir dor e 30% do sangue bombeado no corpo vai direto para o cérebro.
- A vagina se mantém limpa sozinha. Sendo assim, é necessária atenção na hora de usar produtos de limpeza na região.
- De acordo com estudos a maior parte dos ataques cardíacos acontecem às segundas-feiras.
- Homes e mulheres apresentam sintomas diferentes em casos de ataques cardíacos.
- Quando você está lendo, para si mesmo, com sua voz interior, sua laringe irá se mover, como se estivesse lendo em voz alta.
- A princípio, beijar a orelha de um bebê pode fazer com que ele fique surdo.
- Há mais micro-organismos vivendo em sua pele do que humanos no planeta inteiro, certamente.
- E todas as pessoas com olhos azuis no mundo todo são descendentes da mesma pessoa.
Em conclusão, voltamos a falar que as curiosidades são importantes e interessantes para o dia a dia. Portanto, busque sempre por conhecimento. Mas não deixe de fazer o que ama, dando sua contribuição ao mundo. Certamente você verá como a vida se ilumina quando fazemos o que gostamos.
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2020.03.30 01:13 maquiaveldeprimido Fim do Neoliberalismo? Para quem?

No Brasil, ou no centro do sistema capitalista?
No centro do sistema Capitalista, o neoliberalismo sofreu um golpe fatal. Nova Iorque, a capital financeira do mundo, tem hoje, 29 de março, 60 mil casos de coronavírus com mil mortes. E a Europa é o verdadeiro epicentro do coronavírus. O Primeiro Ministro, e a Rainha da Inglaterra foram diagnosticados com coronavírus. E a resposta mundial é igualmente dramática: além de dispararem 5 trilhões na economia global.
As potências liberais estão em choque e sem entender de onde veio o soco. A única reação das potências ocidentais, em particular seus representantes liberais, até agora tem sido um patético papel de implorar para as pessoas ficarem de quarentena, salvar as empresas, e acusar a China.
Por outro lado, o comportamento dos países asiáticos, em particular os socialistas China, Vietnam, Laos e Coreia do Norte, além de Cuba, demonstraram não só uma capacidade de reação mais eficiente, como um nível de preparo maior para prestar socorro. A Coreia do Sul, Japão e Rússia, são as exceções entre os países com boa reação à crise pela tradição disciplinar de suas formações sócio-culturais.
A superioridade da forma de governo Socialismo é evidente a todos aqueles que superam o racismo na análise. É por isso que vejo as potências do centro do sistema abrindo mão dos anéis para ficar com os dedos, revitalizando programas de bem estar social, constituindo uma grande conquista, à custo de muitas vidas, da classe trabalhadora branca dos países desenvolvidos.
Na periferia do sistema, o bicho vai pegar. A dialética da luta revolucionária com a truculência do aparato repressivo estatal vai ser determinante nos destinos das nações de capitalismo dependente, e vejo com olhar muito pessimista para a nossa condição. Em especial aqui no Brasil.
É muito provável que sejamos massacrados nesse confronto. A forma que os nossos representantes agiram foi uma opção pelo lucro a curto prazo e preservação da propriedade , e um cenário de depressão a longo prazo. Todos sabemos que são as duas opções: ao invés de vidas ou economia, a verdadeira dicotomia é recessão e retomada, com remoção do neoliberalismo, ou depressão e propriedade privada plenas e firmes e não tributadas.
Vejo um cenário de guerra civil fria, aonde a oposição irá pressionar muito a direita, representados por Guedes e Maia nos bastidores. No mundo ideal dos representantes mais fortes da direita Brasileira, Guedes e Maia, a vida seguiria normal, no entanto eles sabem que não podem se aproveitar mais desse estado sitiado do que já têm, sob pena de alimentar um movimento revolucionário. Eles também vão entregar os anéis, para ficar com os dedos, mas os anéis que eles vão entregar vai ser o Bolsonarismo. Para não entregar a agenda neoliberal, eles vão buscar soluções pelo congresso, que vai tentar executar formulando um regime orçamentário especial para o cenário de crise.
O que é isso? É uma predeterminação de um período no espaço tempo aonde os limites impostos pela espinha dorsal do neoliberalismo no Brasil (tripé macroeconômico, regra de ouro, lei de responsabilidade fiscal, e teto de gastos por 20 anos), serão temporariamente suspensos, e depois retornarão.
O Maia faz essa cara de choque, mas a inoperância do Congresso é proposital, e culpa dele, que está tentando a todo custo não revogar a PEC 95, pois desestrutura o entrave político para a implementação de políticas públicas e realização de direitos sociais. Então, para acalmar a oposição, no seio dessa guerra fria, deveremos ter como vitórias o renda de emergência, regime orçamentário extraordinário, e a cabeça do Bolsonaro, desde que os militares autorizem - e devem autorizar para colocar o Mourão.
A chance do Brasil vai ser num segundo momento, quando as curvas de Coronavírus estabilizarem e parar de morrer gente. Aí as coisas se re-estabelecerão, no entanto o mundo re-estabelecido já não vai ser o mesmo. Será um mundo com Estados Unidos e Europa fragilizados economicamente, frustrados, confusos, e tentando reconstruir seu próprio estado de bem estar social.
Nesse momento entra a China nadando de braçada. A China já coopera com quase a metade dos países do mundo nessa crise. Existem soldados russos na Itália. A conformação geopolítica já está se alinhando para um novo centro mundial da economia do a China tem a posição global de fazer o que os EUA fez com o Plano Marshall. Cuba poderá ter um ótimo destino também: será que a UE vai manter restrições à Cuba?
Nesse realinhamento global, a esquerda periférica terá melhores condições de disputar com a direita periférica a sua posição nesse novo realinhamento global, do que tem hoje. O campo está aberto, mas para ser simples: não, o neoliberalismo não morreu, ele será morto ou hibernado no centro do sistema, no entanto na periferia, ainda teremos uma longa jornada para traçar até que possamos dizer o mesmo.
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2020.03.28 04:55 fabio561 Fiódor Dostoiévski - " Um paradoxalista "

“Narremos algumas palavras a respeito da guerra e seus rumores. Conheço um homem que é um paradoxalista. Eu o conheço há muito tempo. Trata-se de uma pessoa obscura possuída por um estranho caráter: nosso paradoxalista é um sonhador. Em algum lugar de minha obra voltarei a falar sobre ele mais detidamente. Mas agora quero rememorar como, há alguns anos, nós discutimos a respeito da guerra. Ele defendeu a guerra em termos gerais e talvez o tenha feito apenas pelo amor ao paradoxo. Afirmo-lhes que nosso paradoxalista é um verdadeiro cidadão; a pessoa mais pacífica e afável que se poderia conhecer na Terra e também em São Petersburgo.
– É algo ultrajante – o paradoxalista começa – dizer que a guerra é o tumor da humanidade. Pelo contrário, trata-se do artifício mais útil. Há apenas um tipo de guerra odioso e verdadeiramente pernicioso: a guerra civil e fratricida. Ela paralisa e obscurece o Estado; ela se prolonga em demasia; ela brutaliza o povo a não mais poder. Mas uma guerra política e internacional apresenta benefícios em todos os aspectos, e por isso ela é absolutamente essencial.
– Espere um momento: uma nação aniquila a outra, e os povos se dispõem à matança mútua – o que há de essencial nisso?
– Tudo é essencial, e no sentido mais elevado. Mas em primeiro lugar, é uma mentira dizer que os povos se dispõem à matança mútua; a chacina nunca domina o imaginário do povo. Pelo contrário, os povos se dispõem a sacrificar as próprias vidas; eis o que domina seu imaginário. E esta é uma questão completamente outra. Não há ideal mais elevado do que o sacrifício da própria vida pela defesa dos irmãos e da pátria. A humanidade não pode viver sem ideais nobres, e chego mesmo a suspeitar que a humanidade ama a guerra precisamente por ela fazer parte de algum nobre ideal. Trata-se de uma necessidade humana.
– Mas será que a humanidade realmente ama a guerra?!
– Claro que ama. Quem se sente deprimido em tempos de guerra? Muito pelo contrário: todos e cada um ficam instigados, os espíritos se elevam, não se notam a apatia e o tédio ordinariamente presentes em tempos de paz. E então, quando a guerra termina, os povos amam relembrá-la, ainda que tenham sido derrotados! Não acredite naqueles que, durante a guerra, meneiam a cabeça e dizem uns aos outros: ‘Que calamidade, a que ponto chegamos’. Estão sendo educados, eis tudo. Na verdade, todos e cada um são tomados por um ânimo festivo. Sabe, há idéias que não se aceitam facilmente. Você será apupado como uma besta-fera e será excomungado e condenado como um reacionário; todos temem tais idéias. Ninguém ousa aclamar a guerra.
– Mas você está falando de nobres ideais e de humanização. Não pode haver nobres ideais sem a guerra? Pelo contrário: em tempos de paz, há muito mais terreno para que nobres ideais floresçam.
– Não, não, não, aí é que você se engana. A nobreza perece durante um longo período de paz, e em seu lugar aparecem o cinismo, a indiferença, o tédio e, sobretudo, um malicioso hábito de escárnio – e tudo isso quase como um ocioso passatempo, sem nenhum objetivo sério. Afirmo categoricamente que um longo período de paz endurece o coração do povo. Durante o interminável período de paz, a balança social sempre pende para o lado do que é estúpido e grosseiro na humanidade, principalmente em direção à riqueza e ao capital. Imediatamente após uma guerra, a honra, a filantropia e o auto-sacrifício são respeitados, valorizados e altamente resguardados; quanto mais a paz se estende, mais tais valores nobres e belos se tornam pálidos e insípidos, até que desapareçam, enquanto todos e cada um estão obsedados pela riqueza e pelo espírito da aquisição. Ao fim e ao cabo, só resta a hipocrisia – a hipocrisia da honra, do auto-sacrifício e do dever; tais coisas continuarão a ser respeitadas, a despeito de todo o cinismo, mas apenas retoricamente, através de belas palavras. Não haverá honra genuína, apenas as máximas vazias permanecerão. Quando a honra se torna uma máxima, ela morre. Uma paz prolongada produz apatia, ideais medíocres, depravação e um arrefecimento das paixões. Os prazeres não se mostram refinados e se tornam mais e mais envilecidos. A riqueza crua não se regozija com a nobreza, já que demanda prazeres imediatos e rasteiros, i.e., a satisfação mais direta dos clamores da carne. Os prazeres se tornam carnívoros. A sensualidade evoca a luxúria, e a luxúria é sempre cruel. Você não pode negar tudo isso, porque não há como negar o fato principal: durante uma paz prolongada, a balança social pende para a riqueza crua ao fim e ao cabo.
– Mas e quanto à ciência e às artes – será que elas podem florescer durante os tempos de guerra? E aqui estamos diante de nobres e grandiosos ideais.
– Ah, mas eis a jogada que me faz dizer a você: xeque-mate! A ciência e as artes florescem sobretudo no imediato pós-guerra. A guerra as renova; a guerra estimula e fortalece o pensamento e lhe dá ímpeto. Mas uma paz interminável arrefecerá até mesmo a ciência. Não há dúvida de que a busca da ciência demanda uma certa nobreza, até mesmo a abnegação. Mas poderiam muitos desses cientistas sobreviver à pestilência da paz? A falsa honra, o amor-próprio e a sensualidade os apanharão também. Tente lidar com um sentimento como a inveja, por exemplo; a inveja é crua e vulgar, mas ela também se inoculará no nobre coração de um cientista. Ele também quererá tomar assento em meio ao glamour e à prosperidade generalizada. Comparado ao triunfo da riqueza, que pode significar o triunfo de alguns cientistas, a menos que se trate de algo sensacional como a descoberta do planeta Netuno, por exemplo? Agora me diga: haverá muitos remanescentes para a devoção verdadeira à humilde causa? Pelo contrário, haverá o desejo pela fama, e então o charlatanismo invadirá a ciência; haverá a busca pelo sensacionalismo, e o utilitarismo pairará soberano, porque haverá um desejo incontrolável pela riqueza. O mesmo sucederá à arte: a mesma busca por sensacionalismo. Idéias simples, claras, nobres e valorosas não estarão em moda: algo muito mais terra-a-terra será demandado; simulacros de paixões estarão na ordem do dia. Pouco a pouco, o senso de medida e harmonia se perderá; paixões e sentimentos sórdidos virão à tona – eis o sentido da elevação dos sentimentos que, na verdade, só levam à vulgarização. A arte inevitavelmente sucumbirá ao fim de uma paz prolongada. Se a guerra nunca houvesse existido em nosso planeta, a arte teria sido totalmente extinta. Todas as grandes idéias artísticas são providas pela guerra e pela luta. Pense na tragédia, olhe para as estátuas: aqui está o Horácio de Cornélio; lá está o Apolo de Belvedere sobrepujando um monstro...
– E quanto às madonas, e quanto à cristandade?
– A própria cristandade admite o fato das guerras e das profecias que dizem que a espada não virá até o Juízo Final: eis algo verdadeiramente notável. Ah, não há dúvida de que a cristandade, em termos elevados e morais, rejeita a guerra e prega o amor mútuo. Eu mesmo serei o primeiro a me unir ao júbilo quando as espadas forem relegadas aos charcos. Mas a questão é: quando isso irá acontecer? E seria útil relegar as espadas aos charcos na atualidade? A paz atual será sempre e em todo os lugares pior do que a guerra, a ponto de ser imoral apoiar a paz. Não há nada que a torne digna de ser valorizada e preservada; é vulgar e vergonhoso preservar a paz. A riqueza e a vulgaridade dão à luz a indolência, e a indolência faz nascer escravos. A fim de manter os escravos em estado servil, é preciso eliminar o livre arbítrio e a oportunidade de evolução, já que não se pode abrir mão da necessidade de escravos, ainda que se trate do cidadão mais humano entre todos. Eu também noto que, durante um período de paz, a covardia e a desonestidade criam raízes. Por natureza, o homem está terrivelmente inclinado à covardia e aos atos vergonhosos – todos e cada um de nós sabemos muito bem disso. Talvez seja por isso que o homem ama tanto a guerra: entrevemos uma cura através da guerra. A guerra expande o amor mútuo e une as nações.
– Ei, espere um pouco: como é que a guerra une as nações, meu Deus?!
– A guerra as obriga ao respeito mútuo. A guerra renova os povos. O amor ao próximo chega ao ápice no campo de batalha. Realmente, é estranho que a guerra faça menos para despertar o ódio do povo do que a paz. De fato, algo que poderia ser considerado uma revolta política em tempos de paz, algum tratado que demandava muito, quiçá uma pressão política, uma requisição arrogantemente expressa – do tipo a que a Rússia foi submetida pela Europa em 1863 –, todas essas coisas despertam o ódio do povo de modo muito mais encarniçado e aberto do que em tempos de guerra. Pensemos ainda uma vez: nós, russos, odiamos os franceses e os ingleses durante a campanha da Criméia? Não, nem um pouco; na verdade, parecíamos nos aproximar cada vez mais deles, quase como se eles tivessem se tornado nossa própria família. Estávamos interessados em ouvir as visões deles sobre a nossa coragem no campo de batalha; nós tratamos os prisioneiros de guerra com enorme generosidade; em tempos de trégua, nossos soldados e oficiais deixaram as posições avançadas e quase abraçaram o inimigo; chegamos a beber vodka juntos. A Rússia se encantou ao ler sobre isso nos jornais, e ainda assim isso não nos impediu de travar uma luta magnífica. Um espírito de cavalheirismo se estabeleceu. E eu nem mesmo trarei à tona as perdas materiais da guerra: todos e cada um conhecem a lei segundo a qual as coisas parecem renascer com um vigor renovado no período pós-guerra. As forças econômicas da nação são estimuladas dez vezes mais do que antes, como se uma nuvem tempestuosa encharcasse a terra com uma chuva torrencial. Todos e cada um, de uma só vez, dão uma mão àqueles que sofreram durante a guerra, enquanto em tempos de paz províncias inteiras morrem de fome antes de nos levantarmos para fazer algo, antes de doarmos alguns míseros rublos.
– Mas o povo não sofre mais do que qualquer outro estrato da população durante a guerra? Quem é que sofre a ruína e suporta as feridas e cicatrizes inevitáveis: o povo ou os nascidos em berço de ouro?
– Talvez você tenha razão a este respeito, mas apenas temporariamente. Ainda assim, o povo ganha muito mais do que perde. É especificamente para o povo que a guerra traz as mais belas e sublimes conseqüências. Diga o que quiser: você pode ser a pessoa mais humana, mas ainda assim você se considerará acima do populacho. Nos dias de hoje, quem é que equipara as almas de acordo com o padrão de Cristo? O padrão é o dinheiro, o poder e a força, e o povo massificado sabe muito bem disso. Não se trata propriamente de inveja; há um certo sentimento opressivo de desigualdade moral que é extremamente doloroso para as pessoas comuns suportarem. Você pode libertá-las ao máximo e escrever e estatuir as leis que escolher, mas a desigualdade não pode ser sustada na sociedade atual. O único remédio é a guerra. A guerra é apenas um paliativo instantâneo, mas ela dá conforto ao povo. A guerra aumenta o moral do povo e o seu senso de amor-próprio e dignidade. A guerra torna todos e cada um iguais durante as batalhas e reconcilia o senhor e o escravo na manifestação mais sublime de dignidade humana – o sacrifício da vida pela causa comum, por todos e cada um, pela pátria. Você acha que as massas, mesmo a massa mais embrutecida de camponeses e mendigos, não sentem a premência de uma demonstração ativa de sentimentos nobres? E como é que a massa pode demonstrar sua nobreza e dignidade humana nos tempos de paz? Nós observamos nobres atos isolados em meio ao povo, mal condescendendo em notá-los, algumas vezes com um sorriso cético, noutras simplesmente não acreditando no que acabamos de ver. E quando nós efetivamente reconhecemos o heroísmo de algum indivíduo isolado, nós fazemos um tal estardalhaço como se se tratasse de algo completamente inusitado; o resultado é que nosso assombro e nosso elogio reverberam o desdém. Tudo isso desaparece em tempos de guerra, quando há a completa igualdade no heroísmo. O sangue aspergido se torna sagrado. Uma nobre proeza compartilhada cria os mais sólidos vínculos entre as classes díspares. O proprietário e o camponês estiveram mais próximos no campo de batalha em 1812 do que na província pacífica de onde vieram. A guerra dá às massas um sentido de auto-respeito, e é por isso que o povo ama a guerra: ele compõe canções sobre ela, e por muitos anos o povo se mostra sedento por estórias e lendas sobre a guerra. O sangue aspergido se torna sagrado! Diga o que quiser, mas a guerra em nossa época é necessária; sem ela o mundo teria entrado em colapso ou, no mínimo, o mundo teria sido transformado em uma espécie de charco lodoso fervilhante pela putrefação...
Eu desisti da discussão, obviamente. Não há sentido em discutir com sonhadores. No entanto, há um fato muito estranho: as pessoas começam a discutir questões que pareciam resolvidas há muito e estavam supostamente destinadas aos arquivos. Tais questões estão sendo exumadas ainda uma vez. E o mais importante é que isso está acontecendo em toda parte”.
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2020.03.07 15:48 MoreOne Explicações da Bolsa de Valores, ou: Como não parecer idiota falando dela

Tô pedindo pra parecer idiota com esse título, ainda mais considerando que não sou especialista. Mas estão feias algumas postagens no sub, não sei se por ironia ou desconhecimento, então achei necessário um post. Se tem algum erro no texto, por favor, me corrijam.
Como que Bolsa afeta empresas? Bem, com ela em baixa, elimina-se uma forma de captar dinheiro pra investir, com novas aberturas de capital e emissões de novas ações. Bolsa baixa também faz as empresas começarem a recomprar as próprias ações, porque se elas confiam no próprio negócio (O que é esperado), elas podem voltar a controlar uma parte maior do seu capital. Ou seja: ao invés de investir em produção, investem em controle da empresa. Os sócios majoritários também não gostam de ter seu capital diluído, mas normalmente a cotação não é tão relevante assim. Em resumo: a cotação é afetada pela empresa, não o contrário.
Por que tem tanto estrangeiro saindo do Brasil? Primeiro, temos que entender: Bovespa é uma das mais potencialmente lucrativas do mundo, com a instabilidade que ela gera. Pegando um exemplo de queda, da Petrobras contra a British Petroleum, que não são exatamente equivalentes mas estão no mesmo setor. Com a falta de acordo com a Rússia, o barril do petróleo caiu ~9%, imediatamente. A Petrobras caiu 10%, a BP caiu 5%. Tem muito capital especulativo por aqui, notícias pequenas geram grandes variações, notícias grandes geram desesperos e euforias, e por aí vai. Já ganhei muito com análises de corretoras grandes colocando o preço justo de empresas muito acima da realidade, que gera uma euforia imediata e, em uma semana, cai de volta ao patamar anterior (Ou até abaixo). Com o começo do governo, apenas por ser começo do governo, o ibov subiu de 85 mil pra 97 mil. Essas variações não acontecem dessa maneira em bolsas mais consolidadas, e geram oportunidades grandes pra quem trabalha com ações.
Mas temos uma possível epidemia mundial, que vai reduzir produção de muitas empresas, e todo mundo trabalha na bolsa, hoje, com potencial de crescimento em cima dos lucros gerados. Pegando um exemplo extremo, WEG é negociada por 10,6 vezes o seu valor de empresa, porque levam em conta a reaplicação dos lucros e o crescimento contínuo. Quando uma empresa tem esse padrão e de repente não consegue crescer mais (Tipo Droga Raia), a cotação costuma dar uma abaixada violenta, porque muda o cenário. E no cenário "Ebola mundial" que estão divulgando, o desespero está alto, tem muita gente tirando dinheiro que está "arriscado" e deixando disponível pra quem é dono. Muita gente está comprando papéis de dívida americana, que está com uma taxa de retorno cada vez menor, ou seja: aversão completa a risco.
Combina isso com uma suspeita de que estávamos numa pré-crise mundial, que basta um baque econômico pra entrar numa espiral de longo prazo, e tem gente arrancando os cabelos no mundo todo. Sem fundamento com a realidade, porque que nem em 2008, o dinheiro nunca nem existiu de fato.
Já um parênteses aqui, a cotação do Dólar é diretamente afetado pelo dinheiro estrangeiro saindo do país. As reservas de dinheiro à vista não são tão relevantes pra cotação. Cotação é afetada principalmente pela força real da moeda, que no caso do Real, nunca foi grande coisa. O único motivo pro dólar ter ficado tão baixo entre 2008 e 2012 é a desconfiança com a economia americana, que fez investidores buscarem colocar seu dinheiro em outros lugares, e a aparente prosperidade brasileira na mesma época. Apenas pra entender: inflação americana entre 1995 e 2020 foi de ~70%, enquanto seu PIB (Em dólares) cresceu 150%. A inflação brasileira no mesmo período acumula 605% pra um crescimento de PIB de 68,7%. O assunto É MUITO MAIS COMPLEXO DO QUE ISSO, mas dá um indicativo de que uma pessoa com um certo valor em real tem muito menos disponibilidade de compra do que uma pessoa com um valor equivalente em dólares.
E o governo brasileiro, nisso tudo? Bom, a situação global está bem instável. Independente do governo, essas variações iriam ocorrer. Caso deteriore pra afetar a vida de pessoas comuns, um outro governo optaria por intervir aquecendo a economia (Cenário de 2008, mas sem dólar despencando porque a falta de confiança é global, não na economia americana). O governo atual é orientado por quem quer menor nível de interação entre governo e economia, então a população vai ter que absorver por conta. Se é bom ou ruim, não vou nem entrar no mérito. Mas é ilusão imaginar que os resultados não estariam muito diferentes com um governo diferente.
Se tem uma coisa que é interessante, então, é a maneira como todos acreditaram nas promessas econômicas pré-eleição. Infelizmente, muitos acreditam, porque não entendem que nenhuma mudança econômica ocorre do dia pra noite. Mesmo quando o governo intervém diretamente, os resultados aparecem um, dois anos depois. A bolsa de valores, em seu cerne para aplicações de fundos de investimento, opera com previsão de resultados pra 10 anos ou mais. O governo do Trump, por exemplo, pegou a boa onda do governo Obama, que resolveu a merda que ocorreu durante o governo Bush, que pegou uma era de otimismo dos anos 90. No governo brasileiro, tivemos uma continuação das políticas do FHC no governo Lula, uma quebra de expectativas em 2013 quando a economia americana começou a retomar, outra quebra quando as commodities baixaram de preço, mais uma quando a Petrobras fez controle de preços por imposição governamental e criou uma dívida imensa... Tudo isso com um crescimento de PIB (Que significa um crescimento de arrecadação) que não atendeu às expectativas do que foi investido. Culminou no impeachment, que gerou ainda mais instabilidade, um governo Temer que apenas segurou, e uma euforia popular com um governo Bolsonaro que nunca ia atender às expectativas e que fez reformas mínimas pro governo não quebrar de vez, porque a economia brasileira ainda está no mesmo regime de sempre e não deve apresentar crescimento tão cedo.
TL;DR: Por favor, se informem melhor acerca de economia. Falar que bolsa caindo e dólar subindo é coisa de governo, é muito desinformação. E todo governo vai fazer cortina de fumaça no assunto, assumindo responsabilidade sobre ganhos e jogando pros outros as perdas, mesmo governos sendo uma parcela reduzida da economia global.
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2020.03.05 20:52 Emile-Principe Jones Manuel - os revolucionários e a questão da violência

Jones Manuel - os revolucionários e a questão da violência
https://www.youtube.com/watch?v=d6kdHZqd0uc&t=4s
Salve galera. O tema do vídeo de hoje e “Os Revolucionarios e a questão da violência”: quem realmente defende a paz? Ano passado Gregório Duvivier no seu programa Greg News fez um vídeo falando que os revolucionários como Lenin eram militaristas, a favor da violência, ao contrário dos social-democratas. Esses sim Democráticos e Defensores da Paz. E muito comum ouvir nos discursos da direita e de certa esquerda liberal e moderada que os revolucionários, em especial os anarquistas e os Comunistas são Defensores da violência, do sangue e que eles gostam de ver morte. Mas é verdade realmente? Os revolucionários eles são Defensores da violência? Eles têm fetiche pela violência? A história real não é assim! Antes de entrar propriamente em uma análise histórica, e importante algumas considerações teóricas: os revolucionários - especialmente os marxistas - consideram que a violência é um dado estrutural do sistema capitalista. O capitalismo como um sistema sócioeconômico que funciona oprimindo e explorando a imensa maioria da população, precisa da violência para se reproduzir. Então não é coincidência que em todos os países capitalistas do mundo as principais vítimas da violência policial e do sistema penal e carcerário sejam pessoas pobres oriundas da classe trabalhadora. Também não é coincidência que todas as vezes que existe uma rebelião Popular, uma tentativa de revolução, ou até uma série de Protestos massivos, a resposta do Estado burguês é repressão repressão e mais repressão. O que os marxistas perceberam foi que a violência é um dado da realidade gostemos dela ou não. O capitalismo ele não funciona sem uma violência sistemática contra os de baixo. Evidentemente que em alguns países o uso cotidiano da violência é maior do que em outros. Em países de Capitalismo dependente como o Brasil, a violência no cotidiano da classe trabalhadora é muito maior do que em países de Capitalismo Central. Como por exemplo se você for comparar os índices de letalidade policial Eles são muito maiores no Brasil do que na Inglaterra. Só que essas diferenças, embora importantes, são explicadas não porque o capitalismo na Europa é mais democratic, mais humano, mas sim porque ali é um dos centros mundiais do capitalism, e a riqueza extraída de toda a periferia do capitalismo possibilita um nível de distribuição de renda um pouco melhor, e as contradições e os conflitos de classe tendem a tomar um caráter menos Agudo. Mas até isso na própria Europa já está mudando. Não é mais uma realidade então atual, até porque não existe mais estado de bem-estar social na Europa: ele já foi quase que todo destruído.
Outra questão muito importante é que os teóricos da burguesia, os ideologos do capitalismo tendem a subestimar o papel da violência na reprodução desse sistema e não so pensadores burgueses, até criticos de esquerda acabam caindo nessa ilusão. Por exemplo, a partir dos anos 60 se tornou uma moda na Europa ocidental a partir de certa leitura bastante equivocada de Gramsci, dizer que a dominação de classes no capitalismo desenvolvido não se dava mais com uso da força, mas sim pela hegemonia, pelo convencimento. Então escolas, igrejas, partidos politicos, meios de mídia, seriam o principal instrumento de dominação da classe dominante. Michel Foucault passou a falar de uma microfísica do Poder: uma sociedade com instituições carcerárias capilares: tanto a escola com uma clínica psiquiátrica, seria uma instituição carcerária em uma análise descendente do poder: ou seja uma compreensão do Poder de baixo para cima. O estado burguês com seu sistema de Justiça Criminal, forças Armadas e aparelhos repressivos da maneira geral não seria o centro estratégico de exercício do Poder, mas sim essas micro relações de poderes conferidos por toda a sociedade. Ainda na França Pierre Bourdier começou a falar de um poder simbolico, que esse sim seria o verdadeiro centro da crítica A Dominação. Fora de um campo de esquerda, Habermas e Hannah Arendt passaram a falar que a política não tem violência. A política é uma esfera de consenso e de diálogo intersubjetivo entre as partes, e se tem violência não é política. A violência seria por definição A negação da dimensão política da vida humana.
Isso tudo e Muito bonito. E ótimo para vender livros, para produzir filmes, para ganhar uma bolsa de produtividade da “Capes, CNPQ” (institutos de pesquiza), mas no mundo real o capitalismo nunca vai dispensar a violência, Especialmente na periferia do sistema. O que os revolucionários compreenderam é que além da violência ser um dado estrutural orgânico do capitalism, não existe em um exemplo na história da humanidade em que uma classe dominante aceitou perder seu poder, Sua riqueza e seu prestígio de forma pacífica, sem a mais brutal reação violenta contra o movimento emancipatório dos de baixo. Aliás a própria América Latina nos dá centenas de exemplos disso: os ciclos de golpes, ditaduras empresariais militares em nosso continente, não foram em sua maioria contra projetos políticos revolucionários. Foram contra projetos reformistas muito moderados: um exemplo disso é o golpe Empresarial militar no Brasil de 1964: o governo João Goulart não era um governo comunista, um governo revolucionário. João Goulart era um político nacionalista que defendeu uma reforma agrarian, reforma bancária, acabar com analfabetismo, saúde e coisas do tipo. Um projeto tão moderado como esse, foi encarado pela classe dominante brasileira e pelo imperialismo estadunidense como algo inaceitavel, e o resultado todos nós sabemos.
Então não adianta idealizer. A classe dominante nunca vai entregar seu poder sem uma reação violentissima, e a violência é um dado estrutural do capitalism. Isso não significa evidentemente que a dominação de classe se dá apenas pela repressão. Como mostrou Antônio Gramisci - e essa e sua contribuição real - a dominação exercida pela classe burguesa se dá em uma combinação complexa e estratégica entre coercao e consenso: convencimento e repressão. Os aparelhos ideológicos da classe dominante atuam para legitimar a violência da burguesia, e Esses aparelhos repressivos da burguesia garantem que os aparelhos ideológicos da classe dominada - dos trabalhadores - sejam reprimidos, combatidos para que a ideologia burguesa seja egemônica no seio da sociedade. Então repressão e convencimento atuam de maneira organica, combinada na ordem burguesa. Isso não significa porém, que a repressão tenha perdido importância nas formas atuais de dominação do capitalismo. Muito pelo contrário: para ter um simples exemplo disso, na França que é mostrada por muitos como um exemplo de país democratic, de país civilizado, quando começou o protesto dos chamados coletes amarelos, o governo Macron em um mês prendeu mais de mil manifestantes, e a França protagonizou cenas de violência brutal da polícia contra os manifestantes. Basta acontecer alguma crise política, levante popular ou tentativa de revolução que a resposta da burguesia vai ser sempre um mar de sangue e de brutalidade.
Do ponto de vista histórico os comunistas sempre foram Defensores da Paz. Na época do movimento operário social-democrata, no período da segunda internacional, enquanto os revolucionarios como Clara Zetkin, Rosa Luxemburgo, Lenin, Trotsky eram contra a política Colonial dos Estados capitalistas em África e em Ásia, os reformistas eram a favor. Então Eduardo Bernstein, por exemplo, defendeu o colonialismo do Estado alemão em África, e dizia que era legítimo: que o Estado alemão estava buscando seus interesses. A revolucionária Rosa Luxemburgo sempre foi contra a política colonial e defendeu os povos de África contra a ganância do estado dos monopólios na Alemanha. Na primeira guerra mundial enquanto os reformistas foram totalmente a favor da guerra e se dedicaram a chamar os trabalhadores para matar os Trabalhadores de outros países, os evolucionários foram totalmente contra a Guerra. Lenin, Rosa Luxemburgo, Trotsky, Stalin e tantos outros chamados de violentos, de repressivos Foram contra a primeira guerra mundial: denunciaram a guerra como uma guerra inter-imperialista que visava a conquista colonial do mundo. Ao final da segunda guerra mundial os grande movimentos que passaram para a história em defesa da Paz e contra as guerras, foram protagonizados pelos comunistas: movimento contra a guerra da Coreia, contra a agressão do colonialismo francês na Argélia, movimento contra a guerra no Vietnã e uma série de campanhas mundiais pela paz tiveram uma participação fundamental nos comunistas. Aliás por falar em comunistas enquanto os partidos social-democratas da Europa, ou apoiaram diretamente ou fingiram que não viram a política do imperialismo estadunidense de promoção de golpes de estado na América Latina, Os Comunistas não so eram os principais perseguidos por essas ditaduras militares como tiveram um papel fundamental no processo de volta da Democracia burguesa. Na história real do século 20 - Essa era dos extremos, Como dizia o saudoso Historiador Eric Hobsbawn - os social-democratas não eram a favor da Paz. Eles defendiam evidentemente a democracia burguesa no seu país, mas eram totalmente entusiastas da política colonial e da política de guerra do imperialismo em toda a periferia do sistema capitalista. O historiador e filósofo italiano Domenico Losurdo criou até um conceito para tratar dessa realidade: ele chamou essa esquerda de esquerda Imperial: ou seja, era uma esquerda que na França, na Inglaterra, nos Estados Unidos, no Canadá e vários outros países defende uma política democrática e de paz, mas apoiam o seu estado burguês e os seus monopólios capitalistas na exploração no saque, na repressão de toda a periferia do sistema, e obtem beneficios desses super-lucros que os seus paises – enquanto paises centrais do capitalismo – conseguem obter. De forma que, na historia real do capitalism, onde existiu um movimento forte pela paz, esse movimento foi protagonizado ou no mínimo tinha uma intensa participação dos comunistas.
Nós não temos nenhum tipo de fetiche pela violência. Rosa Luxemburgo, Lenin e vários outros revolucionários criticaram abertamente os terroristas. Na Rússia por exemplo existe uma cultura política muito forte de terrorismo de esquerda: intelectuais que compreenderam que grandes atos Como matar um primeiro-ministro iria despertar as massas para luta. Lenin sempre combateu esse tipo de concepção, e defendeu que o terrorismo não tem nenhum tipo de capacidade mobilizadora, e muito mais importante do que mataram o primeiro-ministro é conseguir organizar e educar politicamente a classe operária para compreender que dentro do capitalism, dentro dessa forma de estado burguês ela não conseguiria alcançar os seus objetivos fundamentais. A defesa dos comunistas da violência revolucionária é uma defesa fundamentada numa compreensão crítica e real do que e a dinâmica do capitalism, mas que não está faltando nenhum tipo de fetiche da violência ou sede de sangue. Dois exemplos para terminar são suficientes para ilustrar isso: durante a segunda guerra mundial o exército japonês era famoso por sua brutalidade: era um exército que não fazia prisioneiros: todas as vezes que conseguiram conquistar uma região da China, eles matavam todo mundo e antes de matar as mulheres faziam rodadas de estupros coletivos. Já as forças de resistência Nacional da China, dirigidas pelo partido comunista não apenas não matavam os prisioneiros de guerra japoneses, como faziam um trabalho de educação política com eles: faziam agitação e propaganda contra a guerra imperialista: contra O Extermínio entre os membros da classe trabalhadora. Muito desses prisioneiros eram soltos, voltavam para o exército japonês e continuavam reproduzindo a propaganda anti-Guerra ao ponto que a partir de 1944 o exército japonês começou a fuzilar todos os soldados que foram presos pelo exército chinês e depois de liberados, pois segundo o auto commando military do japao, os comunistas são muito perigosos e qualquer pessoa que tenha contato com eles, está contaminada pela ideologia do pacifismo. Outro exemplo muito importante é a demonizada república democrática popular da Coreia: Coreia do Norte. E dito que esse país é um país militarista, violento, que promove a Guerra. Na realidade a milenar nação coreana Foi dividida em duas pelo imperialismo estadunidense em uma guerra que matou mais de 2 milhões de coreanos. Depois que foi assinado o armistício - como uma especie de pausa na Guerra - os Estados Unidos mantêm - dos anos 50 até hoje - mais de 30 mil soldados divididos entre o Japão e a Coreia do Sul apontados para Coreia do Norte - inclusive armas nucleares nessa região - e ameaça constantemente o país com uma nova guerra de destruição neocolonial. A Coreia do Norte conseguiu desenvolver um importante poder bélico, se amar, inclusive desenvolver armas nucleares, e é graças ao fato de a Coreia possuir armas nucleares e um poderoso exército que até hoje não aconteceu uma nova guerra na região. A capacidade de armamento da economia norte-coreana, fruto principalmente da sua economia planificada, garante a paz na região. Exemplos significativo disso é a Líbia quando era governada por Gaddafi. Gaddafi tinha um projeto da bomba atômica da Líbia. Por pressao do imperialismo Caddafu desistiu desse projeto. Pouco tempo depois estáva a OTAM invadindo a Líbia, destruindo o país que tinha o maior IDH (Indice de desenvolvimento humano) da África, deixando o país em um mar de sangue e caos como está até hoje.
O militarismo na Coreia do Norte é fundamental para a paz, até porque a questão da Paz e da Guerra não deve ser entendido de forma mecânica, mas de forma de dialetica. No mundo dominado pelo imperialism, se armar é uma garantia de paz dos povos que lutam por sua emancipação. O imperialismo só entende a linguagem da força. “E se quer garantir-se a paz, prepare-se para a Guerra.” Como muito bem disse Plínio de Arruda Sampaio (ex-membro do Partido Socialismo e liberdade, PSOL) na Saudosa campanha presidencial de 2010 (Brasil), ninguém deveria ter armas atômicas, mas se os Estados Unidos tem armas atômicas, se Israel tem armas atômicas, outros povos em sua defesa também tem direito de ter. Em síntese os revolucionários não são violentos sedentos de sangue, promotores da violência. Nós somos contra as guerras imperialistas, as invasões neocoloniais; somos linha de frente no Combate à violência cotidiana do Estado burguês contra a classe trabalhadora, mas não idealizamos as condições da dominação de classes no capitalism. Compreendemos que a violência é um dado estrutural do sistema capitalista que a classe dominante - Especialmente na periferia do capitalism - nunca vai entregar seu poder em forma pacífica e que a violência revolucionária dos trabalhadores e suas organizações é uma necessidade histórica intransponível na conquista do poder político pelos trabalhadores e da construção do novo mundo: o mundo socialista! Aliado a isso, compreendemos que as experiências de transição socialista necessitam criar um forte aparato de defesa para se proteger de todos e cada um dos ataques do imperialism. Ao contrário do pensa Gregorio Duvivier e vários teóricos e líderes politicos, defender um pacifismo abstrato não vai fazer com que a violencia real deixe de existir.
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2019.12.05 19:55 AntonioMachado [2003] Tatiana Khabarova - O bolchevismo hoje: lições, problemas, perspectivas

1ª parte: http://www.hist-socialismo.com/docs/Khabarova_Bolchevismo_hoje_I.pdf
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2ª parte: http://www.hist-socialismo.com/docs/Khabarova_Bolchevismo_hoje_II.pdf
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3ª parte: http://www.hist-socialismo.com/docs/Khabarova_Bolchevismo_hoje_III.pdf
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2019.11.25 16:09 subreddit_stats Subreddit Stats: PaisosCatalans top posts from 2017-12-21 to 2019-11-24 17:26 PDT

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  1. Com de grans són les comunitats de l'esfera catalanoparlant a Reddit? by TerceraVia (31 points, 8 comments)
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2019.11.06 06:33 bicto O que é o liberalismo?


O que é o liberalismo?
O que é o liberalismo? Em que medida é possível encontrar características constantes num movimento de ideias e de iniciativas práticas que se desenvolve no curso de três séculos e frequentemente apresenta, na mesma época, tendências bastante diversas?
Merquior se propõe essa questão inicial e lhe dá uma resposta afirmativa. O liberalismo não é uma expressão oca mas, dentro de suas variações de época e de escolas, mantém-se, embora em proporções diferenciadas, fiel à sustentação de quatro liberdades fundamentais. São elas: (1) liberdade (negativa) de não sofrer interferências arbitrárias; (2) liberdade (positiva) de participar nos assuntos públicos; (3) liberdade (interior) de consciência e crenças e (4) liberdade (pessoal) para o autodesenvolvimento de cada indivíduo.Essas quatro liberdades constarão sempre, ainda que em doses diferentes e, algumas vezes, de forma mais implícita do que explícita, do elenco histórico do pensamento liberal. Este, visto no seu conjunto, do século XVIII aos nossos dias, apresenta diferenciações, basicamente em função das características de cada época, no que diz respeito à maior ou menor ênfase dada a cada uma dessas quatro liberdades e no que se refere ao relacionamento entre o indivíduo, a sociedade e o Estado. Por outro lado, o pensamento liberal, também contemplado no seu conjunto, reflete as tendências predominantes nas culturas nacionais em que se desenvolve.
No que tange ao desenvolvimento histórico do liberalismo, Merquior identifica, inicialmente, um protoliberalismo, que mergulha suas raízes mais remotas na defesa medieval dos direitos e no humanismo do Renascimento.Poderia ter se referido à emergência da liberdade interior, com Sócrates e Platão, e dos direitos universais do homem, com os estoicos. Em seguida, Merquior diferencia seis principais correntes no liberalismo: o liberalismo clássico, o conservador, o novo liberalismo, o neoliberalismo, o neocontratualismo e o liberalismo sociológico.
No que concerne às escolas do pensamento liberal, influenciadas pelas características das principais culturas nacionais em que se desenvolveu, Merquior distingue três linhas. A escola inglesa, de Hobbes e Locke a Bentham e Mill, para a qual a liberdade é principalmente a independência pessoal. A escola francesa, a partir de Rousseau, para a qual a liberdade é, fundamentalmente, autogoverno. E a escola alemã que, com base em Humboldt, encontra a essência da liberdade na autorrealização pessoal.
Raízes do liberalismo
Em última análise, segundo Merquior, o cristianismo, de um modo geral e, particularmente, a Reforma e a Revolução Francesa, constituem os fundamentos a partir dos quais se desenvolve o liberalismo.
As raízes mais remotas do liberalismo podem ser encontradas no pensamento medieval, com Marcilio de Padua (1275-1343) e seu Defensor Pacis (1324) introduzindo o requisito de consentimento dos governados, para a legitimidade dos governos. Ockham (1300-1349), Francisco Suárez (1548-1617), Hugo Grotius (1583-1645) e Johann Althusius (m. 1638) são importantes precursores de muitos dos aspectos do liberalismo. Modernamente, deve-se a John Locke, com seu Second Treatise on Government (1659) a implantação das bases do pensamento liberal.
Merquior reconhece, entre os antecedentes remotos, a influência do conciliarismo eclesiástico na configuração do pensamento constitucionalista. Faltou-lhe referir, como precedentemente mencionado, o legado grego em matéria de liberdade interior, um dos fundamentos do pensamento liberal e, por outro lado, o mesmo legado grego na construção da democracia, como regime político. Haveria que acrescentar a relevante contribuição dos estoicos, precedendo o cristianismo no entendimento da dignidade universal do homem, independentemente de sua cidadania e condição social.
Sem embargo de suas raízes remotas, o liberalismo, como movimento de ideias e de práticas societais, procede da Ilustração. Esta, em última análise, levantou a problemática fundamental da relação homem-sociedade-Estado, que é, por um lado, a exigência da liberdade, tanto negativa, no sentido de não coerção, quanto positiva, no sentido da participação pública. Por outro lado, a exigência da racionalidade pública, opondo-se às modalidades populistas e clientelistas da democracia. O século XVIII oscilou, por isso, entre os direitos públicos da cidadania, enfatizados pela Revolução Francesa, e as exigências de racionalidade pública, enfatizadas pelo chamado “despotismo esclarecido” – de Frederico, o Grande ou do Marquês de Pombal – que, não tendo sido efetivamente despótico, mereceria a denominação de autoritarismo esclarecido.
Liberalismo clássico – 1780-1860
O liberalismo clássico é uma reflexão sobre as condições de formação e de legitimidade do Estado e uma defesa das liberdades negativa e positiva, ante o governo e no âmbito do Estado. Hobbes sustenta que a preservação da incolumidade das pessoas e de seus direitos básicos conduz à delegação de todo o poder ao príncipe, como administrador desses valores. Locke contrapõe, no contrato social básico, a exigência do consentimento dos governados, como condição de legitimidade do poder.
Os whigs, primeiro partido organizado de tendência liberal, incorporam as exigências de consentimento, de Locke, moderando-as com algo de Hobbes, na preservação da autoridade do príncipe.
O liberalismo clássico produzirá um brilhante elenco de pensadores: Benjamin Constant e Alexis de Tocqueville, na França; John Stuart Mill, na Inglaterra; Giuseppe Mazzini, na Itália; Alexander Herzen, na Rússia. Locke, moderadamente influente na Glorious Revolution, será decisivamente influente na formação do pensamento liberal da Independência americana.

Liberalismo conservador
Os excessos da Revolução Francesa, quer no populismo de Marat e Danton, quer no jacobismo de Robespierre e do Terror, culminando no imperialismo autoritário de Napoleão, levam o pensamento liberal de fins do século XVIII e primeira metade do XIX a uma reação conservadora. É preciso proteger a sociedade das oscilações entre um populismo irresponsável e um dogmatismo repressivo. Edmund Burke (1729-1797), com sua crítica da Revolução Francesa dá o tom do liberalismo conservador. Será seguido, na Inglaterra, por Thomas Macaulay (1800-1859), John Dalberg, barão Acton (1834-1902), Walter Bagehot (1826-1877), o grande editor do Economist desde 1861 até seu falecimento, e pelo evolucionismo social-darwinista de Herbert Spencer (1820-1903). Na França, o liberalismo conservador será introduzido por François-René de Chateaubriand (1768-1848). O liberalismo francês de tendência conservadora distinguirá, na grande revolução, seu momento positivo, 1789, do negativo, 1793. Com variantes vinculadas às vicissitudes políticas da França, são inseríveis na categoria do liberalismo conservador personalidades como Michelet (1798-1874), que apoiará o Segundo Império, Rémusat (1797-1875), que apoiará Thiers, mas manterá sua preferência por uma monarquia constitucional, Edgard Quinet (1803-1875), que sustentará um liberalismo sem reivindicações de classe, e Ernest Renan (1823-1892), que defenderá um liberalismo não democrático.
O quarto capítulo de O Liberalismo – Antigo e Moderno, que aborda o liberalismo conservador, inclui uma seção tratando de uma particular vertente desse liberalismo, sob a denominação de liberalismo de construção nacional, analisando a obra e as atividades públicas de dois eminentes pensadores argentinos: Domingo Faustino Sarmiento (1811-1888) e Juan Bautista Alberdi (1810-1884).
Sarmiento, herdeiro das preocupações da Ilustração, no tocante à compatibilização entre as liberdades negativas e positivas do cidadão e o imperativo de racionalidade pública, mostra como a condição dessa compatibilização é a universalização da educação popular, através da escola pública. Em seu clássico, Facundo, Civilización y Barbarie (1845) coloca-se decisivamente a favor daquela, contra o caudilhismo rural. Alberdi se defronta com uma Argentina invadida por imensas ondas migratórias e se preocupa em salvaguardar a nacionalidade, denegando direitos políticos aos imigrantes. Natalio Botana, citado por Merquior, define Alberdi como o Edmund Burke da imigração europeia. Sua proposta é a de uma modernização conservadora, que favorece a industrialização e o progresso, em condições que protejam a república da irracionalidade das massas e da desnacionalização dos imigrantes.
Constitui uma valiosa inovação, por parte de Merquior, ter superado o preconceito de restringir a discussão das grandes ideias públicas, ao universo euro-norte-americano, introduzindo, em sua grande obra, uma fina análise de Sarmiento e Alberdi. É de lamentar-se, por outro lado, que essa lúcida e despreconceituosa abertura não tenha incluído referências fundamentais ao liberalismo mexicano, com Benito Juárez e o liberalismo conservador-progressista de Porfirio Díaz, não tenha contemplado o liberalismo brasileiro, de Antonio Carlos de Andrade a Ruy Barbosa, nem o pensamento e a atuação chilenos, no extraordinário esforço de nation-building de Diego Portales.
O estudo do liberalismo conservador de Merquior se encerra com uma análise do pensamento alemão, vinculado à ideia do Rechtsstaat, incluindo uma penetrante discussão de Max Weber. A essa análise se seguem outras duas, abordando o pensamento de Benedetto Croce na Itália e de José Ortega y Gasset, na Espanha.
O pensamento alemão é pautado por duas grandes linhas; o conceito de Wilhelm von Humboldt sobre os limites do Estado, visto como “guarda noturno” das liberdades cívicas e o conceito de Kant sobre a autocultivação, como supremo objetivo da pessoa, requerendo apropriada tutela do Estado.
Avulta, nesse pensamento, a figura de Max Weber (1864-1920), que combina, admiravelmente, a tradição historicista germânica com as exigências, tingidas de positivismo, de uma sociologia científica. Dentro dessa perspectiva, Weber se dá conta de que o processo de modernização consiste numa expansão da racionalidade instrumental, cujo agente social é a burocracia. As sociedades modernas se defrontam, assim, com um duplo perigo: o despotismo burocrático e, na contestação a este, o do autoritarismo carismático. Para superar esse duplo risco Weber enfatiza a necessidade do parlamentarismo como forma democrático-racional de seleção de lideranças políticas.
Benedetto Croce (1866-1952) é outra figura eminente analisada por Merquior. Croce, a partir de um profundo historicismo (que resgata a figura de Giambattista Vico) sustenta um liberalismo como exigência moral, em oposição ao liberalismo econômico do utilitarismo. A grande contribuição de Croce foi a identificação, no processo histórico, de um crescimento cumulativo, embora não linear nem ininterrupto, da liberdade. Esse compromisso com a liberdade, como exigência moral, mas também como tendência evolutiva da história, levou Croce a uma consistente posição antifascista.
A análise do pensamento de Ortega (1883-1955) encerra a discussão, por Merquior, das grandes personalidades do liberalismo conservador. Ortega se defronta com exigências contraditórias. Por um lado, seu profundo liberalismo, como decorrência necessária de seu abrangente humanismo. Por outro lado, sua crítica ao homem-massa, não entendido como membro do proletariado, mas
como um tipo psicocultural, que se encontra em todas as classes sociais, consistente no homem sem ideais superiores, que se esgota na busca do bem-estar.
O liberalismo de Ortega o leva a apoiar os esforços iniciais da República e a se opor, concomitantemente, ao franquismo e ao comunismo. O elitismo psicocultural de Ortega o conduz, a meu ver, a uma modalidade própria de liberalismo conservador, que se poderia definir como uma sustentação universal das liberdades negativas e uma abordagem seletivamente meritocrática para as liberdades positivas. Escapou à análise merquioriana esse aspecto do pensamento de Ortega, que me parece extremamente relevante.
Concluindo sua magistral discussão do liberalismo de seu momento clássico ao conservador, Merquior diferencia, no processo, cinco principais expressões: (1) os direitos naturais, com Locke e Paine; (2) o humanismo cívico, de Jefferson e Mazzini; (3) o das etapas históricas, com Smith e Constant; (4) o utilitarismo, com Bentham e Mill; (5) o sociologismo histórico, com Tocqueville.
O liberalismo é um processo que parte do whiguismo, como mera demanda de liberdade religiosa e governo constitucional, para atingir a democracia. Os excessos desta preocupam os liberais conservadores, que querem moderar a democracia e se constituem em neo-whigs.
Daí resultam em três modalidades de liberalismo: (1) o idioma burkeano, de Macauley, Maine, Alberdi, Renan, Acton; (2) a linguagem darwinista, de Spencer; (3) o historicismo, com suas implicações elitistas, de Weber e de Ortega.

O novo liberalismo
Albert Dicey, citado por Merquior, observa que o reformismo legal, na Inglaterra, teve duas fases no século XIX. A primeira, de 1825 a 1870, encaminhou-se para defender e expandir a independência individual. A segunda, de 1870 em diante, teve por objetivo a justiça social.
O novo liberalismo, do fim do século passado em diante, teve um forte cunho social, tornando-se um social-liberalismo. A grande figura britânica, nessa linha de pensamento, foi Thomas Hill Green (1836-1882). A partir de um hegelianismo kantiano, Green sustenta a necessidade de, mantendo-se o princípio da liberdade, liberdade de qualquer coerção, encaminhar-se para a liberdade positiva, para assegurar a todos os homens a plenitude de seu autodesenvolvimento – a Bildung dos alemães. O objetivo da ação pública deve ser o da melhoria social. Isto significa agregar, à defesa dos direitos individuais, a exigência de igualdade de oportunidades e de uma ética comunitária. John Hobson (1854-1940) e Leonard Hobhouse (1864-1929) prosseguem na linha de Green. Hobhouse insiste na exigência de liberdade positiva. Hobson se tornará famoso com seu Imperialism, de 1902, atribuindo este à excessiva acumulação de riquezas e poupança, que passam a exigir a conquista coercitiva de novos mercados.
As ideias de Green foram mantidas e postas em prática por William Beveridge (1879-1963). A partir do Reform Club, em 1942, Beveridge elabora os “Estatutos Originários” do estado de bem-estar social britânico.O liberalismo social assumiu, na França, a forma do republicanismo. O que estava em jogo era a reconstrução das instituições depois da derrocada do Segundo Império, sem incidir no populismo da Comuna, nem no retorno ao monarquismo conservador. As ideias básicas do movimento são lançadas por Claude Nicolet em L’idée Républicaine en France, de 1870. O liberalismo social, na França, se subdivide em diversas modalidades: neogirondinos, com Quinet; neodantonistas, com Michelet e Victor Hugo; republicanos positivistas, com Jules Ferry e Gambetta, e republicanos espiritualistas, com Charles Renouvier.
O liberalismo social, na França, tomou a defesa de Dreyfus. Seus expoentes mais recentes foram Émile Durkheim (1858-1917) e Leon Duguit (1859-1925). A expressão final dessa tendência adquire, com Alain (Émile Chartier, 1868-1951) um sentido super-individualista, beirando o anarquismo. Alain será extremamente influente na formação do pensamento de Sartre, de Simone Weil e de Raymond Aron. Essa tendência, com coloração mais social, será mantida por
Albert Camus (1913-1960) em seus romances. O liberalismo social tem importantes defensores, na Itália, com Piero Gobetti (1901-1926), antifascista, numa posição de social-liberalismo idealista, baseado nas massas e Cario Roselli (1899-1937), que busca um socialismo democrático, liberado do marxismo. Na Espanha, com Salvador de Madariaga (1886-1978), dentro de uma visão organicista da democracia.
Na Alemanha, o liberalismo social se identifica com o apoio à República de Weimar. Seu mais eminente expoente será Hans Kelsen (1881-1973). Em seu trabalho de 1920 Sobre a Essência e o Valor da Democracia, o eminente jurista sustenta que a essência desta consiste na autonomia da geração da norma, em condições de pluralismo político.
Os Estados Unidos dão uma relevante contribuição ao liberalismo social com Woodrow Wilson (1856-1924) e seu programa da “New Freedom” e John Dewey (1859-1952), com sua ênfase sobre a educação.
Mais recentemente, os britânicos dão nova importante contribuição ao socialliberalismo, com Keynes (1883-1945) e o romancista George Orwell (1903-1950). Karl Popper, de tendência conservadora e perspectiva neopositivista, desenvolve, em termos antiestatistas, uma preocupação com a superação da miséria. Seu famoso dito: “minimizem a miséria, em vez de tentar maximizar a felicidade”. Dentro dessa linha, destaca-se a importância intelectual de Sir Isaiah Berlin, cujo Two Concepts of Liberty, de 1958, diferenciando a liberdade negativa da positiva, salienta o imperativo de perseguir objetivos racionais, evitando todas as formas de autoritarismo.
Neoliberalismo
Enquanto o que Merquior designa de “New Liberalism” se caracteriza pela impregnação da preocupação social no pensamento liberal, o neoliberalismo toma sentido oposto, constituindo uma dura crítica do paternalismo estatal. Von Mises (1881-1933) com seu libelo Socialismo, de 1922, denunciando os abusos da regulação social, Von Hayek (1899-1992) sustentando um liberalismo de mercado, em condições de governo mínimo, juntamente com Milton Friedman (1912-2006) e sua irrestrita defesa do mercado, marcam a linha extremamente conservadora do neoliberalismo.
O neoliberalismo retoma a temática individualista do liberalismo clássico, dentro da postura do liberalismo conservador de Burke, Macauley e Bagehot. E conhecida a grande influência exercida por essa linha de pensamento na política contemporânea, a partir de Thatcher, na Grã-Bretanha, e de Reagan, nos Estados Unidos, irradiando-se para o restante do mundo, notadamente em muitos países do Terceiro Mundo. O fato de governos economicamente neoliberais, ainda que frequentemente fundados num autoritarismo político, terem conquistado, no Sudeste Asiático e em países latino-americanos, como o Chile de Pinochet (numa orientação continuada pelo governo democrático de Patricio Aylwin) e o México, importantes êxitos econômicos, conferiu à ideologia neoliberal uma grande audiência.
Merquior analisa, com muita competência, as principais personalidades do pensamento neoliberal. É de lastimar-se que não tenha introduzido as necessárias qualificações, no tocante à diferenciação que importa fazer, entre a comprovada validade de uma economia de mercado, dinamizada pela empresa privada, como condição de boa alocação e gestão de recursos, dos aspectos puramente ideológicos do neoliberalismo, demonizando o Estado e, por conta de sua desmontagem, instaurando a lei da selva em sociedades cuja estabilização se devera aos sadios efeitos do Welfare State.
Liberalismo sociológico
O quinto e último capítulo do livro de Merquior contém duas seções finais. Uma tratando do que se poderia denominar de “liberalismo sociológico”, que consiste, fundamentalmente, numa análise crítica do pensamento de Raymond Aron e de Ralf Dahrendorf. A outra, abordando o neocontratualismo de Rawls, Nozick e Bobbio.
Em sentido estrito, não se pode falar de liberalismo sociológico em relação a Aron e a Dahrendorf. Tal denominação só teria sentido aplicada ao liberalismo de Spencer e de Durkheim. Aquele, por seu determinismo evolucionista. Este, por seu determinismo social. Aron e Dahrendorf são eminentes sociólogos e convictos liberais. Em ambos o liberalismo não decorre de postulados sociológicos ainda que, certamente, a condição de competentes sociólogos os leve a superar os aspectos meramente ideológicos de várias modalidades de liberalismo, tanto de esquerda quanto de direita.
Aron (1905-1983), tão multifacético como Merquior – que sobre este emitiu a famosa frase “ce garçon a tout lu” – sustenta um liberalismo moderadamente conservador, na relação indivíduo-sociedade-Estado, enfatizando as liberdades negativas e a relevância do mercado. Por outro lado, tem consciência da necessidade de uma prudente regulação, pelo Estado, das relações econômicas (medidas anticíclicas) e sociais (igualdade de oportunidades e proteção de setores carentes). Sua militante denúncia das falácias do comunismo e dos populismos de esquerda lhe valeram, durante largo anos, a hostilidade da maioria dos membros da intelligentzia. Sua extraordinária honestidade intelectual, sua enorme competência e excepcional lucidez acabaram lhe conquistando a admiração geral de todos os intelectuais sérios, ainda antes de o colapso do comunismo no Leste Europeu e na União Soviética confirmar, historicamente, a procedência de suas críticas.
A análise de Aron, por Merquior, se concentra, sobretudo, na sua obra histórico-sociológica e menos nas suas concepções a respeito do liberalismo, estas predominantemente veiculadas através de sua ampla contribuição ao jornalismo. Ralf Dahrendorf (1929-2009) compartilha, com Aron, a análise da sociedade industrial contemporânea e estuda os conflitos que lhe são próprios.
Particularmente importante, a esse respeito, é seu livro The Modern Social Conflict (1988). Mostra Dahrendorf como, na contemporânea sociedade industrial (tornando-se pós-industrial), os conflitos de classe, ao estilo do século XIX, foram superados por outro tipo de conflito. As diferenciações de classe ficaram extremamente reduzidas pela universalização da educação e de um estilo de classe média para, praticamente, toda a população. Formou-se, assim, um amplo estrato de assalariados, tanto de blue como de white collars. O próprio empresariado, sem embargo de seus proventos e poder decisório, decorrentes do capital, participa desse estrato como executivo das empresas. O novo conflito social, nas sociedades contemporâneas avançadas, é o conflito entre “provisões” e “titularidades”. A legislação social e os acordos sindicais conferem “titularidades”, independentemente de específicas “provisões” para atendê-las, ocasionando, assim, frequentemente, conflitos entre direitos adquiridos e meios para dar-lhes atendimento. Os atuais debates no Brasil, em torno das aposentadorias, são uma boa ilustração desta questão. Esse tipo de conflito suscita dois movimentos sociopolíticos opostos. De um lado, a classe majoritária (o amplo assalariado), com as demandas de suas titularidades. De outro lado, os “thatcheritas”, ciosos da proteção das provisões disponíveis, impondo disciplina às titularidades.
Nesse quadro, Dahrendorf, como Aron, preconizam um liberalismo radical, que assegure um sadio equilíbrio entre provisões e titularidades.

Os neocontratualistas
John Rawls (1921-2002) conquistou fama tardiamente, com seu livro ATheory of Justice (1971). Retomando a tese do contrato social, Rawls assinala que o que está realmente em jogo não é tanto a questão da legitimidade do poder, de que se ocupavam os utilitaristas, mas as regras de justiça. O contrato social de Rawls é expressamente hipotético. Trata-se de saber o que pessoas racionais contratariam se, ignorando os recursos de cada qual e o lugar que lhes fosse dado ocupar na sociedade, tivessem de estabelecer as regras de justiça. Segundo Rawls, tal situação conduziria à adoção de dois princípios: (1) cada qual deve ter igual direito ao máximo de liberdade compatível com a liberdade dos demais; (2) desigualdades sociais podem ser admitidas, sempre que beneficiem os menos favorecidos membros da sociedade. Tais posições conduzem Rawls a um social-liberalismo.
Robert Nozick (1938-2002), em seu Anarchy, State and Utopia (1974) adota posições divergentes, sustentando, também a partir de premissas neocontratualistas, a necessidade de minimização do Estado, que o inserem na linha do neoliberalismo.
Norberto Bobbio (1909-2004), uma das maiores figuras intelectuais de nosso tempo, se preocupa com o futuro da democracia e com o tipo de boa sociedade e de bom governo realisticamente realizáveis. Seu livro Estado, Governo e Sociedade (1955) é, possivelmente, o melhor compêndio contemporâneo de teoria política.
Segundo Bobbio o bom Estado deve apresentar cinco características básicas: (1) inserir-se num contexto poliárquico; (2) conter limitações de poder; (3) assegurar aos cidadãos participação na adoção de normas; (4) dispor de procedimentos democráticos para a eleição dos líderes e (5) respeitar os direitos civis e cívicos. Como Rawls, Bobbio é um social-liberal e um democrata liberal.

Esse texto é um apêndice escrito por Hélio Jaguaribe no livro O Liberalismo: Antigo e Moderno, de José Guilherme Merquior, publicado pela editora É Realizações em 2014.
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